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A personalidade segundo as abordagens de aprendizado 05/03/13

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Editora: Renata Dal Bó Mazzuco

Colaboradores: Ana Santin, Jessé Lana, Leandro Rosin, Nicolas Dominico


A Personalidade segundo as Abordagens de AprendizadoEditar

Behaviorismo.jpg

Behaviorismo Fonte: http://behaviorismo.weebly.com/mapa-do-site.html

Existem varias teorias diferentes que abordam o aprendizado, todas buscam explicar como as pessoas aprendem e desaprendem comportamentos específicos. Serão estudadas o condicionamento clássico de Pavlov, o condicionamento operante de Skinner e a teoria de estímulo resposta.


A pessoa e a ciência na visão da aprendizagemEditar

As diferentes abordagens da teoria do aprendizado se baseiam em dois pressupostos:

1) Quase todo comportamento é aprendido 

2) É crucial a objetividade e rigor no teste de hipóteses formuladas.

No caso de psicopatologias, o argumento da teoria é que esses comportamentos foram aprendidos, e eles podem ser desaprendidos ou modificados através de abordagens baseada na aprendizagem. A enfase nos testes experimentais com metodologias rígidas enfatizou o laboratório como o local para estudar o comportamento, com enfase no comportamento simples, não complexos e os sujeitos são representados por ratos e pombos. Enquanto teorias psicodinâmicas apontam causas de comportamento internas (instintos, defesas, autoconceito) e conceitos que não podem ser manipulados como o self, ego e o inconsciente, as teorias de aprendizagem enfatizam causas externas, como estímulos do ambiente e recompensas (alimento).


O Behaviorismo de WatsonEditar

Johns B. Watson (1878-1956) psicólogo estadunidense, foi fundador do behaviorismo. Fez varias pesquisas,
Watson.gif

John B. Watson Fonte: http://peace.saumag.edu/faculty/kardas/Courses/Learning/chapter2L.html

algumas associavam o aumento da complexidade do comportamento em ratos com o desenvolvimento do sistema nervoso central. Watson participou do corpo docente da Johns Hopkins University até 1919. Suas ideias foram desenvolvidas incluindo o trabalho de Pavlov. Seu trabalho mais importante foi Psychology from the standpoint of a behaviorist.

Watson divorciou-se em 1919, e casou logo após com sua aluna Rosalie Rayner, e por causa disso foi obrigado a deixar o meio acadêmico. Após, ele se dedicou ao mundo dos negócios, usando seu conhecimento para realizar estudos de potenciais dos mercados de venda. 


A teoria do condicionamento clássico de PavlovEditar

Pavlov.jpg

Pavlov Fonte:http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/medicine/laureates/1904/pavlov-bio.html

 ====Visão do teórico==== Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936) foi um fisiologista russo que ao estudar o sistema digestivo chegou a conclusões que afetaram profundamente a psicologia. Ao medir a quantidade de saliva produzida por um cachorro ao receber alimento, ele percebeu que após um tempo, o cachorro salivava antes de receber o alimento. Essa salivação era resposta a objetos (pote de comida) e sons (passos do assistente que trazia a comida) do ambiente que davam pistas ao cachorro que o alimento estava chegando. Em 1904 ele recebeu o premio Nobel por seu trabalho sobre processos digestivos.


Princípios do condicionamento clássicoEditar

Uma frase resumo do condicionamento clássico é: um estímulo neutro quando associado com outro estímulo que
Pavlovs-dogs-mark-stivers.gif

Sátira ao cão de Pavlov Fonte: http://www.filosofianaescola.com.br/2013/03/determinismo-cientifico-pavlov-e-o.html

produz uma resposta, passa a produzir a mesma resposta. Em outras palavras: o cachorro saliva ao ver a comida. A comida é o estimulo incondicionado e a salivação uma resposta incondicionada. Neste momento, um estímulo neutro, como uma campainha, não leva a salivação. Se essa campainha é acionada logo antes da apresentação da comida repetidas vezes, ao ouvir o som, o cachorro salivará. Neste momento o condicionamento ocorreu, a campainha é um estímulo condicionado e a salivação uma resposta condicionada. 

Da mesma maneira, é possível condicionar respostas de fuga ao que era anteriormente em estímulo neutro. Conectaram eletrodos a pata dianteira de um cachorro. A liberação de um choque elétrico (EI) na pata levou ao retraimento (RI), resposta reflexa do animal. Se uma campainha fosse apresentada por repetidas vezes antes do choque, apenas o soar da campainha (EC) gera a resposta de fuga.

