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Anticorpos e Antígenos I

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Editora: Gabrielly de Araújo

Colaboradores: Sophia Martins Barbosa e Ana Carolina Simoneti


AntígenoEditar

Epítopo.jpg

Título: Epítopo antigênico. Fonte: http://www.rbi.fmrp.usp.br/imunobiol/aulas/t2.htm


É tudo que é "estranho" ao organismo. É toda estrutura capaz de ser reconhecida por anticorpo. O anticorpo, por sua  vez, se liga somente a uma porção do antígeno, região essa chamada de epítopo antigênico ou determinante. Um epítopo é, portanto, uma sequência de até 8 aminoácidos capaz de ser reconhecida por anticorpos.






AnticorpoEditar

São proteínas circulantes sintetizadas e secretadas pelos plasmócitos (linfócitos B diferenciados). São produzidos de forma específica contra o antígeno que estimulou sua produção e têm como função principal a neutralização e eliminação desse "corpo estranho". Os anticorpos também são chamados de imunoglobulinas, as quais são divididas em classes e subclasses:

  • IgA: é a imunoglobulina predominante em secreções, como a saliva, lágrimas, leite, mucosas dos tratos gastrointestinal (TGI), respiratório e genitourinário. Nessas condições, esta Ig se une a um componente secretor e forma a IgA secretora. A principal função desta imunoglobulina é neutralizar patógenos virais e/ou bacterianos, protegendo o organismo.
  • IgD: é co-expressa com a IgM na superfície celular de linfócitos B maduros e inativos, sendo expressa, no entanto, mais tardiamente.
  • IgE: encontrada nas membranas superficiais de mastócitos e basófilos, sendo responsável por sensibilizar as células das mucosas conjuntiva, nasal e brônquica - processos alérgicos, como asma, rinite e febre do feno. Essa imunoglobulina também pode ter papel importante na imunidade contra helmintos.
  • IgG: é a imunoglobulina mais abundante no soro, distribuída entre os espaços intra e extravascular. É o anticorpo mais importante na resposta imune secundária. Possui 4 subclasses: IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4, as quais são capazes de atravessar a placenta e conferir alto grau de imunidade passiva ao feto e ao recém-nascido.
  • IgM: é a primeira imunoglobulina a ser expressa na membrana do linfócito B, sob a forma monomérica. É também o primeiro anticorpo a ser produzido na resposta imune primária, nesse caso, sob a forma pentamérica. Essa Ig é um forte indicador de infeccção (geralmente na fase aguda), indicando presença de patógeno.

Estrutura dos anticorposEditar

Estrutura anticorpo.jpg

Título: Estrutura do Anticorpo. Fonte:http://antivirussoperativohumano.blogspot.com.br/2010_05_01_archive.html

Um anticorpo (Ac) é formado por uma sequência de nucleotídeos longa e duas sequências curtas, o que lhes confere a forma de "Y". A sequência longa, também chamada de cadeia pesada, é denominada Fc (fração cristalizável), enquanto as sequências curtas ou cadeias leves são denominadas Fab's (fração de ligação ao antígeno). O Ac é composto por uma porção constante (poucas variações na sequência da aminoácidos) e porção variável, também chamada de parátopo ou região determinante de complementaridade (CDR). A porção variável possui em suas extremidades uma porção denominada hipervariável, que é parte que confere alta especificidade ao anticorpo          


Funções dos anticorposEditar

  • Anticorpo de membrana como receptor de linfócito B: a IgM e a IgD são expressas na superfície de linfócitos B maduros porém, inativos. Quando o antígeno encontra esses receptores ocorre o reconhecimento e a ativação da resposta imune. 
  • Neutralização do antígeno: o anticorpo é capaz de se ligar ao antígeno imobilizando-o e neutralizando as toxinas produzidas por esse antígeno. Esse processo ocorre devido a receptores específicos na superfície do patógeno.
  • Ativação do Sistema Complemento (SC): anticorpos ativam o sistema complemento, formado por proteínas que são ativadas sequencialmente (efeito cascata), as quais formam um complexo de ataque à membrana do patógeno. IgM e IgG (sendo a IgM mais eficaz) são as imunoglobulinas que ativam o SC.
  • Opsonização: os anticorpos são componentes opsonizadores, ou seja, mediadores do processo fagocitário. Quando se ligam a um alvo, são capazes de expor receptores que se tem maior atração pelas células fagocitárias. 
  • Citotoxicidade celular dependente de anticorpo (ADCC): anticorpos capazes de auxiliar o combate a patógenos de grande porte. Os eosinófilos, por exemplo, possuem receptores para IgE e IgG e apenas após ligar-se a esses anticorpos são capazes de efetivar a destruição do patógeno.

Anticorpos MonoclonaisEditar

O que são?Editar

  • Anticorpos monoclonais (mAbs) são provenientes de um único linfócito B, produzindo assim, anticorpos específicos para um determinado antígeno. São imunoglobulinas homogêneas capazes de reconhecer um epítopo específico, ou seja, possuem maior afinidade, maior especificidade e menor toxicidade às células, ao contrário dos anticorpos policlonais. Os mAbs foram descritos primeiramente por Georges J. F. Kohler e César Milstein em 1975.

Como são produzidos?Editar

Figura5 9.JPG

Título: A geração de Anticorpos Monoclonais. Fonte: ABBAS, Abul K., Imunologia Celular e Molecular, 7a edição, Elsevier 2011.

  • São produzidos in vitro por meio de recombinação genética. Ocorre que células tumorais (mieloma) são injetadas em animais inferiores (geralmente camundongos) com o objetivo de estimular a produção de linfócitos B. As células B então se fundem com as células tumorais e geram células híbridas (hibridomas). Posteriormente os hibridomas que produzem os anticorpos necessários são selecionados (por processos complexos) e clonados a fim de produzir grandes quantidades de anticorpos monoclonais.
  • Por serem estranhos ao organismo humano, os anticorpos monoclonais murinos (de camundongos) produzem HAMA, isto é, anticorpos humanos antianticorpos murinos, que podem não apenas serem eliminados mais rapidamente pelo hospedeiro, como também formar complexos imunes danosos aos rins deste. Por isso, com o desenvolvimento da engenharia genética, foi possível a produção de anticorpos humano-camundong híbridos, ou seja, uma mistura entre anticorpos murinos e humanos. São chamados anticorpos quiméricos e anticorpos humanizados. Ambos possuem a região constante proveniente de humanos e a diferença entre eles está no fato de os quiméricos terem toda a região variável descendente de camundongos e os humanizados possuírem apenas a região hipervariável com essa característica.

Links ExternosEditar


ReferênciasEditar

  1. ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.; PILLAI, Shiv. Imunonologia celular e molecular, 7a edição, Elsevier 2011.
  2. BARBOSA, Sophia M.,  Anotações da aula da Disciplina de Imunologia. UNIVILLE.
  3. Recepta Biopharma. Anticorpos Monoclonais. Em <http://www.receptabiopharma.com.br/port/pesquisa/index.htm> Acesso (08 de Abril de 2013).
  4. ARAÚJO, Gabrielly de, Anotações da aula da Disciplina de Imunologia. UNIVILLE.

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