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Adolescência

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Editora: Renata Dal Bó Mazzuco

Colaboradores: Ana Santin, Jessé Lana, Leandro Rosin, Nicolas Dominico

ADOLESCÊNCIAEditar

É o tempo de semidependência (mistura dissonante de liberdades e restrições). Embora geralmente ocorra durante toda ou parte da segunda década de vida, as idades de início e fim variam enormemente. O adolescente , do ponto de vista da psicanálise, é um sujeito em vias de transformação, imerso em um processo profundo de revisão de seu mundo interior e de suas heranças infantis, visando à adaptação ao novo corpo, às novas pulsões, decorrentes da puberdade.


FasesEditar

Adolescência inicialEditar

Geralmente começa por volta dos 12 – 14 anos, é marcada pelo estirão de crescimento, pelo desabrochar das características sexuais secundárias. Ocorre o afastamento social acelerado dos pais e da família em direção ao grupo de iguais fazem dela um período de atordoamento máximo para a maioria dos jovens.
Embora o grupo de iguais permaneça essencialmente unissexual, paixões por artistas do sexo oposto são comuns.
Para Meltzer ( 1978), a adolescência inicia-se quando ocorre uma fratura na crença da onisciência dos pais, o que, somando-se ao próprio aumento da estatura dos jovem, faz com que passem a enxergar os pais de cima para baixo.

Adolescência intermediáriaEditar

Geralmente ocupa os anos intermediários da segunda década de vida. É geralmente o momento em que começam os namoros. O namoro é frequentemente usado como forma de obter status, aprender sobre a sexualidade e evitar a solidão. Durante essa fase tem início a capacidade de pensar abstratamente ( pensar sobre o pensamento).
A rebeldia normalmente manifesta-se através de ataques verbais.

Adolescência tardiaEditar

O término da adolescência geralmente ocorre ao final da segunda década de vida. É o momento de preocupação com o futuro. O idealismo continua sendo uma forte influência para muitos adolescentes, mas geralmente se torna mais prático e menos doutrinário. Os valores dos pais podem ainda ser contestados, mas é menos provável que a contestação ocorra automaticamente, somente para sentir-se separado e autônomo. O namoro se torna sério e o compromisso estável se torna comum. Alguns jovens se casam durante essa fase.


A Adolescência no MeninoEditar

O menino, após a puberdade, se vê inundado por aumento indiscriminado das pulsões, de nível oral, anal e genital.
Masculina.jpg

Fases do desenvolvimento físico masculino Fonte:http://diaadianaadolescencia.blogspot.com.br/2010/08/adolescencia-em-geral-puberdade.html


Além de se sentir frágil do ponto de vista de sua masculinidade emergente, tem em sua mente a figura feminina equacionada com a mãe onipotente da infância. Meninas são temidas e evitadas. As figuras masculinas, o pai, como prova de potência e de força tornam-se importantes elementos de reforço narcísico e de consolidação da identidade masculina. A aproximação com figuras masculinas idealizadas tem a finalidade de permitir o fortalecimento, por meio da introjeção, do sentimento de ser masculino. Uma vez o jovem tendo atenuado a rigidez de superego herdada da infância, ou seja, superado as proibições infantis, à exploração do corpo, aos jogos sexuais e a afirmação quanto a sua identidade masculina, inicia-se a aproximação com o sexo oposto. Os meninos comparam a lista de meninas com quem beijou com o objetivo narcisista de reforço da autoestima e do sentimento de masculinidade. Ainda não há a ternura e a consideração pelo outro enquanto objeto de amor. Passado o tempo, nos deparamos com um adolescente onipotente, arrogante e portador da onisciência que até então era atribuída aos pais. Esse estado de narcisismo máximo, permitirá ao jovem não só lidar com o medo, a solidão e a ansiedade decorrente da desidealização e do afastamento dos pais da infância, como também realizar as experiências imprescindíveis do processo de amadurecimento. Sentindo-se mais potente e podendo tolerar a aproximação feminina, e, ao mesmo tempo, necessitando dessa aproximação a fim de ter um continente para projetar os seus aspectos femininos, o adolescente subitamente surpreende-se com um novo sentimento, que é o de amor, desejo e ternura por uma mulher.