A resposta condicionada pode ser associada a outros estímulos? 

Pavlov verificou que a resposta pode ser associada a outros estímulos semelhantes, por um processo de generalização. A resposta de salivação a campainha é generalizada para outros sons semelhantes. Uma criança mordida por um cachorro vai ter medo de todos os cachorros.


Quais os limites da generalização?Editar

Apenas alguns estímulos são seguidos por estímulos incondicionados, o animal reconhece a diferença dos estímulos, um processo chamado discriminação. Enquanto a generalização leva a mesma resposta a estímulos semelhantes, a discriminação resulta em uma especificidade de resposta mais intensa. Se a mesma criança do parágrafo acima, recebendo apoio, comece a diferenciar entre cachorros de diferentes tipos, vai começar a ter medo apenas de alguns cachorros

Se o estímulo originalmente neutro é apresentado seguidamente sem ser seguido pelo estímulo incondicionado, existe uma eliminação ou enfraquecimento progressivo, chamado de extinção. Se a criança do exemplo começa a ter varias experiencias positivas com todos os cachorros, a extinção acontece.

O modelo de condicionamento clássico é aplicável a compreensão do desenvolvimento, manutenção e desaparecimento de muitas reações emocionais.


Psicopatologia e mudançaEditar

Pavlov conduziu estudos importantes relacionando sua teoria com o conflito e desenvolvimento de neuroses.

Reações emocionais condicionadasEditar

Pavlov influenciou o pensamento de behavioristas posteriores, como Watson. Watson  relatou condicionamento de reações emocionais de um bebe, o pequeno Albert, de 11 meses de idade. Eles trataram a criança a sentir medo de animais e objetos antes não temidos. O estudo foi conduzido com a constatação que a criança se assustava e tinha medo do barulho do bater de um martelo em uma barra de aço. Se eles batessem o martelo, logo depois que a criança tentasse tocar um rato, ele começaria a temer o rato, sendo que anteriormente ele não temia. Após diversas vezes, eles perceberam que a criança chorava sem o bater do martelo, apenas ao ver o rato. Albert desenvolveu uma reação emocional condicionada. Além disso, havia provas que Albert começou a temer outros objetos que lembravam o rato (generalização).

O descondicionamento do medo de um coelhoEditar

A terapia comportamental baseada no modelo de condicionamento clássico enfatiza a extinção de respostas problemáticas ou o condicionamento de novas respostas a estímulos que produzem respostas indesejadas. Jones tentou eliminar o medo em condições laboratoriais, ao tentar tratar a reação de medo exagerada que Peter, de 2 anos e 10 meses tinha de coelho. Peter era uma criança saudável, que tinha medo de rato branco, que generalizou para coelho, casacos de pele, penas e lã. Jones colocou Peter a brincar ao lado de um coelho, junto com três crianças que não tinha medo de coelho. Peter passou de um terror a uma resposta completamente positiva. Após o condicionamento do medo que Peter tinha de coelho, ele perdeu completamente o medo por casacos de pele e lã.


A Teoria do condicionamento operante de SkinnerEditar

Bf skinner 01aa.jpg

Burrhus Frederic Skinner Fonte: http://skinnercafeeufgd.blogspot.com.br/p/skinner-de-1930-1990.html

"O cientista, como qualquer outro organismo, é produto de uma história peculiar. As práticas que ele considera mais apropriadas dependerão, em parte, de sua história"

Este é a suma do que Skinner defendeu na sua obra, que as orientações e estratégias de pesquisa de um psicólogo são em parte consequência das próprias histórias de vida e expressões da sua própria personalidade.

Após formado em literatura inglesa, Skinner leu a obra de Pavlov e alguns artigos de Bertrand Russel, que pretendiam desestabilizar Watson, porém isso despertou o interesse de Skinner pelo Behaviorismo. Skinner fez pós graduação em psicologia em Harvard, e desenvolveu interesse pelo comportamento de animais sem fazer referencia ao funcionamento do sistema nervoso.

Skinner desenvolveu seus princípios de metodologia científica:

1)Quando encontrar algo interessante, largue o resto e estude-o.

