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A relação médico-paciente na clínica e na emergência - 11/06

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Editora: Ana Luyza Santin

Colaboradores: Jessé V. Lana, Leandro Rosin, Nicolas Dominico e Renata Dal Bó


Relação Médico-Paciente na Clínica Médica Editar

A clínica médica é a especialidade-mãe de todas as demais, sua prática requer que o médico possua conhecimentos, atitudes e habilidades que permitam um diagnóstico geral e integrado e uma resposta correta ao problema de saúde do paciente.

Medicina2.jpg

Relação Médico Paciente

O conceito de saúde remete ao bem-estar físico, mental, social e espiritual. Nesse contexto, o clínico deve ter uma visão holística, integral, de seu paciente e usar de forma harmoniosa todos os sentidos. Deve ser empático, solícito, ter intuição e percepção aguçada. 

Construir um relacionamento terapêutico, avaliar o sofrimento do paciente (saber quantificar) e tratá-lo adequadamente são os objetivos de uma consulta clínica. Nesse aspecto, a intenção do médico deve ser correta, ou seja, o foco principal da entrevista deve ser a saúde do paciente e a história clínica deve ser cuidadosamente tomada para evitar gastos com exames complementares desnecessários e assim minimizar o tempo para a resolução do problema.  

Um paciente do SUS não é diferente de um paciente de convenio ou particular. Em todos os casos há que se zelar por uma boa prática profissional. A avaliação das condições socioeconômicas do paciente e dos familiares é importante para adequar as recomendações as possibilidades financeiras do paciente, e a economia na solicitação de exames complementares e de medicamentos também são importantes, pois refletem o conhecimento que o médico tem em relação ao seu paciente. Se o problema que ele tem é tratável com mudanças de hábitos de vida, estes devem ser adequadamente orientados e reforçados. Caso seja necessário o uso de medicamento, optar pela monoterapia, ou seja, o uso de medicamentos eficazes e baratos e evitar as “novidades” patrocinadas por grandes esquemas mercadológicos das indústrias farmacêuticas. 

Nos casos em que o paciente possui um acompanhante, a privacidade e o sigilo do paciente devem ser preservados. Entretanto, deve-se levar em consideração o fato de que, geralmente, essa pessoa é alguém de confiança ou a que mais se dedica aos cuidados do paciente, logo, pode fornecer informações complementares e ajudar a melhorar o quadro do paciente. 

Img Dr.-Patch-Adams-no-Ceará 1.jpg

Relação Médico-Paciente


Na construção de um vínculo com o paciente é muito importante o exemplo dado pelo próprio médico, pois ele é o primeiro e mais importante medicamento para o tratamento do doente, estando sua imagem associada aos resultados da intervenção. A credibilidade do médico começa a ser construída na apresentação ao paciente.

Exemplo: um dermatologista remete a imagem de uma pessoa com pele e cabelos bonitos. Quando essa imagem é quebrada, a credibilidade do médico diminui. “Se nem ele é capaz de se cuidar, porque eu seria?”

Assim como um professor, o médico deve aplicar conhecimentos e atitudes, praticar o que ensina aos seus pacientes e dessa forma motivá-los a buscar um tratamento, ou simplesmente um estilo de vida mais saudável. 


Relação Médico-Paciente na EmergênciaEditar

Urgência e Emergência são situações clínicas que requerem atendimento médico imediato, por implicarem risco potencial ou iminente de vida, ou sofrimento intenso.  Através da Resolução CFM 1451/95, o Conselho Federal de Medicina conceituou emergência, da forma que se segue:

"Define-se por  EMERGÊNCIA a constatação médica de condições de agravo à saúde  que impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento intenso, exigindo, portanto,tratamento médico imediato".

O atendimento em urgência e emergência é uma forma especial do atendimento médico onde condutas são instituídas em pequeno intervalo de tempo, sob pena de insucesso sem caso de hesitação. A relação médico-paciente nesta situação sofre uma série de modificações. Os pacientes muitas vezes não têm a possibilidade de escolher os médicos que irão lhes atender, medidas invasivas e de risco muitas vezes são mal informadas ao paciente ou aos familiares, e a carência de local apropriado para a troca de informações confidenciais dificulta uma melhor aproximação entre ambos. 

O ambiente de um Pronto-Socorro é angustiante. Escassez de leitos vagos, falta de medicamentos e pessoal especializado, tumulto, sons de máquinas, gemidos, gritos de ordens técnicas, espera... Como então pode ser construído um bom relacionamento médico-paciente?

Nessa relação ocorre um descompasso entre o tempo do paciente (sua dor, vontade de livrar-se do sofrimento) e o tempo da equipe profissional em atendê-lo. Durante o período de espera, o paciente se sente abandonado, recebe poucas informações, a percepção do tempo se distorce e minutos parecem horas. Para a equipe profissional, mais uma “ficha” entre tantas naquele dia, simples rotina de sempre. Na medicina privada, dos planos e seguros de saúde, tem-se, ainda, a fria e calculista ordem da conferência de detalhes técnicos, relativos e contratos comerciais, tumultuando e piorando ainda mais os ânimos dos familiares e acompanhantes e do paciente. 

A angústia do paciente e dos familiares pode, então, desencadear mecanismos de defesa. reação do médico a esses mecanismos é a aplicação de discursos e justificativas que envolvem questões políticas e estruturais da saúde. Reação adversa a ideal, que seria o médico agir como um ansiolítico para o paciente, com presteza e calma, ouvindo e transmitindo segurança e controle da situação.

Porém, devido ao caráter do atendimento de emergência, o médico é constantemente confrontado com a sua própria finitude e de seus entes queridos. Esse confronto com a morte provoca mecanismos de defesa dos profissionais, que se manifestam com indiferença, hostilidade e impaciência com as queixas dos doentes. Tais defesas são classificadas em cinco tipos: 

1) fragmentação da relação médico-paciente

2) despersonalização e negação da importância do indivíduo 

3) distanciamento e negação dos sentimentos

Emergencia-medica.jpg

Emergência Médica

4) tentativa de eliminar decisões pelo ritual de desempenho de tarefas

5) redução do peso da responsabilidade

Nos dias atuais, basta uma relação médico-paciente distorcida por fatos “simples” para surgirem questões jurídicas sobre os profissionais envolvidos no atendimento de urgência. Portanto, todos os profissionais, em Pronto-Socorro, deveriam ter conhecimento dos mecanismos de transferência e cotransferência, da dinâmica emocional, das defesas conscientes e inconscientes que sempre ocorrem em qualquer encontro entre pessoas, principalmente em uma situação de risco de vida.

Para exercer uma Medicina mais humanizada frente ao estresse do plantão em um Pronto-Socorro, deve-se buscar aprendizado técnico em atualizações científicas, e combinar ao conhecimento da bioética e dos fatores biopsicossociais do paciente.  


ReferênciasEditar

Santin, AL. Anotações da Disciplina de Psicologia Médica. Univille

Resolução Conselho Federal de Medicina - número 1451/95

A relação médico-paciente em clínica médica - Index de Psicologia Médica

A relação médico-paciente na emergência - Index de Psicologia Médica

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