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Entrevista centrada no paciente

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A ENTREVISTA CENTRADA NO PACIENTE Editar

A entrevista clínica, conhecida também como Anamnese, é o primeiro contato entre o médico e o paciente. Esse é de grande importância para o examinador, visto que, é necessário para que se chegue a um diagnóstico eficaz.

Em uma entrevista, o médico tenta obter a maior quantidade de informações possíveis, tentando a partir de sintomas e queixas relatadas pelo paciente, encontrar a origem do problema, o que desencadeou tal, qual o seu caminho, e as consequências que esse problema podem causar no paciente.


==ANAMNESE''' ==


Anamnese é de origem grega Ana, que significa trazer de novo ou trazer de volta e mnesis, que significa memória. Em outras palavras, é uma entrevista que busca relembrar todos os fatos que se relacionam com a doença e à pessoa doente.



Muitos pacientes, que vão em busca de uma consulta, relatam a falta de "escutar" dos médicos. Assim, o médico deve ter a capacidade de realizar uma consulta questionando com paciência, respeito, ouvindo e demonstrando interesse no paciente. Por essa razão, é importante que durante uma consulta tenha o paciente como foco principal, e não somente a sua doença.

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É importante que o médico saiba expressar compaixão para com o paciente, aceitar a expressão de reconhecimento que seus pacientes manifestam através de gestos que simbolizem agradecimento ou afeto, saber avaliar as expectativas do paciente em relação ao médico, a si mesmo e à doença, e procurar saber o grau de entendimento do paciente sobre sua doença.

Para auxiliar a comunicação entre o médico e o paciente sem que haja o pronunciamento de ninguém deve haver uma melhora na Postura, Aparência Geral, Expressão facial e no Ambiente.



§'  'Postura': A comunicação é mais fácil quando está confortável. Não deve cruzar os braços, cerrar os punhos ou cobrir parte da face com as mãos. Não demonstrar pressa, portanto, não ficar olhando no relógio. Quando possível, situar-se no mesmo plano do paciente, a uma distância culturalmente aceitável.



§'  'Aparência Geral': O jaleco pode ou não auxiliar a comunicação. Considere o impacto de outros símbolos médicos como: estetoscópio, martelo de reflexos. O jaleco pode agravar, como no caso da síndrome do “jaleco branco”.



§'  'Expressão Facial': Manter o contato visual tanto quanto possível.



§'  'Ambiente': Distrações com ruídos, rádio, TV, telefones e celulares, limitam a comunicação. Solicite ao paciente que diminua o volume do som, desligue o celular. A privacidade é essencial.



E além disso devem ser realizadas perguntas de tipos distintos como:

Screenshot 92.jpg

§'  'Abertas

§'  'Focadas

§'  'Fechadas

§'  'Dirigidas

§'  'Compostas



KAPLAN E SADOCK

            De acordo com Kaplan e Sadock (1990) “o papel mais importante do entrevistador é escutar o paciente, entendê-lo e estabelecer um ‘rapport’” (KAPLAN; SADOCK, 1990, p. 164). Isso quer dizer que, é importante que o médico construa um bom relacionamento com o seu paciente durante o encontro.



GABBARD

            O pesquisador Gabbard (1998) disse que “a primeira tarefa do entrevistador é transmitir que o paciente é aceito, valorizado e considerado uma pessoa singular com problemas únicos” (p. 60).  Portanto, refere-se a questão de generalização médica, isso para ele deve ser extirpado de uma consulta, pois cada pessoa tem as suas características e sua história, causando assim, uma valorização do conteúdo da informação, e a partir dessa história individual o médico poderá conhecer e desenvolver um diagnóstico clínico, tornado assim, o paciente um colaborador no processo exploratório.



            Para esse autor, o médico deve explorar cada paciente como singular, não tornando que certo evento possua somente um significado. Assim, para que seja encontrado uma singularidade, o paciente necessita de espaço para relatar o seu caso e dizer o que sente.



            Gabbard se diferencia de demais pesquisadores pois em seu livro ele diz que é mais importante do que as perguntas (o quê, a causa), o profissional deve estar atento à forma como devem ser feitas (o como). 



            Portanto, Gabbard apresenta como foco a interação médico-paciente (o como), a partir da inserção do paciente no discurso. A referência é, portanto, o mundo de experiências dos pacientes. Nesse modelo, eles ocupam o centro da atividade clínica.   

           Um grande exemplo do processo de humanização do

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atendimento médico paciente é o filme "patch adams", no qual um estudante de medicina em uma época que não era convencional escutar os pacientes, apenas começa a tratar esses com individualidade e atenção e tem uma melhora significativa tanto na aceitação dos tratamentos quanto nos quadros clínicos desses pacientes.



LINKS EXTERNOSEditar

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-55022011000300011&script=sci_arttext

http://www.slideshare.net/elisabrietzke/psicopatologia-15515987

http://beatrizakita.blogspot.com.br/2012/04/entrevista-centrada-no-paciente-1303.html

http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/32487/geral/-empatia-dos-medicos-aumenta-tolerancia-dos-pacientes-a-dor

REFERÊNCIASEditar

§  KAPLAN, H. I.; SADOCK, B. J. Compêndio de psiquiatria . Porto Alegre: Artes Médicas, 1990

§  ROTEIROS DA ENTREVISTA CLÍNICO- PSIQUIÁTRICA – DIRETRIZES TEÓRICO- METODOLÓGICAS: “A ROTINA ESTABELECIDA PELA TRADIÇÃO E PELOS COSTUMES”- Tânia Conceição Pereira

§  ANAMNESE - Dr. Ivan Paredes

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