2)Certas maneiras de fazer pesquisas são mais fáceis que as outras. Um aparato mecânico frequentemente pode deixar a pesquisa mais fácil.

3)Certas pessoas tem sorte.

4)Aparelhos estragam, o que representa um problema, mas também podem levar a

5)Serendipidade - a arte de descobrir uma coisa enquanto se procura outra.

Ele se tornou um sofisticado treinador de animais, conseguia manipular o comportamento animal em determinado momento. A base para o procedimento de Skinner do condicionamento operante é o controle do comportamento através da manipulação de recompensas e punições no ambiente, particularmente em laboratórios. Skinner recebeu muitos prêmios.


A teoria da personalidade de SkinnerEditar

EstruturaEditar

A unidade fundamental segundo Skinner é a resposta, que pode variar de uma simples resposta reflexa a um comportamento complexo. O processo de aprendizagem essencialmente envolve associação ou conexão de respostas com eventos que acontecem no ambiente.

Em sua abordagem ao aprendizado, Skinner diferencia respostas causadas por estímulos conhecidos (reflexo de
Estimulo-resposta.gif

Estímulo->Resposta Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-37722010000100020&script=sci_arttext

piscar o olho ao perceber um objeto), e a respostas que não podem ser associadas a nenhum estímulo, que são chamadas de operantes.. "Na terminologia do comportamento operante, os operantes são emitidos pelo organismo".


Processo:condicionamento operanteEditar

Conceito de reforço: os skinnerianos definem reforço como um evento (estímulo) que segue uma resposta que
Resposta reforço.gif

O condicionamento operante só é possível se o sujeito emitir respostas operantes espontâneas sobre as quais haverá o reforço. Fonte: http://www.uniriotec.br/~pimentel/disciplinas/ie2/infoeduc/aprbehaviorismoskinner.html

aumenta a probabilidade da sua ocorrência. Se o ato do rato pressionar uma barra, que é um comportamento operante, for seguido de um reforçador como a comida, a probabilidade do rato pressionar a barra novamente aumenta. O reforçador aumenta o comportamento que segue, e não ha necessidade de encontrar explicações biológicas para determinar o porquê um estímulo reforça um comportamento. Os estímulos que iniciantemente não servem como reforços, se associados com outros reforços, podem vir a fazê-lo. O dinheiro, é um reforço generalizado porque esta associado a muitos outros tipos de reforços. O que é reforço para um, não pode ser reforço para outro, pode variar de indivíduo para indivíduo, organismo para organismo. Encontrar um reforço é um exercício de tentativa e erro. Experimente vários estímulos até encontrar um que aumente a probabilidade de aumentar uma certa resposta.

Entender um comportamento é controlá-lo. O comportamento é controlado através da escolha das respostas que são reforçadas e as razões em que elas são controladas.

Skinner Box.jpg

Skinner Box Fonte: http://psicologia2011ufersa.blogspot.com.br/2011/06/behaviorismo.html

Os skinnerinianos também reforçam a importância do reforços baseados na fuga do estímulo aversivo. Nesse caso, as respostas são reforçadas pela remoção de um estímulo desagradável, em vez do aparecimento do estímulo agradável, que podem ser comparados com a punição. Na punição a resposta ao estímulo aversivo diminui a probabilidade que aquela resposta ocorra novamente. Entretanto o efeito da punição é temporário e parece ter pouco valor para eliminar o comportamento. Por essa razão, a teoria enfatiza o uso do reforço positivo para modelar o comportamento.

Crescimento e desenvolvimentoEditar

As crianças adquirem confiança em si mesmas através do reforçamento de atos pelas quais cuidam de si, por exemplo, ao comerem e se vestirem. 

E as crianças que imitam comportamentos de pais, irmãos ou de outras pessoas?

Comportamentos podem ser imitados sem serem reforçados diretamente, entretanto, só ocorre se a imitação for reforçada muitas vezes; através da generalização a própria imitação assume a qualidade de reforço.


PsicopatologiaEditar

Segundo o ponto de vista de comportamento, a patologia comportamental não é uma doença, é um padrão de respostas aprendidas de acordo com os mesmos princípios já citados. Os indivíduos não são doentes, apenas não respondem apropriadamente aos estímulos, por não conseguir aprender uma resposta ou aprendem uma resposta mal adaptativa. No primeiro caso, há um déficit comportamental, por exemplo, indivíduos socialmente inadequados podem ter tido historias de reforçamentos deficientes, onde as habilidades sociais não se desenvolveram por falta  de reforçamento.

