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Hepatite C

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Editora: Andressa de Oliveira Coiradas

Colaboradoras:Thais Yuri Miura e Elisa Correia

IntroduçãoEditar

O vírus da hepatite C foi identificado em 1989, sendo o vírus de descoberta mais recente. O HCV é o único do gênero Hepacivirus e pertence à família Flaviviridae

HepatiteC.jpg

Estrutura viral HCV. Fonte: http://www.niv.com.br/Saiba%20tudo%20sobre/Hepatite/H%20-%20C.html

É um vírus que tem hepatotropismo e possui uma faixa restrita de hospedeiros, sendo o homem mais comum e acidentalmente os chipanzés.

O vírus da hepatite C possui genoma reduzido, RNA de fita única e alta taxa de mutações. Onze genótipos são conhecidos atualmente (11 variações com circulação frequente no globo), sendo que no Brasil, tem-se  o tipo 1 (o de pior evolução e com terapia a base de interferon). Não há possibilidade de incorporação do vírus no genoma humano, dessa forma, o vírus pode ser eliminado por completo, podendo alcançar a cura clínica e cura virológica , o que não acontece com o vírus B. 



Virologia estrutural e molecularEditar

São vírus com envelope lipídico contendo duas proteínas virais (E1 e E2) e capsídeo de simetria icosaédrica. O vírion é esférico e possui uma bicamada superficial. Seu genoma de RNA possui polaridade positiva, é linear, de fita única e se traduz em uma proteína precursora gigante e não funcional, que é processada para formar proteínas funcionais. Também possui uma faixa de leitura aberta (ORF) e a investigação da presença do vírus se faz pela presença da porção constante, que é 5' e 3'.


Formas de transmissãoEditar

O HCV é transmitido principalmente por sangue infectado. A transmissão pode ocorrer pelo contato de pele ou mucosa não íntegra com sangue contaminado por:

-compartilhamento de seringas contaminadas;

-procedimentos invasivos sem esterilização ou uso de materiais descartáveis: hemodiálise, tatuagens, piercings, intervenções cirúrgicas e odontológicas, manicures, dentre outros;

-acidentes perfurocortantes;

-a transmissão vertical é menor que 5%, sendo o aleitamento materno permitido;

-uso compartilhado de objetos íntimos, como lâminas, alicates, escovas de dente, dentre outros;

-pela atividade sexual (porém, não é considerada como DST, devido à rara ocorrência, principalmente entre casais monogâmicos);

-pela transfusão de sangue e derivados contaminados (taxa de transmissão por esta via caiu muito, já que a partir de 1993 os bancos de sangue passaram a fazer testes para a detecção do vírus, rebaixando o risco atual para até menos de 1 : 2.700.000).

Em até 40% dos casos, o fator de risco é desconhecido.

EpidemiologiaEditar

Segundo a OMS, estima-se que cerca de 3% da população mundial seja infectada com o HCV e que existem mais de 170 milhões de portadores crônicos que estão em risco de desenvolver cirrose hepática e/ou câncer de fígado (a hepatite C é a que apresenta o maior potencial de cronificação entre as parenterais).

Os principais grupos acometidos são os hemofílicos, os hemodialisados, os politransfundidos, os recém-nascidos de mães portadoras do vírus e os usuários de drogas.

Dos fatores promotores da progressão da doença, podemos citar o álcool, a co-infecção por outros vírus, a maior prevalência pelo sexo masculino e a idade maior que 40 anos no momento da infecção.

A infecção persistente pode ter associação com carcinoma hepatocelular. A infecção pelo vírus da hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado no Brasil.

Em nosso país, a endemicidade é baixa, demonstrando-se a presença de anti-HCV de 0,4 a 3%. Dentro disso, encontra-se mais presente na região norte. A estimativa no Brasil é de que 3,5 milhões de pessoas sejam portadoras, sendo que a grande parte não sabe que é portadora (com prevalência maior no sexo masculino).


História natural da doençaEditar

História Natural.png

História Natural. Fonte:Material de aula do Profº Paulo França










O período de incubação varia entre 14 e 160 dias, com média de 7 semanas.  


Hepatite C AgudaEditar

Aguda.png

Hepatite C aguda. Fonte: Material de aula do Profº Paulo França

Na hepatite C com recuperação plena, podemos observar o dano hepático pela enzima ALT em seu maior pico, porém, a função hepática volta ao normal após um período de aproximadamente 6 meses. O anti-HCV denota a exposição ao vírus, ficando sempre presente como memória imunológica mesmo após a recuperação hepática (nesses casos, o genoma viral é eliminado).





Cronificação.png

Hepatite C aguda com progressão para cronificação. Fonte: Material de aula do Profº Paulo França

Na hepatite C aguda com progressão para cronificação (>70%), os sintomas estão presentes em menos de 20% dos casos, podendo ser observadas exacerbações intermitentes das manifestações. O genoma do vírus sempre estará presente.








Hepatite C crônicaEditar

A infecção crônica é caracterizada por reação inflamatória perdurando por mais de seis meses. Os sintomas, quando presentes, são inespecíficos: fadiga, mal estar geral e distúrbios digestivos. A doença pode ser silenciosa, com os sintomas não correlacionando com a severidade do dano hepático.

Curso clínico.png

Curso clínico. Fonte: Material de aula do Profº Paulo França












DiagnósticoEditar

O teste sorológico para a detecção de anti-HCV (por ELISA), indica a exposição ao vírus e possui janela imunológica de 50 a 70 dias, após o contágio (só após esse período o vírus será detectável). Entretanto, o exame pode resultar em falso-negativo para pacientes imunossuprimidos.

Pela biologia molecular, pode-se verificar a presença do RNA viral pelo teste de PCR, que irá indicar a viremia e pode também ser feito para avaliar a resposta ao tratamento.

A biópsia hepática pode ser feita para graduação da fibrose e da inflamação.


TratamentoEditar

Atualmente, INF-α recombinante ou preguilado, isoladamente ou com ribavarina, são os únicos tratamentos conhecidos para a doença. A terapia de combinação pode produzir taxas de recuperação de até 50%.


PrevençãoEditar

É importante o controle efetivo da qualidade do sangue e seus derivados, além do uso de equipamentos de proteção individual para profissionais que entram em contato com sangue. Também são importantes o não compartilhamento de objetos (como alicate, barbeador e escova de dentes) e a triagem efetiva nos transplantes.

Além disso, toda mulher grávida precisa fazer no pré-natal os exames para detectar as hepatites, a AIDS e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão vertical.

Não temos ainda vacina contra a hepatite C. 


Comparação.png

Quadro comparativo Hepatites B e C. Fonte: Material de aula do Profº Paulo França












Referências bibliográficasEditar

MURRAY P. R.; ROSENTHAL K. S.; KOBAYASHI G. S.; PFALLER M. A.; Microbiologia médica. 5ª ed.Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

COIRADAS, A. O. Anotação da aula da Disciplina de Microbiologia e Parasitologia. UNIVILLE. 17/10/2013

Hepatite C. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pagina/hepatite-c> Acesso em 24/10/2013.

Hepatitis C. Disponível em: < http://www.who.int/csr/disease/hepatitis/whocdscsrlyo2003/en/index5.html > Acesso em 24/10/2013.


Links relacionadosEditar

Vídeo - Hepatite C

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