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Conceitos e Princípios Básicos em Epidemiologia

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Editora: Felipe Starling Jardim

Colaboradores: Augusto Radünz do Amaral, Bruna da Silva Ferreira e Fernanda Cristina Zanotti

O que é epidemiologia?Editar

Epidemiologia é o estudo de algo que afeta uma população, geralmente é definida como o estudo de fatores que determinam a ocorrência e a distribuição da doença na população. Ela pode ser vista também como uma maneira de se estudar as doenças. Em geral o estudo científico de uma doença pode ser abordado em quatro níveis, que após obtidas suas perspectivas serão relacionados e a pesquisa deve ser coordenada com intuito de maximizar o entendimento da doença, são eles:
1)    Nível submolecular ou molecular (imunologia, biologia celular, bioquímica)
2)    Nível dos tecidos e órgãos (anatomia patológica)
3)    Nível individual do paciente (clinica)
4)    Nível populacional (epidemiologia)

Alguns autores distinguem a epidemiologia em clássica e clinica, sendo a clássica destinada a população e responsável  pelo estudo das origens comunitárias dos problemas de saúde( relacionados a nutrição, meio ambiente, comportamento humano entre outros), tendo por interesse a descoberta de fatores de risco que podem ser alterados na população para prevenir a ocorrência de doenças . Já a epidemiologia clínica tem por objetivo principal a melhora das decisões clinicas, podendo também ser chamada de decisões clinicas, porem esse termo é utilizado com maiores limitações.
Outra divisão encontrada é a epidemiologia das doenças infecciosas e epidemiologia das doenças crônicas.  Sendo a primeira dependente do suporte laboratorial e a ultima da amostragem complexa e dos métodos estatísticos. Porém, esta distinção esta se tornando cada vez menos valida com a evolução dos marcadores moleculares e com doenças como AIDS e tuberculose que podem ser observadas em ambos os quadros.

Etiologia e História Natural da Doença
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Historia natural da doença é a evolução da doença na ausência de intervenção medica ou de saúde pública. Sendo o objetivo da intervenção(medica ou de saúde publica) , seja terapêutica ou preventiva, produzir alterações favoráveis a historia natural da doença.

Etapas de uma Doença
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O desenvolvimento e manifestações de uma doença podem ser divididos em três etapas são elas:
1)    Período de pré-doença: Intervenções nesse período têm por objetivo evitar a exposição ao agente da doença, evitando que o processo patológico se inicie (Prevenção primaria).
2)    Período de latência: É quando a doença já teve inicio, porém ainda é assintomática, nessa fase o rastreamento e instituição de tratamento poderão evitar a progressão da doença para fase sintomática (Prevenção secundaria).
3)    Período sintomático: nessa fase se visa controlar retardar ou reverter a progressão da doença (prevenção terciaria).


Hospedeiro, Agente e Meio AmbienteEditar


Geralmente se estuda as causas de uma doença através de uma tríade de fatores que é o hospedeiro o agente e o meio ambiente, e em algumas doenças se adiciona um quarto fator chamado vetor. Tomando por base o sarampo, seu hospedeiro é o homem suscetível à infecção, seu agente é o vírus e o meio ambiente é quem possibilitara que indivíduos tenham contato com pessoas infectadas. Já na dengue adiciona-se um quarto elemento muito importante, que seria o mosquito Aedes aegypti.
Os fatores próprios do hospedeiro são os responsáveis pela capacidade do individuo de se defender das agressões do agente. A resistência do individuo irá depender do seu genótipo, estado nutricional, sistema imune e hábitos sociais.
Já os agentes de doenças ou agravos podem se dividir em várias categorias como agentes biológicos (vírus, bactérias,...), agentes químicos (chumbo,cianureto,...), agentes físicos (traumas,acidentes de carro,...) e epidemiologistas estudam a extensão para as tensões sociais e psicológicas.
O meio ambiente influenciara na probabilidade e as circunstâncias do contato entre hospedeiro e agente, esse fator também abrange fatores sociais, políticos e econômicos.
E por fim, os vetores de doenças comummente incluem artrópodes, mamíferos e outros invertebrados. O vetor também pode ser considerado parte do meio ambiente ou ser tratado separadamente. Contudo, para ser um transmissor efetivo, ele precisará ter relação especifica com o agente, o meio ambiente e o hospedeiro.


Hospedeiro, agente e meio ambiente.jpg

Fonte: Academicosmedicina online, 2013.












