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Dispneia

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Editora: Mônica Roeder de Lima.

Definição:Editar

A dispneia é uma sensação subjetiva de falta de ar, de uma dificuldade de respirar. A dispneia é observada em doenças pulmonares primárias (pneumonia, asma e enfisema), doença cardíaca (caracterizada por congestão pulmonar) e em distúrbios neuromusculares (miastenia grave e distrofia muscular). Também pode ocorrer durante a prática de exercícios físicos em pessoas não treinadas saudáveis.

É muito difícil saber qual a área relacionada à dispneia no córtex, ainda não se sabe. Acredita-se que é uma conexão entre varias áreas cerebrais. Nas queimaduras, por exemplo, existem terminações nervosas específicas que transmitem estímulos específicos no cérebro. 

Nos pacientes com DPOC seja por asma ou por tabagismo tem um aumento no volume pulmonar, diminuição do volume residual. Pulmão vai ter pouca reserva para fazer a inspiração. A musculatura intercostal estará mais enfraquecida. 

As vias aferentes(capta a ação da dispneia) e eferentes(vindas do córtex para demandar o esforço respiratório)  devem estar integras para a percepção da dissociação neuromecânica entre o esforço respiratório demandado e o trabalho respiratório executado para a sensação de dispneia. 

A dispneia esta relacionada com aumento da mortalidade e morbidade. É também um fator limitante da qualidade de vida em portadores de insuficiência respiratória crônica. 

Controle Respiratótio Central:Editar

Centro respiratório: tronco encéfalo 

Centro respiratório medular ( medula oblonga)

GRD ( grupo respiratório dorsal):neurônios inspiratórios.  Ativam neurônio motor na medula espinhal, contração do diafragma e da musculatura intercostal para aumentar o diâmetro da caixa torácica.

GRV ( grupo respiratório ventral): Neurônios expiratórios e inspiratórios. Na respiração normal são inativos. Responsável por impulsos que mandam a inspiração, ajuda o grupo dorsal. No caso de atividades maiores ou pessoas com doenças pulmonares. 

Centro respiratório pontino

Centro apnêustico

Centro pneumotáxico

  • Por que a gente não inspira pra sempre? Porque na ponte, tem o centro apnêustico (mantem o comando grupo dorsal) que mantem a respiração, impede o “desligamento” do sinal em rampa e centro pneumotáxico é responsável pela interrupção da respiração, controle do ponto de interrupção da rampa inspiratória.
  • No bulbo, o controle da ventilação é realizado pelo Centro Respiratório, que gera impulsos nervosos para os músculos causando a ventilação. 
  • O aumento da fração inspirada de gás carbônico é muito mais importante na sensação de dispneia do que a hipóxia, porque ela é mais tolerada, gera menos sensação de falta de ar do que na hipercapnia.

Controle Periférico:Editar

1)Reflexo de Hering- Breuer

Grandes volumes correntes (exercício). Sensores de hiperinsuflação (receptores de estiramento no pulmão). Fibras aferentes que vão até GRD e o inibem, ativam GRV. Receptores mecânicos da caixa torácica que iram gerar esse reflexo de insuflação e expiração.

2) Receptores de irritação 

No epitélio brônquico. São estimulados pela irritação da mucosa, elevação do tônus das vias aéreas.

3) Fibras C

Interstício pulmonar. São estimulados pelo aumento da pressão intersticial e capilar.

4)Barorreceptores (seios carotídeos e arco aórtico)

Aumento da PA, efeito inibitório no centro respiratório.

5) Quimiorreceptores

Centrais(SNC) : captar o gás carbônico

Periféricos(carotídeos)

Vão monitorar as taxas de PaCO2, PaO2 e H+

Lembrar que a PaCO2 é mais importante do que a PaO2.

Causa:Editar

As causas são desconhecidas. Existem quatro mecanismos propostos para explicar a sensação:

1. Estimulação dos receptores pulmonares, estimulados por contração do músculo liso brônquico, estiramento da parede brônquica e congestão pulmonar;

2. Aumento da sensibilidade à mudança da ventilação percebida através de mecanismos do sistema nervoso central. Estes transmitem informações ao córtex sobre a fraqueza dos músculos respiratórios;

3. Redução da capacidade de ventilação ou da reserva respiratória; 

4. Estimulação dos receptores neurais nas fibras musculares dos músculos  intercostais e do diafragma e dos receptores nas articulações ósseas.

Imaa.png

Dispneia em DPOC. Slides professora.










