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Ancylostomatidae - Ancilostomideo

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Editora: Ana Gabriella Tessarollo

Colaboradoras: Andressa de O. Coiradas e Elisa C. Mota

AncylostomatidaeEditar

Filo: Nematoda

Classe: Chromadorea

Família: Ancylostomatidae

É uma das mais importantes famílias de Nematoda cujos estágios parasitários ocorrem em mamíferos, inclusive humanos, causando ancilostomose. A ação dos parasitos, tanto por etiologia primária (diretamente pelo verme) ou secundária (em decorrência do parasitismo), geralmente resulta em um processo patológico e curso crônico, mas com consequências até graves ou fatais.

Ciclo biológicoEditar

Ancilostomose.jpg

http://www.mundoeducacao.com/doencas/ancilostomose.htm

Os ancilostomídeos, apresentam o ciclo biológico direto, não necessitando de hospedeiros intermediários. Durante o desenvolvimento, duas fases são bem definidas: a primeira, que ocorre no meio exterior, e a segunda, que se desenvolve no hospedeiro definitivo, que é obrigatóriamente de vida parasitária.

Parasitos do intestino delgado, macho e fêmea exercem várias cópulas, e os ovos sãao depositados pelas fêmeas no intestino delgado do hospedeiro. Sao eliminados para o meio exterior através das fezes. No meio exterior, os ovos necessitam de um ambiente propício, principalmente oxigenação, umidade e temperatura elevada, para que se processe a embrionia, formação da larva rabditoide de primeiro estágio (L1) e sua eclosão.

No ambiente, a L1 apresenta movimentos serpentiformes e se alimenta de matéria orgânica e microrganismos (por via oral), em seguida perde a cutícula externa e forma uma nova, transformando-se em larva rabditóide de segundo estágio (L2), que também tem movimentos serpentiformes e se alimenta de matéria orgânica e microrganismos.

Começa a produzir uma nova cutícula internamente, porém, mantém o antigo tegumento passando então a se transformar em larva filarióide de terceiro estágio (L3), que apresenta cutícula externa que oblitera a cavidade bucal e não se alimenta, mas tem movimentos serpentiformes que facilitam a sua locomoção.

A L3 é a única forma dos ancilostomídeos infectante para o hospedeiro. A infecção se dá pela penetração ativa das larvas, através da pele conjuntiva e mucosa, seguindo o seguinte trajeto:

1) Penetração da larva L3 (filarióides) pela pele;

2) Larvas alcançam a derme;

3) Pela circulação sanguínea e/ou linfática, atinge a veia cava;

4) Chega ao coração;

5) Larvas são carregadas pelas artérias pulmonares até os pulmões;

6) Larvas rompem os capilares e caem nos alvéolos, sofrendo nova mudança (L4)

7) Migram para os bronquíolos, chegam a traquéia e atingem a faringe;

8) Expulsão das larvas pela expectoração ou deglutição;

9) Larvas deglutidas atingem o intestino delgado;

10) Transcorridos 15 dias pós-infecção, as L4 perdem a cutícula e mudam para L5, estas formas se tornam adultos machos e fêmeas;

11) Eliminação dos ovos embrionados pelas fezes e contaminação do ambiente;

12) Evolução dos ovos férteis no solo até se tornarem larvados, com L1 (rabditóide) que após a liberação se desenvolvem, sofrendo mudança para L2 rabditóide;

13) Transformação para larva L3 filarióide infectante.

DiagnósticoEditar

Kato-katz.png

http://www.google.com.br/imgres?imgurl=&imgrefurl=http%3A%2F%2Fdc310.4shared.com%2Fdoc%2FQ1Z4cL4i%2Fpreview.html&h=0&w=0&sz=1&tbnid=8lHtLRYh_zL3bM&tbnh=181&tbnw=278&zoom=1&docid=UjPyIbpinTiGSM&hl=pt-BR&ei=l0UtUunrLZLA9QSOsoDoBg&ved=0CAEQsCU

Faust método de.png

http://dc310.4shared.com/doc/Q1Z4cL4i/preview.html

Pode ser do ponto de vista clínico (individual) ou epidemiológico (coletivo). Uma avaliação pela anamnese associada aos sintomas cutâneos pulmonares e intestinais, acompanhados ou não de anemia.