Fatores de Risco: Modelo de BEINGSEditar


Fator de risco é qualquer situação capaz de aumentar a probabilidade de ocorrência de uma doença ou agravo à saúde. E para isso o acrônimo BEINGS, axilia a gravar os grupos maior fator de risco para uma doença.
B --> Fatores Biológicos e Comportamentais: Risco para doenças especificas que pode ser influenciado pelo sexo, idade, peso, densidade óssea e vários outros fatores. E ainda o comportamento humano é fator central do processo saúde-doença, por exemplo, o habito de fumar.
E --> Fatores do “Entorno” (Ambientais): Risco influenciado pelo ambiente e suas condições.
I --> Fatores Imunológicos: Risco influenciado pelas características do sistema imunológico do individuo. Sarampo e sua vacina é um exemplo importante, pois ambos produzem uma deficiência imunológica temporária que é potencialmente grave em crianças malnutridas e imunocomprometidos. Contudo são os menos difíceis de se alterar graças aos programas de vacinação.
N --> Fatores Nutricionais: A dieta está intimamente relacionada com incidência de doenças tanto pela carência quanto pelo exagero de alimentos. Por exemplo dietas ricas em sódio e hipertensão arterial.
G --> Fatores Genéticos: Atualmente estão entre os mais difíceis de serem alterados, embora o campo esteja se desenvolvendo rapidamente e se tronando cada vez mais importante.
S ---> Fatores Sociais, Espirituais e Serviço em Saúde: Os fatores sociais e espirituais têm efeitos sobre a doença e a saúde, embora não muito esclarecidos e estudados como os efeitos de outros fatores causais. Por exemplo, o trabalho do psiquiatra Frankl (1963), que documentou a importância de a pessoa ter na vida um significado e um propósito, os quais podem ser uteis no tratamento de pessoas estressadas e para promover a redução dos problemas emocionais. Já os serviços de atenção medica não só podem ser benéficos a saúde como também pode trazer malefícios(diagnósticos ou procedimentos cirúrgicos desnecessários e impróprios).

Aspectos Ecológicos em EpidemiologiaEditar


Alguns epidemiologistas caracterizaram sua área de estudo como “ecologia humana” ou “ecologia médica” ou “medicina geográfica”. Isso porque a perspectiva ecológica é muito importante em epidemiologia. As pessoas são analisadas como organismos individuais e como membros da comunidade, em uma sociedade.
Assim padrões de ocorrência de doenças variam muito de pais para pais, fazendo com que as taxas de doenças de um pais seja uma espécie de “impressão digital“, que pode indicar sua renda per capta, estilo de vida, clima, ocupações predominantes entre outros fatores. E toda ação que afeta o ecossistema produz uma reação onde nem sempre os resultados são positivos.

A Solução e a Criação Não-Internacional de ProblemasEditar


Um dos pensamentos reflexivos mais importantes em ecologia é que à medida que se altera um elemento em determinado sistema outras partes mudaram inevitavelmente. Por isso o epidemiologista sempre deve estar alerta para possíveis efeitos colaterais que a intervenção médica ou de saúde possa produzir.

Vacinas e Padrões de ImunidadeEditar


O entendimento de imunidade coletiva é muito importante para se refletir sobre os problemas ecológicos em imunização. O individuo imunizado não apenas estará protegido, como também, não ira transmitir a doença causando assim um declínio na prevalência do patógeno .

Vacinas e padrões de imunidade.jpg

Fonte: Mpto online, 2013.













A imunidade coletiva como ilustrada na figura, supõe que cada pessoa infectada entra em contato suficientemente intenso com outras duas pessoas expondo-as a doença. Por isso se houver imunização coletiva contra a doença e todos forem suscetíveis, o número de casos dobrará a cada geração.
Já se houver 50% de imunidade coletiva o numero de casos vai diminuir como demonstrado na figura. E se esse número for maior que 50% poderia haver ate mesmo erradicação da doença. No entanto esse grau de imunidade vai depender do tipo de doença (vírus), época do ano e da densidade e padrões sociais da população.

Efeitos do SaneamentoEditar


No século XX, a revolução sanitária iniciada na Inglaterra foi o fator mais importante para redução da mortalidade infantil por doenças diarreicas, que era a principal causa de morte em crianças. Com isso a taxa de crescimento populacional também aumentou. Contudo, o crescimento da população e a revolução sanitária também afetaram os padrões de outras doenças de maneira inesperada, a exemplo disso a relação entre a poliomielite paralítica que aumentou com essa revolução, uma vez que as crianças deixaram de morrer pelas cousas diarreicas. A esse fenômeno de “mascaramento” de dados se da o nome de fenômeno iceberg, que discutiremos a seguir. Fenômeno similar ocorreu com a hepatite A o qual a melhoria do saneamento causou um retardo na exposição ao vírus.

Sinergismo de Fatores que Predispõem à DoençaEditar


Pode haver sinergismo entre doenças ou fatores que predispõe a doença, de tal modo que cada um torna o outro mais intenso ou fácil de adquirir. Por exemplo, as doenças sexualmente transmissíveis que produzem feridas abertas , irão predispor o vírus HIV.
 De modo mais complexo temos a relação entre infecção e desnutrição, pois uma piora na outra. A criança desnutrida resiste menos a doenças infecciosas e suas complicações, e por varias razoes uma infecção pode piorar uma desnutrição (aumento do metabolismo,redução do apetite, mudança para dietas com comidas mas leves e diarreia).

ReferênciasEditar

1 - JEKEL, James F.; KATZ, David L.; ELMORE, Joann G. Epidemiologia, bioestatística e medicina preventiva. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.

2 - ROUQUAYROL, Maria Z. Epidemiologia e Saúde. 5 ed. Rio de Janeiro: MEDSI, 1999.

3 - JARDIM Felipe S. Anotações da Aula de Epidemiologia. 03/07/2013.

4 - FERREIRA Bruna S. Anotações da Aula de Epidemiologia. 10/07/2013.

Links externosEditar

1 - Introdução à epidemiologia

2 - O que é epidemiologia

3 - Conceitos e ferramentas da epidemiologia-Conceitos de epidemiologia

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