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Diarreia

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Editores: Flávia Batista e Mônica Roeder de Lima.

A evacuação normal varia de três vezes por semana a três vezes ao dia. O aumento da freqüência de evacuações, a redução na consistência das fezes (aumento da fluidez) e a 

Diar.jpg

http://saude.ig.com.br/minhasaude/enciclopedia/diarreia/ref1238131678404.html

urgência de evacuar ou o desconforto abdominal costumam ser denominadas como diarréia

1. Caracteriza-se pela evacuação freqüente de fezes não moldadas ou anormalmente líquidas com maior freqüência que a normal. No caso de adultos com uma dieta normal, um peso de fezes maior que 200 gramas ao dia, geralmente considera-se como um caso diarreico2. Ela é classificada em dois tipos: a diarréia aguda e a crônica. Pode ser causada por micro-organismos infecciosos, intolerância alimentar, doença intestinal, fármacos ou ainda aumento da secreção intestinal.1


Alguns agentes que causam aumento de secreção intestinal são os laxativos; medicamentos ou drogas como os agentes diuréticos, os agentes colinérgicos e as prostaglandinas; toxinas como alguns metais; enterotoxinas bacterianas; tumores produtores de hormônios; condições inflamatórias; entre outros3.

Diarréia aguda

Diarr.jpg

http://www.prontomedfranca.com.br/pt2/blog-detal.php?id=212

Persiste por menos de duas semanas. Pode ser classificada como inflamatória e não-inflamatória. Mais de 90% dos casos são causados por agentes infecciosos que, geralmente, são acompanhados por casos de vômito, febre e dor abdominal. Os 10% restantes são causados por medicamentos, intoxicações, isquemia e outras causas.

Alguns microorganismos entéricos não invasivos e que não causam inflamação podem secretar toxinas que estimulam a secreção de líquido. Outros microorganismos invadem e destroem células epiteliais intestinais, alterando o transporte de líquidos, interrompendo a atividade de absorção1.

Tratamento:Editar

Esse tipo de diarréia que dura menos de 4 dias  é, na maioria das vezes, causada por agentes infecciosos, seguindo uma evolução autolimitada1. A reposição hidreletrolítica é de alta importância. A reposição isolada de líquidos pode ser suficiente nos casos leves. Os pacientes profundamente desidratados, principalmente lactentes e idosos, necessitam de reidratação intravenosa2.


  • Diarréia não inflamatória: está associada a fezes aquosas e não sanguinolentas de grande volume, cólicas periumbilicais, distensão, náusea e vômitos. Pode ser causada por bactérias produtoras de toxinas ou outros agentes que alteram a absorção ou o processo secretor normais do intestino delgado. Apesar de ser leve, a diarréia pode ser volumosa e resultar em desidratação com hipopotassemia e acidose metabólica. Já que não ocorre invasão tecidual, não observa-se a presença de leucócitos nas fezes1.


  • Diarréia inflamatória: caracteriza-se pela presença de febre e diarréia sanguinolenta1. É ocasionada pela invasão de células intestinais ou pelas toxinas associadas à infecção que são normalmente adquiridos por transmissão oral-fecal ou pela ingestão de alimentos ou água contaminados com patógenos a partir de fezes humanas ou de animais.  Essas toxinas afetam principalmente o cólon, com isso a diarréia de pequeno volume está associada a cólica no quadrante inferior esquerdo, urgência e tenesmo1. A diarreia infecciosa aguda continua sendo uma das causas mais comuns de mortes nos países em desenvolvimento, principalmente em crianças2.

Diarréia crônicaEditar

É classificada desse modo quando os sintomas persistem por 3 a 4 semanas em crianças e adultos e por 4 semanas em lactentes. Ela está associada a casos de má absorção, distúrbios endócrinos (hipertireoidismo, neuropatia autônoma diabética) ou colite por irradiação. Os agentes causadores da diarréia crônica consistem em 4 causas principais:


  • Presença de conteúdo luminal hiperosmótico;
  • Aumento dos processos secretores intestinais;
  • Condições inflamatórias;
  • Processos infecciosos1.