Diagnóstico laboratorial:

O principal recurso diagnóstico para esta enfermidade, consiste no exame parasitológico de fezes, sendo fácil a distinção entre os ovos dos demais helmintos. Entretanto a distinção entre os ovos de A. duodenale e N. americanus não é fácil, sendo a distinção entre as duas espécies somente por cultivo. De maneira geral, os ovos de ancilostomideos são encontrados de forma abundante nas fezes, não necessitando de técnicas especiais para a confirmação diagnosticada.

Em condições de baixa infecção, se fazem necessário algumas técnicas como a centrífugo-flutuação no sulfato de zinco (método de Faust). A carga parasitária é obtida pelo método de Stoll ou também pelo método de Kato-Katz.

Diagnósticos diferenciais:

  • Anemias
  • Dermatites de contato
  • Larva migrans cutânea
  • Pneumonites
  • Abdômen agudo
  • Outras parasitoses intestinais

TratamentoEditar

A.duodenale.jpg

http://plpnemweb.ucdavis.edu/nemaplex/images/aduodmf.jpg

Enquanto medidas de prevenção não se tornarem efetivas, sobretudo por motivos social-econômico, o uso de controle curativo, através de medicamentos, continua sendo praticado, não evitando, as reinfecções.

Mebendazol na dose de 100 mg, duas vezes ao dia por três dias, ou 500 mg em dose única para pacientes acima de dois anos. Pode-se observar indução de leucopenias e elevação de transaminases em caso de administração de doses elevadas. O uso deste fármaco, é contra-indicado em pacientes com menos de dois anos, aqueles que apresentam hipersensibilidades ao fármaco e em pacientes gestantes e lactantes.

Entretanto, a OMS recomenda a utilização deste fármaco em gestantes no segundo e terceiro trimestre de gravidez. (A taxa de cura é de 94%)

Albendazol, na dose de 400 mg em dose única para pacientes acima de dois anos, e para pacientes entre 12 e 24 meses, deve-se administrar 200 mg em dose única. Cerca de 50% da dose deste fármaco, é absorvida pelo trato digestivo, no entanto sofre rápida metabolização hepática em derivado sulfóxido que mantém atividade anti-helmíntica razoável.

N.americanus.jpeg

http://missinglink.ucsf.edu/lm/virus_and_parasites/hookworm.html

Tiabendazol, na dose de 25 mg/Kg/dia durante três dias. Este fármaco possui rápida absorção pelo trato digestivo e é eliminado pelo trato urinário em 24 horas. Os efeitos colaterais são dose-dependente e consistem em náuseas, vômitos, cefaléia, sonolência, desconforto abdominal, prurido, distúrbios visuais, confusão mental e alterações hepáticas. O seu uso deve ser contra-indicado em pacientes com insuficiência hepática ou renal. A taxa de cura varia de 30% a 60%

Pamoato de pirantel, na dose de 20 a 50mg/kg/dia durante três dias. Não possui efeitos colaterais notáveis. Pode ser administrado em gestantes com precaução.

O tratamento deve-se repetir de uma a duas semanas, pois estes medicamentos não possuem ação contra todos os estágios evolutivos do verme.

Em certas situações, dependendo da gravidade da ancilostomose, além da terapêutica medicamentosa, os pacientes devem receber uma alimentação suplementar, rica em ferro e proteínas, ou até um tratamento com sulfato ferroso passa a ser indicado, dependendo do grau de anemia.

Referências bibliográficasEditar

NEVES, D. P. Parasitologia Humana. 11 ed. São Paulo: Atheneu, 2005

TESSAROLLO, A.G. Anotações da aula da Disciplina de Microbiologia e Parasitologia. UNIVILLE. 15/08/2013

ANCILOSTOMÍASE OU AMARELÃO. Disponível em: <http://www.icbusp.org/index.php?option=com_content&view=article&id=80&Itemid=49> Acesso em 02/09/2013

Links relacionadosEditar

Exame parasitológico de fezes

Ancilostomose

Verme ancilostomídeo

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