Método para medir a dispneia:Editar

O mais comum é determinar o nível de atividade diária em que o indivíduo apresenta dispneia. Existem várias escalas para esse propósito, uma delas é a escala analógica visual, que consiste em uma linha (de aproximadamente 10cm de comprimento) que é escrita em uma extremidade ”fácil respirar” e em outra “muito difícil respirar”. O indivíduo seleciona o nível em que sua dispneia se encontra.

Escala de Borg (avaliação após exercício físico):Editar

0      nenhuma

0,5   Muito, muito leve

1     Muito leve

2     Leve

3     Moderada

4     Um pouco forte

5     Forte

6

7    Muito forte

8

9   Muito, muito forte

10 Máxima

Dispneia4.jpg

http://www.concursoefisioterapia.com/2010/10/dispneia-conceito-e-avaliacao.html












Tipos de DispneiaEditar

Dispneia aos esforços: Surgimento ou agravamento da sensação de dispneia por atividades físicas.

Ortopneia: Surgimento ou agravamento da sensação de dispneia com a adoção da posição horizontal. O sintoma tende a ser aliviado, parcial ou totalmente, com a elevação da porção superior do tórax pelo uso de um número maior de travesseiros ou pela elevação da cabeceira da cama. Surge em pacientes portadores de insuficiência cardíaca do lado esquerdo do coração (insuficiência ventricular esquerda) e é associada com o estabelecimento de congestão pulmonar (acúmulo de líquido no pulmão ou edema pulmonar.

Dispneia paroxística noturna: O paciente tem seu sono interrompido por uma dramática sensação de falta de ar, levando-o a sentar-se no leito, visando obter alívio da súbita sensação de sufocação. É comum em pacientes portadores de insuficiência cardíaca do lado esquerdo do coração.

Asma cardíaca: Termo inapropriado, usado para designar a queixa de chiado no peito e a presença de sibilos em pacientes com insuficiência cardíaca esquerda do lado esquerdo do coração e sintomas de dispneia. Os sintomas simulam uma crise de asma brônquica. 

Platipneia: Sensação de dispneia, que surge ou se agrava com a adoção da posição de pé (posição ortostática). Classicamente, esse fenômeno ocorre em pacientes com quadros de pericardite aguda ou na presença de shunts direito-esquerdos.

Trepopneia: Dispneia que surge ou piora em uma posição lateral e, desaparece ou melhora com o decúbito lateral oposto. É uma queixa não específica, que pode surgir em qualquer doença, comprometendo um pulmão mais intensamente do que o outro. 

Ritmos Respiratórios:Editar

Imagem1.png

Ritmos respiratórios. Slides professora.

Taquipneia: Aumento do número de incursões respiratórias na unidade de tempo. Diversas condições podem cursar com taquipneia, tais como doenças pulmonares, doenças cardíacas, febre e ansiedade.

Hiperpneia: Designa não apenas ao aumento da frequência respiratória, como também o aumento da amplitude dos movimentos respiratórios. Pode estar presente em diferentes situações tais como acidose metabólica, febre, ansiedade.

Bradipnéia: Redução do número dos movimentos respiratórios, geralmente abaixo de oito incursões por minuto.

Apneia e hipopneia: Apneia é a interrupção total dos movimentos respiratórios por um período de tempo prolongado. A hipopneia é uma respiração mais superficial.

Dispneia suspirosa: Presença de respirações profundas, esporádicas, em meio a um ritmo respiratório normal. Costuma aparecer em indivíduos com distúrbios psicológicos (ansiedade) ou pela simples emoção.

Ritmo de Cantani: Aumento da amplitude dos movimentos respiratórios, de modo regular, secundariamente à presença de acidose metabólica, encontrada, por exemplo, na cetoacidose diabética ou na insuficiência renal.

Ritmo de Kussmaul: Alternância sequencial de apneias inspiratórias e expiratórias. Também associa-se a acidose metabólica.

Ritmo de Biot: Ritmo respiratório totalmente irregular, no tocante à amplitude das incursões respiratórias e à frequência.

Ritmo de Cheynes-Stockes: Alternância de períodos de apneia, seguidos por hiperpneia crescente e decrescente, até a instalação de nova apneia e, assim, sucessivamente. 

Tratamento:Editar

O tratamento da dispneia depende da causa. Para indivíduos com comprometimento na função respiratória usa-se oxigenoterapia e indivíduos com edema pulmonar usa-se medidas para melhorar a função cardíaca. Para diminuir a falta de ar, podem ser usados ansiolíticos, retreinamento na respiração e medidas de conservação da energia.



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Referências Bibliogràficas:

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