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Indicadores de Saúde

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Editor: Bruna da Silva Ferreira

Colaboradores: Augusto Radünz do Amaral, Felipe Starling Jardim e Fernanda Cristina Zanotti

IntroduçãoEditar

Os indicadores de saúde foram criados com o objetivo de facilitar a quantificação e a avaliação das informações. Caracterizam-se como medidas que contêm dados relevantes sobre determinados atributos e dimensões do estado de saúde, como também do desempenho do sistema de saúde. Quando vistos em conjunto devem refletir a situação sanitária de uma população e servir para a vigilância das condições de saúde. A construção de um indicador é um processo cuja complexidade pode variar desde a simples contagem direta de casos de determinada doença, até o cálculo de proporções, razões, taxas ou índices mais sofisticados. Portanto, percebe-se a importância de estudá-los a fim de desenvolver medidas que visem à melhora nas condições de saúde da população.


DefiniçõesEditar

•    “São parâmetros utilizados internacionalmente com o objetivo de avaliar (…) a higidez dos agregados humanos, (…) fornecer subisídios aos planejamentos de saúde (…)”

•    “(...) é um índice que reflete uma situação determinada, a partir  da  relação  entre  variáveis,  que  permite  medir  mudanças  e determinar o grau de cumprimento das metas.”

•    “São relações numéricas entre os elementos da história natural da doença [visando a identificação de relações causais e a intervenção sobre essas].”

HND.png

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações da Aula)











HND1.png

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações da Aula)









HND2.png

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações da Aula)












IndicadoresEditar

•    Quantitativos: capazes de ser expressos em números. Exemplos: índices de alfabetização, rendimento (renda) domiciliar médio, número de crianças em escolas, produção da colheita, número de refeições por dia, ovos por dia.
•    Qualitativos: medem as mudanças no comportamento e nas atitudes. Exemplos: níveis de participação ou a capacidade de se tomarem decisões, por exemplo.

Medidas geraisEditar

•    Número absoluto – expressa o número de objetos ou eventos em um grupo. Ex: número de crianças em uma comunidade
•    Razão – valor do resultado da divisão de uma quantidade por outra; geralmente é usado quando o numerador e o denominador pertencem a diferentes grupos, isto é, nenhum está incluído no outro.  Ex: razão p/ sexo = mulheres / homens.
•    Proporção - é um tipo de razão na qual o numerador está incluído no denominador; por definição uma proporção deve estar entre 0 e 1. Ex: proporção p/ sexo = homens / população total.
•    Taxa ou coeficiente - é a relação entre o número de eventos reais e os que poderiam ocorrer, é a medida de um determinado evento relacionando ao que isto representaria considerando-se toda a população exposta. Ex: número de doentes/ total de expostos x 10k.

CoeficientesEditar

•    Mortalidade: Basicamente definidos como o de mortalidade e o de letalidade.

  •  Geral: Mostra o risco de morrer em uma população por todos os motivos e faixas etárias. É sensível à distribuição etária podendo ser pouco específico. Refere-se ao número de óbitos em relação à população total.

Coeficiente de mortalidade = número de óbitos/população total  x 10k                      

  •  Específica:
  1. Sexo: As diferenças predominantes na mortalidade específica por sexo são essenciais para melhor compreensão da determinação do perfil de saúde de uma população.
  2. Idade: Apresenta o risco de morrer devido a estar em determinado grupo etário. É um dos coeficientes mais importantes devido à intensa associação da idade com a mortalidade.
  3.  Causa: Reflete as diferenças socioeconômicas, de condições e hábitos de vida, da qualidade da assistência. Sensível à qualidade de preenchimento, de escolha e codificação da causa de base. Índice de confiança pode ser baixo.

