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Distensibilidade vascular e funções dos sistemas arterial e venoso

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Editor: Carlos Ehrl

Colaboradores: Giórgio Tondello, Kurt Neulaender Neto, Lucas Muehlbauer, Rafael Koerber, Tiago Vasconcelos

Distensibilidade vascular e funções dos sistemas arterial e venosoEditar

  • Todos os vasos sanguíneos são distensíveis.
  • A elasticidade das artérias permite a acomodação do débito pulsátil do coração, fazendo que o fluxo sanguíneo para os pequenos vasos seja contínuo e uniforme.
  • As veias são os vasos mais distensíveis do sistema, tendo a função de reservatório sanguíneo que pode ser utilizado em qualquer parte da circulação.


Unidades de distensibilidade vascular

  • A distensibilidade vascular é a fração de aumento do volume para cada milímetro de mercúrio de aumento da pressão.
  • Distensibilidade vascular = aumento do volume/aumento da pressão x volume original....


Diferenças das distensibilidades das artérias e veias

  • As paredes das artérias são muito mais fortes do que das veias, fazendo com que as veias sejam oito vezes mais distensíveis que as artérias.
  • Assim, um aumento de pressão causa um aumento oito vezes maior de volume sanguíneo na veia do que na artéria.


Complacência ou capacitância vascular

  • É a quantidade total de sangue que pode ser armazenada em uma região da circulação para cada mmHg de aumento de pressão. 
  • Complacência vascular = aumento do volume/aumento da pressão
  • A complacência da veia é 24 vezes maior do que sua artéria correspondente, pois tem volume três vezes maior e é oito vezes mais distensível.


Curvas de volume-pressão das circulações

  • Expressa a relação entre pressão e volume em qualquer parte da circulação.
  • Pressao volume.png

    http://dc136.4shared.com/doc/2rkw4qvm/preview010.png

    No sistema venoso, o volume geral varia de 2000 a 3500 mililitros, necessitando de uma significativa variação de volume para que a pressão se altere por apenas 3 a 5mmHg.
  • Com essa capacidade, é possível transfundir até 500ml de sangue para uma pessoa saúdavel, em poucos minutos, sem que ocorra alguma alteração notória na função circulatória.


Efeito da estimulação ou inibição simpática

  • O aumento do tônus na musculatura lisa vascular causada pela estimulção simpática aumenta a pressão dos vasos. 
  • A inibição simpática diminui a pressão dos vasos.
  • O controle vascular pelo sistema nervoso simpático pode diminuir as dimensões dos vasos, transferindo sangue para outros segmentos.
  • Esse controle é importante para que grande volume de sangue seja desviado para o coração, ou também em casos de hemorragia, onde o calibre dos vasos é reduzido para que a função circulatória permaneça quase normal.


Complacência tardia

  • Um vaso que sofre um aumento de volume apresenta no início grande aumento de pressão, mas com o estiramento tardio progressivo do músculo na parede vascular faz com que a pressão volte ao normal com  o tempo.
  • O volume de sangue injetado distende o vaso de imediato, e com o tempo suas fibras musculares se estiram, ficam mais compridas.
  • A complacência tardia é importante para que o sistema circulatório acomode sangue adicional quando necessário, como no caso do tratamento de hemorragias graves.

Pulsações da pressão arterialEditar

  • A complacência das artéria reduz os pulsos de pressão, fazendo que o fluxo sanguíneo nos tecidos seja contínuo, com pulsações mínimas.
  • Se não houvesse a distensão das artérias, todo o volume de sangue teria que fluir pelo vasos periféricos apenas durante a sístole.
  • A diferença entre a pressão sistólica (cerca de 120mmHg) e a diastólica (cerca de 80mmHg) é chamada de pressão de pulso (cerca de 40mmHg).
  • Afetam a pressão de pulso:
    • débito sistólico cardíaco - quanto maior o débito, maiores serão o aumento e queda de pressão durante sístole e díastole, resultando em maior pressão de pulso.
    • complacência (distensibilidade total) - quanto menor, maior será o aumento de pressão, como na arterioesclerose (artérias pouco complacentes, maior pressão de pulso).
    • caráter de ejeção do coração (menos importante)
  • Pressão de pulso: débito sistólico/complacência arterial
Pressa de pulso.jpg

