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Febre

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Febre4.png

http://euamodesporto.blogspot.com.br/2012/10/noite-de-febre.html

Editora: Ana Paula Mariussi

DefiniçãoEditar

Febre é definida como uma elevação da temperatura corporal causada por alterações mediadas pelas citocinas no ponto termirregurador hipotalâmico e na hipertermia pela produção internsa de calor, dissipação inadequada ou pela insuficiência dos mecanismos termorreguladores.1,2 - Temperatura Normal: 37ºC com cariações de 0,3ºC

Definições práticas de febre2:Editar

- Temperatura oral maior que 37,8ºC

- Temperatura axilar maior que 37,3ºC

- Temperatura retal maior que 38,3ºC

Ritmo Cardiano da Temperatura1,2Editar

A temperatura corporal varia no decorrer do dia, sendo esta variação fisiológica. Podemos observar na figura abaixo:

Temp fisiologica2.jpg

Em geral a temperatura mínima ocorre entre duas e seis horas e a temperatura máxima entre 17 e 19 horas.







Fisiopatologia1,2Editar

O metabolismo é a principal fonte do organismo de produção de calor, mantendo um equilíbrio entre a procução e a perda. O calor corpóreo é derivado principalmente da energia cinética armazenada nas ligações fosfato de alta energia, originarias do metabolismo de gorduras, carboidratos e proteínas. A produção de calor varia muito em função da atividade muscular, e a taxa basal no adulto é de 1Kcal/hora.


Mecanismos de Perda de Calor1Editar

- Irradiação: sendo a de maior importância, corresponde a 60% do total, em condições normais, através da superfície do corpo. Para reduzir a perda de calor por esse mecanismo, ocorre vasoconstrição periférica.

- Evaporação: é um mecanismo fraco de perda de calor, pois acontece porque energia é consumida durante o processo de evaporação de água. Aproximadamente 25% da perda total de calor acontecem por evaporação em condições basais.

- Condução: não é tão relevante, pois esse tipo de perda necessita que o corpo permaneça em contato direto com o ambiante (solo), dessa forma em adultos ocorre quando os pés ficam em contato ou em crianças que ficam deitadas.

- Convecção: a perda de calor através da convecção ocorre na dependência de uma corrente de ar passando através da superfície corpórea, podendo variar com a velocidade dessa corrente.

Figura73 4.jpg









Mecanismos de Produção de calor1,2,3Editar

O centro termorregulador, localizado na área pré-óptica do hipotálamo é o responsável pelo controle da produção e perda de calor, através de um mecanismo de feedback. Quando há necessidade de aumento da temperatura corporal são liberados neurotransmissores simpáticos como a epinefrina e norepinefrina que agem à nível basal fazendo com que o metabolismo de produção de energia seja reduzido e aumentada a produção de calor.
Figura73 7.jpg


Como consequência da ativação de mecanismos autossômicos, ocorre vasoconstrição periférica, aumento do pulso e da pressão arterial, e diminuição da sudorese. Através de mecanismos endócrinos e metabólicos observa-se aumento na produção de glicocorticóides, do hormônio de crescimento e da aldosterona, diminuição da vasopressina e dos cátios bivalentes no plasma. Por todos esses fatores a febre tende a produzir sensações de fraqueza e fadiga, já o tremor acontece por movimentos involuntários que aumentam de 3 a 5 vezes a temperatura corporal; o tono muscular aumenta e por não realizar trabalho pelos processos metabólicos a partir do tremor, encontra-se na forma de calor.



Patogênese da FebreEditar

Febre por Patógenos Endógenos1Editar

A febre é provocada por deslocamento no ponto de ajuste do centro termorregulador hipotalâmico. A elevação desse ponto de ajuste é normalmente provocada por microorganismos, denominados de forma geral como pirógenos exógenos. Os pirógenos exógenos enduzem as células hospedeiras a produzir mediadores produtores de febre, denominados pirógenos endógenos, que são eles: interleucina-1 (IL-1), interleucina-6 (IL-6) e fator de necrose tumoral (FNT) - também chamados de citocinas. Os pirógenos endógenos elevam o ponto de ajuste do centro termorregulador (por liberação de prostaglandinas) e, em resposta a esse aumento o hipotálamo inicia a vasoconstrição e os calafrios  fazem com que a temperatura corporal interna aumente até um novo ponto de ajuste e a febre serem estabelecidas.

Esquema febre.png











Tipos de Febre1Editar

A febre pode ser originária de várias causas e por isso provocar padrões diferentes, sendo assim descrita como: intermitente, remitente, sustentada e recorrente.

- Febre Intermitente: aquela em que a temperatura corporal retorna ao normal pelo menos uma vez a cada 24 horas.

- Febre Remitente: a temperatura não retorna ao normal e tem certa variação tanto para mais quanto para menos.

- Febre Sustentada ou contínua: a temperatura permanexe acima do normal tendo mínimas variações.