Obs: No tópico idade é importante saber as idades que determinam as diferentes denominações dos coeficientes. Por exemplo: mortalidade infantil refere-se a menores de um ano de idade, mortalidade infantil tardia diz respeito à faixa etária de seis meses a um ano, mortalidade infantil precoce ocorre com menores de seis meses de idade, mortalidade neonatal reflete mortes com menores de vinte e oito dias de idade, mortalidade neonatal precoce refere-se a menores de sete dias de idade, mortalidade neonatal tardia apresenta mortes de sete a vinte e oito dias de idade, natimorto diz respeito à morte intra-uterina. A mortalidade perinatal reflete o número de óbitos ocorridos no período perinatal por mil nascimentos totais (o período perinatal inicia com vinte e duas semanas completas de gestação e termina aos sete dias completos após o nascimento). Já o aborto representa morte fetal com menos de vinte semanas de gestação.

  • Letalidade: Caracteriza-se pelo número de óbitos em relação à parcela da população com aquela doença.

Coeficiente de letalidade = óbitos por determinada doença/nº pessoas com a doença x 10k 

Dica

  • Uma doença pode ter um coeficiente baixo de mortalidade, mas alta letalidade – vai depender, fundamentalmente, da gravidade da doença da população exposta.


•    Morbidade: São caracterizados pela razão entre o número de casos de uma doença e a população exposta. Apresentados como a incidência e a prevalência.

  • Incidência: Reflete a ocorrência de novos casos de doenças em uma população com relação a um intervalo de tempo, que pode ser expresso em dia, semana, mês ou ano. Mostra também a intensidade com que surgem novos doentes em uma dada população. Para caracterizar um estudo comparativo de incidência de doenças numa mesma população em épocas distintas, ou em populações diversas numa mesma época, usa-se o coeficiente de incidência.

Coef. de incidência =   n. de casos novos da doença/n. de pessoas expostas ao risco  x 10k

  • Prevalência: A definição mais simples de prevalência é a freqüência absoluta dos casos de doenças, independente do período em que esta iniciou. É mais utilizado para doenças crônicas como diabetes e tuberculose e inclui casos antigos, que estão sendo tratados somado aos casos novos. A medida da prevalência pode ser estabelecida em um momento, ou em um determinado ponto no tempo. O coeficiente é a medida que possibilita estimar a prevalência de uma dada doença, fixado um intervalo de tempo, sendo relativo a uma determinada população. Divididas em:

1. Prevalência no período - É medida pela freqüência da doença ou pelo seu coeficiente durante um determinado período de tempo.                                                                                                                        

Coef. de prevalência no período (lápsica) =        n. de casos de uma doença no período/população exposta naquele período x 10k

2. Prevalência instantânea ou pontual – É  medida pela freqüência da doença ou pelo seu coeficiente em um ponto definido no tempo.

Coef. de prevalência no ponto = n. de casos de uma doença no ponto/população exposta naquele ponto x 10k


A diferença entre as duas se dá, basicamente, pelo fato de que na lápsica estão incluídas as defecções (mortes, emigrações, curas e desligamentos por outros motivos).   

Figura Ilustrativa                           

Figura Ilustrativa.png

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações da Aula)

                                    

                                                    













Referências Editar

1 - FERREIRA, Bruna S. Anotações da aula da Disciplina de Epidemiologia Geral. UNIVILLE. 25/05/2013.

2 - ROUQUAYROL, Maria Z, Epidemiologia & Saúde. Rio de Janeiro: MEDSI, 5ª ed, 1999.

3 - MINISTÉRIO DA SAÚDE. Sistemas de informação. Guia de Vigilância Epidemiológica, Brasília, cap.3, 2005.

4 - ACHUTTI, Aloyzio C. Indicadores de saúde no Brasil. Arq. Bras. Cardiol. São Paulo,  v. 85,  n. 5, Nov. 2005.

Links externosEditar

1 - http://www.youtube.com/watch?v=aYnmtO2pack

2 - http://www.ee.usp.br/graduacao/ens435/modulo4/modulo4j.html

3 - http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf

4 - http://pt.scribd.com/doc/55655014/Medidas-Em-Saude-Publica

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