Depressão: o reforçamento não é importante somente no aprendizado, mas também para a manutenção do comportamento. A depressão, segundo essa teoria, representa depreciação do comportamento ou uma taxa baixa de resposta. A pessoa depressiva não responde porque o reforço positivo foi retirado. Em suma, os comportamentos deficientes ou psicopatologias são desenvolvidos devido: não reforçamento por comportamentos adaptativos, punição por comportamentos que mais tarde são considerados adaptativos, reforço por comportamentos mal adaptativos ou reforço dentro de circunstancias inadequados por aquilo que, de outra forma, seriam comportamentos adaptativos.


Avaliação Editar

A enfase em comportamentos específicos ligados a características situacionais definidas foram a base para a avaliação comportamental. Influenciada por Skinner, esta avaliação enfatiza três itens:

1)identificação de comportamentos específicos, chamados comportamentos-alvo ou respostas-alvo;

2)identificação de fatores ambientais específicos que reforçam o comportamento-alvo;

3)identificação de fatores ambientais específicos que possam ser manipulados para mudar o comportamento alvo.

Na abordagem denominada avaliação ABC, avaliam-se as condições que Antecedem o comportamento, o próprio comportamento (Behavior), e as Consequências do comportamento.


Abordagens de avaliação de signo e de amostraEditar

A avaliação comportamental se difere das demais medidas de personalidade, é que o próprio comportamento de interesse, e não algum constructo teórico (força do ego, extroversão) que se presume ser expresso no comportamento. 

Na abordagem de signo, são inferidos traços do comportamento baseados em testes. Supõe-se que esses testes reflitam algumas características da personalidade em relação a supostos traços subjacentes.

Na abordagem de amostra, o interesse esta no próprio comportamento e na maneira que ele é afetado por alterações ambientais.

A abordagem em signo questiona os motivos e traços que agem em conjunto, resultando no comportamento observado; já a em amostra questiona as variáveis ambientais que afetam o comportamento no que diz respeito a sua frequência, intensidade e duração.


Mudança de comportamentoEditar

O uso de um sistema de fichas é um exemplo do uso do comportamento operante. Neste, o especialista recompensa com fichas, diversos comportamentos que são considerados desejáveis. Essas fichas podem ser trocadas por produtos que o paciente deseja, como balas e cigarros. Em ambientes controlados, como hospitais psiquiátricos de longo prazo, existem evidências que sustentam a eficácia desse sistema. Também podem ser usadas para reduzir comportamento agressivo de crianças e reduzir problemas conjugais



ReferênciasEditar

CRAIG, Robert J.  Trad. Maria Ariana Veríssimo Veronese.  Entrevista clínica e diagnóstica. Capítulo 5. Porto Alegre : Artes Médicas, 1991.  442p

Mazzuco R.D. Anotação da aula da Disciplina de Psicologia Médica. UNIVILLE. 05/03/2013

PERVIN, Lawrence; JOHN, Oliver P. Personalidade : teoria e pesquisa.   8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. 492 p.

TOURINHO, Emmanuel Zagury. Notas sobre o Behaviorismo de ontem e de hoje.Psicol. Reflex. Crit.,  Porto Alegre,  v. 24,  n. 1,   2011 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722011000100022&lng=en&nrm=iso>. access on  01  Apr.  2013.  http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722011000100022.


Links externosEditar

Pavlov game:http://www.nobelprize.org/educational/medicine/pavlov/

http://www.bfskinner.org/bfskinner/Home.html

http://www.periodicos.ufpa.br/index.php/rebac

http://centrointegradodeensinoavancadoebpc.wordpress.com/2013/04/07/resumo-do-livro-ciencia-e-comportamento-humano-de-f-skinner/




VídeosEditar

John Watson - Teoria do Behaviorismo

http://www.youtube.com/watch?v=vMVaxktVJz4



Skinner fala sobre a Maquina de Ensinar

http://www.youtube.com/watch?v=vmRmBgKQq20


Condicionamento Operante Skinner

https://www.youtube.com/watch?v=81bZSMymRD0


Cão de Pavlov

https://www.youtube.com/watch?v=YhYZJL-Ni7U



Behaviorismo - Reforço e Punição

https://www.youtube.com/watch?v=C1i0Os8WEG4

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