Ao contrário da diarréia aguda, a maioria das causas da diarréia crônica não é de origem infecciosa2

Tratamento:Editar

Depende da etiologia específica e pode ser curativo, supressor ou empírico. Quando a causa pode ser erradicada, o tratamento é curativo. Em muitos distúrbios crônicos, a diarréia pode ser controlada por supressão do mecanismo subjacente. Quando não se consegue diagnosticar a causa ou o mecanismo específico da diarréia crônica, a terapia empírica pode ser benéfica2.

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http://www.meduniversitario.com.br/noticias/noticia.php?id=12019




  •  Diarréia Osmótica: a água penetra no intestino devido à natureza hiperosmótica do seu conteúdo. Acontece na ausência de absorção de partículas ativas osmoticamente. Um exemplo desse tipo de diarréia ocorre com indivíduos que apresentam intolerância à lactose: esses pacientes têm uma deficiência da enzima lactase, dessa forma a lactose que está presente no leite não pode ser degredada e absorvida. Os sais de magnésio, que estão presentes no leite de magnésia e em outros antiácidos, não são absorvidos o suficiente e causam diarréia. A diarréia osmótica desaparece, na maioria das vezes, com o jejum ou com a suspensão da ingestão oral do agente causador1.
  • Diarréia secretora: ocorre quando há aumento de processos secretores intestinais. São causadas por distúrbios no transporte hidroletrolítico através da mucosa enterocolônica. Também acontece quando os ácidos biliares que estão em excesso ficam no conteúdo intestinal no momento em que chegam ao cólon. Pode ocorrer em casos de doenças do íleo, com crescimentos bacterianos excessivos no intestino delgado (interferem na absorção biliar1. Caracterizam-se clinicamente por eliminações fecais aquosas e de grande volume, normalmente indolores e que persistem com o jejum2.
  • Diarreia esteatorreica: ocorre uma má absorção de lipídios pode induzir a diarreia com fezes gordurosas, de odor fétido e difíceis de escoar. Está associada com a perda ponderal e deficiências nutricionais decorrentes da má absorção concomitante de aminoácidos e vitaminas. O aumento do débito fecal é causado pelos efeitos osmóticos dos ácidos graxos, principalmente após a hidroxilação de bactérias e, em menor evidência, por lipídios que apresentam carga neutra. É medida como um nível de gordura fecal superior à taxa normal de 7 gramas ao dia. As causas da diarreia esteatorréica se resumem a má digestão intraluminal, má absorção da mucosa ou obstrução linfática2.
  • Diarréia inflamatória: está associada com a inflamação aguda ou crônica ou a doença intrínseca do cólon. É evidenciada pela freqüência e pela urgência e pela dor abdominal em cólica. Pode ser acompanhada de tenesmo (esforço doloroso ao evacuar), roupas sujas por fezes e despertar do indivíduo durante a noite com urgência de defecar1. O aspecto unificador na análise fecal é a presença de leucócitos ou de produtos derivados de leucócitos, como a calprotectina. Com uma inflamação grave, a perda protéica exsudativa pode acarretar anasarca (edema generalizado). Pessoas de meia-idade ou mais velha com esse tipo de diarréia deve ser avaliada com o intuito de excluir um caso de tumor colorretal.

Referências:Editar

  1. Porth C, Matfin G. Fisiopatologia. 7ªedição.
  2. Harrison T, Fauci A. Harrison. Medicina Interna. 15º.Ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2002.
  3. Goldman L, Ausiello D: Doenças Gastrointestinais. In: Goldman L, Ausiello D. Cecil. Tratado de Medicina Interna. 22ªEdição. Rio de Janeiro: ELSEVIER, 2005.

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