A adolescência na meninaEditar

A trajetória seguida pela menina em seu desenvolvimento psicossexual adolescente é significativamente diferente.
Mobilizada pela menarca e pelas novas sensações pélvicas advindas das gônadas em funcionamento, sentem-se
Feminia.gif

Fases do desenvolvimento sexual das meninas Fonte:http://diaadianaadolescencia.blogspot.com.br/2010/08/adolescencia-em-geral-puberdade.html

mais atraídas a voltar-se para seu interior. A partir da puberdade, em função dessas sensações cinestésicas, que a menina poderá formar representações mentais de sua genitália interna. No desenvolvimento normal, a mãe é o primeiro objeto de relacionamento libidinal e o pai é o segundo.
No início da infância, a partir do desmame e do processo de separação e individuação, a criança se individualiza-se da mãe e aproxima-se do pai, tendo um forte significado evolutivo. Por ocasião da puberdade e do início da adolescência, aproximar-se da mãe assume o significado de retorno ao primeiro objeto, despertando angústia de estar regredindo à relação mais primitiva da vida. O reforço da feminilidade incipiente se dá por meio de uma acentuação de características femininas e da aproximação sedutora de figuras masculinas. Em adolescentes iniciais, há risco de se envolverem em relações sexuais prematuras ou serem vítimas de abusos sexuais por parte de homens adultos que se aproveitam da facilidade com que elas se enamoram. Para as meninas, as primeiras relações amorosas terão um caráter mais narcísico de afirmação de sua feminilidade e de elaboração das relações primitivas tanto com a mãe quanto com o pai.


Desenvolvimento FísicoEditar

O molde biológico para a diferenciação do gênero é formado no útero. A puberdade dá forma às diferenças, com o aparecimento de características sexuais secundárias e com um estirão de crescimento. Um estirão de crescimento precede o aparecimento das características sexuais secundárias em aproximadamente um ano em ambos os sexos.
As meninas, em média, têm seu estirão de crescimento inicial dois anos antes dos meninos. Esta é a razão por que aos 11 anos as meninas são tipicamente mais altas que os meninos da mesma idade. Desajustes emocionais aparecem quando há o desenvolvimento físico precoce de meninas e o tardio dos meninos. As meninas disfarçam os seios usando roupas largas, jaquetas, arqueam os ombros. Os meninos que tem o desenvolvimento tardia são menores, mais fracos e são excluídos das equipes esportivas.


Desenvolvimento psicológico e socialEditar

A puberdade ocorre agora em uma idade mais precoce do que ocorria durante o século passado. As primeiras experiências sexuais ocorrem mais cedo hoje do que nas gerações passadas, mas as capacidades de raciocinar e planejar não ocorrem em uma idade mais precoce. O desenvolvimento físico puberal tem-se acentuado durante os últimos cem anos, o tempo necessário de preparação para uma posição adulta no mercado de trabalho tem sido prolongado. Escolas e empregadores exigem cada vez mais habilidades de linguagem, matemática e ciências. Os empregadores estão menos interessados nos jovens que possuem pouca educação, hábitos de trabalho insatisfatórios ou comportamentos de alto risco. As taxas de desemprego para aqueles que abandonaram a escola no 2º grau são mais do que o dobro das taxas para aqueles que se formaram.


Estabelecimento do ponto de vista sexualEditar

O aparecimento das características sexuais secundárias são determinantes para o desabrochar da sexualidade. Devido ao “Tabu do Incesto”, que é a atração física do adolescente pelo progenitor do sexo oposto e vice-versa, ocorre o afastamento entre pais e filhos. Já o progenitor do mesmo sexo tipicamente se aproxima, repondo a  anterior intimidade perdida em casa. A experimentação homossexual transitória é comum fazendo parte do conhecimento e curiosidade. O autoerotismo é uma das primeiras formas de expressão da sexualidade. O aumento mais rápido da gordura corporal nas meninas trazem sentimentos negativos quando comparadas aos meninos, podendo gerar depressão, distúrbios alimentares, comportamento sexualizado. Nos meninos existe a preocupação por talvez não serem suficientemente masculinos e invejam meninos mais velhos e seus iguais. Eles concentram suas habilidades para sobressair-se em atividades em grupos, atléticas ou acadêmicas. Já as meninas tendem a concentrar-se na beleza como seu principal atributo sexual. A contracepção é raramente usada por adolescentes durante as primeiras experiências sexuais mesmo com a ênfase no uso de preservativos na prevenção de DSTs. é o momento que a parceria dos pais é fundamental.Ao final da segunda década de vida o adolescente em geral se sente à vontade com seu corpo, onde ocorre a aproximação da família dando iníco a vida de adulto.


