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Aula prática de controle microbiano: agentes químicos

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Editora: Ana Gabriella Tessarollo Pereira

Colaboradoras: Andressa de Oliveira Coiradas, Elisa Correia Mota, Laíssa Mara Rodrigues Teixeira, Maria Eduarda Kostecki, Thais Yuri Miura.

IntroduçãoEditar

O controle científico do crescimento microbiano começou somente há cerca de 100 anos, onde Pasteur levou os cientistas a acreditarem que microrganismos eram a causa possível de doenças.

Na metade do século XIX iniciaram as primeiras práticas de controle microbiano em procedimentos medicos, como a lavagem das mãos e técnicas cirúrgicas assépticas.

Os métodos químicos de controle microbiano são usados para controlar o crescimento de micróbios em tecidos vivos e objetos inanimados. Com poucos agentes se obtêm a esterilidade, somente há redução das populações microbianas em níveis seguros. Um problema neste método é a seleção de um agente, pois nenhum desinfetante será apropriado para todas as circunstâncias.

Os métodos químicos são: as biguanidas (clorexidine), os álcoois, os halogênios (iodo e cloro), os sabões e detergentes, os ácidos orgânicos, os aldeídos, os esterilizantes gasosos, peroxigênios e os antibióticos.

Aula práticaEditar

Cada equipe composta por quatro alunos recebeu três placas de Petri contendo meio de cultivo solidificado Ágar Mueller Hinton. Os procedimentos foram realizados em câmara de fluxo laminar de ar estéril.
Placa Petri.png

Esquema da Placa Petri. Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAHqwAJ/relatorio-controle-quimico-crescimento-microbiano

Empregando caneta para vidro, riscou-se a base das placas de Petri, subdividindo-as em três áreas (Alcool 70%, hipoclorito de sódio 2% e água estéril) aproximadamente iguais.

A equipe ficou responsável pela inoculação do meio de cultivo com uma suspensão de Candida albicans ou Escherchia coli ou Staphylococcus aureus.

Com uma pipeta automática transferiu-se 50 microlitros de cada cultura microbiana para a respectiva placa de Petri, espalhando o volume por toda a superfície do meio com auxilio da alça de Drigalsky. Após aguardar cinco minutos, empregamos uma pinça esterilizada por flambagem, umedecendo um disco de papel estéril com um 

Imagem petri.png

Realização da atividade prática. Fonte: http://www.recife.ifpe.edu.br/userfiles/Controle%20Microbiano%20Agentes%20Qu%C3%ADmicos%20-%20Rev_%202012.pdf

 

dos compostos químicos posicionando-o na região da placa determinada. 

Após dez minutos, as placas de Petri foram incubadas em estufas microbiológicas a aproximadamente 35-37ºC.

PerguntasEditar

Após a conclusão da atividade prática sobre agentes químicos, foram feitas as seguintes perguntas:

1) Houve diferença na atividade dos agentes químicos empregados? Descreva-as. Qual composto químico foi mais ativo para cada microrganismo em teste?

Sim. O álcool evaporou, portanto não pode agir sobre os microrganismos, mostrando seu efeito apenas imediato. O hipoclorito teve maior raio de ação, mostrando seu maior potencial de desinfecção e a água não teve ação antimicrobiana sobre as espécies.

2)  Qual é a classe e o mecanismo de ação dos agentes químicos utilizados na atividade prática?

Álcool 70%: desinfetante e antisséptico, sua classe pertence aos álcoois. É tradicionalmente o mais comum e também o mais utilizado, sendo a solução 70% mais eficaz que a absoluta. Destrói bactérias 

P006 1 00.jpg

Benefícios do álcool glicerinado. Fonte: http://phmb.info/alcool_70.html

vegetativas, tanto pela desnaturação proteica quanto pela interferência no metabolismo bacteriano. Fungos e vírus são também destruídos pelo álcool, mas esporos bacterianos podem ser resistentes.

Hipoclorito de sódio 2%: Desinfetante e sua classe pertence aos halogênios. É a substancia química auxiliar mais utilizada, sendo empregada como auxiliar no combate às infecções.

3) Quais são às aplicações recomendadas para os antimicrobianos empregados na atividade prática?

O álcool é antisséptico mais empregado. Na assistência á saúde, a principal função dos antissépticos é o preparo da pele, na higienização das mãos ou antecedendo alguns procedimentos como cirurgias, aplicações de injeções, punções venosas e arteriais, cateterismos vesicais e outros procedimentos invasivos, onde ocorre o rompimento das barreiras normais de defesa do individuo. O álcool está entre os antissépticos mais seguros, não só por possuir baixíssima toxicidade, mas também pelo seu efeito microbicida rápido e fácil aplicação.

O hipoclorito de sódio é usado em materiais que não entram em contato com superfícies estéreis. Desinfecção de equipamentos como estetoscópios e eletrodos de eletrocardiograma, higienização de pisos e paredes, tratamento de águas (exemplo piscina) e lavagem de frutas e legumes. O hipoclorito também é usado na odontologia, durante o tratamento de canal, para desinfetar o canal e dissolver qualquer resto de tecido da polpa do dente.

Referencias bibliográficasEditar

ALTERTHUM, F.; TRABULSI, L. R.. Microbiologia. 4ª ed. São Paulo: Atheneu, 2004.

PEREIRA, A.G.T. Anotação da aula da Disciplina de Microbiologia e Parasitologia. UNIVILLE. 04/04/2013

Controle de crescimento microbiano. Disponível em: <http://blog.cca.ufscar.br/lamam/files/2010/07/aula9_controle-crescimento.pdf>. Acesso em: 27/04/2013.

Controle microbiano por agentes químicos. Disponível em: <http://www.recife.ifpe.edu.br/userfiles/Controle%20Microbiano%20Agentes%20Qu%C3%ADmicos%20-%20Rev_%202012.pdf>. Acesso em: 26/04/2013

Links relacionadosEditar

Álcool no controle de infecções

Álcool-Etílico 70% e Isopropílico 92%

Controle de crescimento microbiano

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