http://www.sistemanervoso.com/images/fgeral/fica2_03.jpg


Traçados anormais de pressão de pulso

  • Estenose valvar aórtica: diâmetro da abertura da valva aórtica é reduzido, diminuindo a pressão de pulso pela redução de fluxo sanguíneo.
  • Persistência do canal (ducto) arterial: mais da metade do sangue bombeado para a aorta flui retrogradamente pelo canal arterial que fica aberto, diminuindo a pressão diastólica.
  • Insuficiência aórtica: valva aórtica nao se fecha de modo completo, fazendo o sangue bombeado voltar para o ventrículo esquerdo. Causa diminuição da pressão aórtica entre os batimentos cardíacos.


Transmissão dos pulsos de pressão para as artéria periféricas

  • Durante a sístole apenas a porção proximal da aorta é inicilamente distendida, mas o aumento da pressão na aorta proximal vence a inércia do sangue, transmitindo a onda ao longo da aorta.
  • Quanto maior a complacência, menor será a velocidade da transmissão do pulso, o que explica a lenta transmissão na aorta e a rápida nas artéria periféricas.


Amortecimento dos pulsos de pressão nas pequenas artérias e capilares

  • A intensidade do pulso fica menor nas pequenas artérias e capilares, devido a resistência ao movimento do sangue e pela complacência dos vasos.


Método auscultatório para as medidas das pressões sístolica e diastólica

  • Primeiramente, o manguito do esfigmomanômetro vai sendo inflado progressivamente sobre o braço,
    Ausculta.jpg

    http://163.178.103.176/Fisiologia/cardiovascular/pracb_1/a1_15_5.jpg

    enquanto se coloca os dedos no pulso da pessoa, localizando a artéria radial. Enquanto a pressão sistólica não for alcançada, a pulsação da artéria radial será sentida pelo dedos. Quando essa artéria for fechada, não será possível sentir sua pulsação e nesse momento é dado o valor da pressão sistólica no esfigmomanômetro.
  • Após determinar a pressão sistólica, é colocado um estetoscópio sobre a artéria braquial. Enquanto a pressão do manguito for maior que a a sistólica, a artéria braquial ficará fechada, não sendo ouvido nenhum som. Em seguida a pressão do manguito é diminuída e antes que a pressão caia abaixo da sistólica é possível ouvir sons secos. Nesse momento a pressão vista no esfigmomanômetro equivale a pressão sistólica.
  • À medida que a pressão do manguito continue sendo diminuída, a qualidade do som é alterada. Por fim, quando a pressão cai próxima a pressão diastóica, ouve-se um último som, abafado, equivalendo no esfigmomanômetro a pressão diastólica.
  • Esses sons (de Korotkoff) são provocados pela ejeção de sangue no vaso parcialmente ocluído (fluxo turbulento) e pela vibração da parede da artéria.


Pressão arterial em idosos

  • Geralmente ocorre um aumento na pressão sistólica em pessoas com mais de 60 anos, resultado da menor distensibilidade, causada pela arterioesclerose.


Pressão arterial média

  • "A pressão arterial média é a média das pressões arteriais medidas a cada milissegundo durante certo intervalo de tempo".
  • Não é a média das pressões sistólicas e diastólicas, pois maior fração (60%) do ciclo cardíaco é usada na diástole, e o restante (40%) na sístole.

Veias e suas funçõesEditar

  • As veias tem grande importância pelas suas capacidades de contrair e relaxar, armazenando quantias variáveis de sangue e o disponibilizando ao restante da circulação.
  • Veias periféricas também podem impulsionar o sangue por meio da bomba venosa e são capazaes de regular o débito cardíaco.