- Febre Recorrente: aquela em que aparece um ou mais episódios de febre, sendo que a duração de cada episódio pode chegar a dias. Os episódios febris podem estar alternados com dias de temperatura corporal normal.

Manifestações1Editar

O desenvolvimento fisiológico pode ser dividido em quatro estágios: um pródromo; um calafrio (elevação da temperatura); um rubor; e a defervescência.

- Período prodrômico: período em que se apresentam sinais e sintomas que prenunciam uma doença ou alteração orgânica, ocorre queixas inesperadas, como cefaleia leve, fadiga e desconforto.

- Período de calafrio: observa-se a sensação desagradável de estar sendo resfriado e o início de tremor generalizado, com elevação da temperatura, ocorre vasoconstrição e piloereção. Esses tremores e a sensação de frio que provocam a elevação da temperatura terminam no momento do novo ponto de ajuste. A partir desse novo controle da temperatura, o tremor para e ocorre o desenvolvimento de sensação de calor confortável.

- Período de rubor: nesse momento ocorre vasodilatação cutânea, e a pele torna-se quente e ruborizada.

- Período de defervescência: é uma resposta do quadro febril iniciado pela transpiração.

A figura abaixo demonstra os períodos citados.

Figura73 11.jpg











 Argumentos para que a temperatura não seja abaixada com o uso de antipiréticos2:Editar

- A febre poderia estar protegendo o hospedeiro contra um organismo infectante. Em temperaturas altas (38ºC a 40ºC) está demonstrado que o sistema de defesa fagocita estafilococos mais eficientemente. A multiplicação viral é diminuída em crianças com febre.

- O tratamento da febre pode mascarar achados clínicos de valor diagnóstico e prognóstico, pois desviaria o estabelecimento etiológico da febre.

- Riscos na superdosagem e intoxicação.

- A antipirese não é o único efeito terapêutico das drogas antitérmicas, os efeitos adicionais podem "mascarar" outros sinais e sintomas de importância diagnóstica.

Argumentos favoráveis à diminuição da temperatura com o uso de antitérmicos2:Editar

- Em crianças com história de convulsão febril a diminuição da temperatura é uma abordagem lógica. A rapidez da elevação da temperatura determina se a convulsão febril irá ou não acontecer.

- Como a febre pode levar ao desconforto, sua redução poderá melhorar as condições do paciente.


Hipertermia1Editar

Elevação da temperatura corporal que ocorre sem a mudança do ponto de ajuste do centro termorregulador hipotalâmico, em virtude dos mecanismos termorreguladores estarem sobrecarregados pela produção de calor, por calor ambiental excessivo ou pelo comprometimento da dissipação de calor. Muitas causas predispõesm à hipertermia: períodos longos em clima quente, drogas, entre outros. Função circulatória adequada é essencial para dissipação de calor; idosos e indivíduos com doenças cardiovasculares encontram-se sob maior risco de hipertermia.

Hipertermia Maligna1Editar

Disstúrbio metabólico autossômico dominante em que o calor gerado pela contração muscular esquelética não controlada pode produzir hipertermia grave e potencialmente fatal. A contração muscular é causada por liberação anormal do cálcio intracelular oriundo das mitocôndrias e do retículo sarcoplasmático. O episódio de hipertermia maligna, nas pessoas afetadas, é desencadeado por exposição ao estresse ou a agentes anestésicos gerais (halogenados e ao relaxante muscular despolarizante succinilcolina).

No decorrer da hipertermia maligna, a temperatura do corpo pode chegar a 43ºC, variando 1ºC por minuto. É observado no início do disturbio a rigidez muscular esquelética, seguidas de arritmias cardíacas e estado hipermetabólico. O tratamento para interrupção desses agravos inclui medicamentos para resfriar o corpor e a administração de dantroleno - droga relaxante muscular que age bloqueando a liberação do cálcio do retículo sarcoplasmático.

Quando hover necessidade de anestesia geral, considerar a história de hipertermia maligna familiar e fazer uso de anestésicos que não acionam a resposta hipertérmica. 

HM.png

http://pt-br.infomedica.wikia.com/wiki/Hipertermia_Maligna










 Referências:Editar

Porth C, Matfin G. Fisiopatologia. 7ªedição. 2- Alfredo EG, Heloisa HSM, Massayuki Y. Febre - Fisiopatologia e Tratamento. Pediat. (S. Paulo)1982, 4:183-201.

Goldman L, Ausiello D: Doenças Gastrointestinais. In: Goldman L,  Ausiello D. Cecil Tratado de Medicina Interna. 22ªEdição. Rio de Janeiro:ELSEVIER, 2005. Pg. 1017-1026.

Links sugeridosEditar

http://www.unifesp.br/dcir/anestesia/hipertermiamaligna/hm_1.html

http://www.youtube.com/watch?v=CKGx5aCxC80

http://www.spp.pt/Userfiles/File/App/Artigos/29/20120105104621_Art%20Original_Maia%20R_42(4).pdf

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