Uso da agressividadeEditar

Agressao03 materia.jpg

Agressividade na Adolescência Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/como-lidar-agressividade-adolescentes-742753.shtml

“Os jovens de hoje rebelam-se contra a autoridade, não respeitam os mais velhos, contradizem seus pais, cruzam as pernas e tiranizam seus mestres”. Sócrates, 2.400 a.C
Possíveis causas
Estímulos externos como o consumismo, as desigualdades sociais, gera insatisfação do adolescente. Conflitos e dificuldades financeiras na família. Pais ausentes, falta de perspectiva do jovem quanto ao futuro profissional, pessoal, individualismo. Educação familiar e escolar falhas como o excesso de diretos e poucos deveres gerando impunidade.
As Consequências da agressividade frusta o desejo de demonstrar competência e virilidade adulta mostrando uma incapacidade de entender totalmente os riscos. Quase 80% de todas as mortes dos 15 aos 19 anos de idade são secundárias a ferimentos e quase dois terços das mortes por homicídio ocorrem nos primeiros 20 anos de vida. Ocorrem ataques verbais, linguagem obscenas, o adolescente junta-se com gangues, tem um comportamento ilegal.
Ao final da adolescência, os jovens bem ajustados, não mais acreditam que seja necessário atacar  ou distanciar-se dos adultos. Volta o interesse sexual à procura de um cônjuge e a procura de um emprego. Estabelecimento de vínculos de confiança .

Os grupos - refúgios psíquicosEditar

Segundo Mieltzer (1978), o adolescente passará a circular em 4 “ambientes” que funcionam como refúgios psíquicos e maneira de organizar sentimentos emergentes.
Família
Mundo adulto
Adolescentes
Isolamento
A família tem que passar por uma reforma, alterar sua estrutura interna e seus padrões de relacionamento entre os membros para receber o adolescente. Família rígidas podem ocasionar psicopatologias na adolescência e graves fraturas interna (conflitos tormentosos). A família tem que ser o refúgio, retorno para um reabastecimento. Esse retorno precisa ser aceito pelos pais, mesmo após terem sidos desprezados pelos filhos. Pais devem deixar a sexualidade amadurecer sozinha (não pressionar), saber administrar  seus próprios conflitos pois provavelmente estão na crise da meia-idade. Não competir ou travar experiências dos filhos.
Nessa fase os adolescentes querem autonomia e ao mesmo tempo os pais a disposição, exemplos típicos do início da adolescência:vergonha em serem vistos junto dos pais, roupas dos pais, o carro, os costumes, tudo na própria família é antiquado e qualquer coisa associada a infância é fora de moda. Por ocorrer o início sexualidade o adolescente diminue carinhos e deixam de andar semidespidos pela casa. Ocorre a curiosidade dos jovens pela sexualidade dos pais, e a rivalidade entre irmãos que é maior quando idades são próximas e mesmo sexo. Existe a curiosidade no irmão de sexo oposto. Os meninos protegem a pureza de suas irmãs mais novas e mais ainda da mãe quando é questionada. No final da adolescência ele compreende que há muito o que aprender com o pais, que o estilo de vida dos pais não é tão ruim e os irmãos começam a se gostar, acontecendo menos brigas por rivalidades.


Links ExternosEditar

1)Cognitive-behavioral treatment for antisocial behavior in youth in residential treatment

http://cochrane.bvsalud.org/cochrane/show.php?db=reviews&mfn=3504&id=CD005650&lang=pt&dblang=&lib=COC

2)Opportunities provision for preventing youth gang involvement for children and young people (7-16)

http://cochrane.bvsalud.org/cochrane/show.php?db=reviews&mfn=4256&id=CD007002&lang=pt&dblang=&lib=COC

3)Cognitive-behavioural interventions for preventing youth gang involvement for children and young people (7-16)

http://cochrane.bvsalud.org/cochrane/show.php?db=reviews&mfn=4261&id=CD007008&lang=pt&dblang=&lib=COC

4)Multisystemic Therapy for social, emotional, and behavioral problems in youth aged 10-17

http://cochrane.bvsalud.org/cochrane/show.php?db=reviews&mfn=2870&id=CD004797&lang=pt&dblang=&lib=COC

ReferênciasEditar

SADOCK, Benjamim James; SADOCK, Virginia Alcott.  Compêndio de psiquiatria:  ciências do comportamento e psiquiatria clínica.  9. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/area/3/saude-para-voce.html
www.psicologia.ufrj.br/nipiac/jubra/jubra2/trabalhos

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