Pressões venosas

  • O sangue das veias flui para o átrio direito, sendo a pressão nesse átrio como a pressão venosa central.
  • "A pressão atrial direita é regulada pelo balanço entre a capacidade do coração bombear o sangue para fora do átrio e ventrículo direito para os pulmões e a tendência do sangue de fluir das veia periféricas para o átrio direito." 
  • bombeamento do coração direito = pressão atrial direita 
  • Fatores que aumentam retorno venoso (↑pressão atrial direita):
    • ​aumento do volume sanguíneo
    • aumento do tônus de grandes vasos
    • dilatação das arteríolas, causando maior fluxo de sangue entre veias e artérias.
  • ​Esses fatores podem ser responsáveis também pela regulação do débito cardíaco.
  • Pressão atrial direita normal - 0mmHg, podendo aumentar de 20 a 30mmHg por insuficiência cardíaca grave ou transfusão de sangue de grande volume.


Resistência venosa e pressão venosa periférica

  • Quando distendidas, as grandes veias apresentam resistência próxima a zero.
  • Entretanto, muitas veias são comprimidas por tecidos adjacentes e por suas grandes angulações, oferecendo resistência ao fluxo sanguíneo.
  • Assim, com a pessoa deitada, a pressão nas veias mais periféricas é de 4 a 6mmHg maior do que no átrio direito.


Efeito da elevada pressão atrial direita sobre a pressão venosa periférica

  • Quando a pressão atrial fica acima do normal, o sangue pode se acumular nas grandes veias, distendendo-as e abrindo seus pontos colapsados. Assim, há um aumento correspondente na pressão venosa periférica.


Efeito da pressão intra-abdominal sobre as pressões venosas dos membros inferiores

  • Quando a pressão intra-abdominal se eleva, devido a um tumor, excesso de líquido ou gravidez, a pressão nas veias das pernas tem de se elevar acima da pressão abdominal para que as veias abdominais se abram e permitam o fluxo sanguíneo.


Efeito da pressão gravitacional sobre a pressão venosa

  • Quando a pessoa está de pé, a pressão no átrio direito é cerca de 0mmHg porque o coração bombeia qualquer excesso de sangue que se acumule. Mas a pressão nas veias dos pés é cerca de 90mmHg, devido ao peso do sangue nessas veias.
  • As veias do pescoço de uma pessoa em pé quase se colapsam em seu trajeto pelo crânio, devido a pressão atmosférica no exterior, impondo a pressão  zero nas veias. Isso ocorre pois se houver qualquer tendência em a pressão subir as veias se abrirão, permitindo que a pressão caia novamente.
  • Já as veias do interior do crânio estão numa câmara não colapsável, podendo ocorrer pressões negativas nos seios durais.


Válvulas venosas e a bomba venosa: seus efeitos cobre a pressão venosa

  • As válvulas das veias estão dispostas para que o fluxo venoso vá em direção ao coração. 
  • Cada vez que uma pessoa movimenta as pernas ou tensiona os músculos, certa quantidade de sangue é impulsionada para o coração. 
  • Esse sistema eficiente de bombeamento é chamdo "bomba venosa" ou "bomba muscular".
  • Sem a bomba venosa, a pressão nos capilares aumentam, fazendo que o líquido saia do sistema circulatório, diminuindo o volume sanguíneo e provocando inchaço.


Veias "varicosas"


Links externosEditar

http://www.youtube.com/watch?v=SFF_wtFltyM

http://www.youtube.com/watch?v=vVYxfoO8m18

http://rfi.fmrp.usp.br/pg/fisio/cursao2012/asveias.pdf

Referências bibliográficasEditar

HALL, John E.; GUYTON, Arthur C. Tratado de Fisiologia Médica. Elsevier, 12ª edição, RIO DE JANEIRO, 2011

CONSTANZO, Linda S. Fisiologia. Guanabara Koogan, 4ª edição, RIO DE JANEIRO, 2008

EHRL Carlos. Anotações da disciplina de Fisiologia. Univille 2013

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