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Interpretação eletrocardiográfica, analise vetorial

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Editor: Lucas Andrei Muehlbauer

Colaboradores: Tiago Vasconcelos Xavier, Kurt Neulaender Neto, Rafael Koerber, Giórgio Tondello, Carlos Ehrl

VetorEditar

Aponta na direção do potencial elétrico, com a ponta voltada para a direção. O

Wiki2.jpg

http://users.isr.ist.utl.pt/~jmrs/teaching/orientations/2005_6/ecg/web/Electrocardiograma.htm

 comprimento do vetor é proporcional a voltagem do potencial. A corrente elétrica flui da área despolarizada para a polarizada, assim, tendo diversas propagações ao longo do coração. A somatória de todos os vetores em um dado instante resulta em um vetor resultante, o qual possui direção,módulo e sentido.

Derivações bipolaresEditar

-> Derivação I -> Dois eletródios, colocados nos dois braços, com o eletródio positivo a esquerda. Lembrando que por convenção o potencial flui do polo negativo para o positivo.


-> Derivação II -> Dois eletródio, colocados no braço esquerdo (eletródio negativo) e na perna esquerda (eletródio positivo).

-> Derivação III -> Dois eletródios, colocados no braço esquerdo (eletródio negativo) e na perna direita (eletródio positivo).
Ecg 534.gif

http://www.misodor.com/ELETROCARDIOGRAMA.php

-> Derivação aVR -> entre o eixo I e II (ver imagem 1)

-> Derivação aVL -> entre o eixo I e III (ver imagem 1)

-> Derivação aVF -> entre o eixo II e III

Quando o potencial propaga-se no sentido negativo para o positivo , será interpretado por uma determinada Derivação como positiva, e quando o sentido for do positivo para o negativo será interpretado como negativa.

VoltagemEditar

-> Para determinar a voltagem de um determinado vetor registrado em um eixo de derivação, traça-se uma linha perpendicular ao eixo que tangencie com a ponta do vetor resultante, essa projeção (vetor projetado) interpreta-se o sentido do vetor, e a voltagem instantânea será igual ao comprimento do vetor projetado no eixo dividido pelo vetor de origem multiplicado por 2mV

-> Traçando-se 3 linhas perpendiculares ( dos eixos I,II,III) que tangenciem a ponta do vetor resultante, é possível o potencial em cada eixo. O vetor pode ter sentido positivo ou negativo, ficando acima ou abaixo da linha zero no eletrocardiograma, respectivamente. Além disso pode-se notar sua intensidade em cada derivação.

Onda TEditar

-> Processo de repolarização do músculo ventricular, cerca de 0,35 segundos após o início do complexo QRS. A maior área de músculo ventricular a repolarizar primeiro localiza-se sobre toda a superfície externa dos ventrículos especialmente o ápice cardíaco. Dessa forma a extremidade positiva do vetor cardíaco, durante a repolarização, está direcionada para o ápice assim como na despolarização ventricular. Portanto a onda T normal, será positiva nas três derivações de eixo (I,II,III)

Onda PEditar

-> Despolarização dos átrios -> Começa no nodo sinusal e propaga-se em todas as direções do átrio. O vetor resultante, permanece, geralmente, apontadado quase na mesma direção que nos ventrículos, sendo normalmente positivo nos três eixos

ECG.jpg

http://pro-ecg.blogspot.com.br/2010/10/descricao-do-sinal-ecg-principios_30.html

Onda T Atrial
Editar

-> Começa no nodo sinusal assim como no processo de repolarização. Portanto o vetor da repolarização tem direção oposta a de polarização, sendo negativa no eletrocardiograma. Entretanto essa onda ocorre quase ao mesmo tempo que o complexo QRS, estando quase sempre obscurecida no eletrocardiograma-> Repolarização muito mais lenta que a repolarização dos ventrículos

Vetor cardiograma, QRSEditar

-> A direção preponderante durante a despolarização ventricular é, normalmente da base para o ápice. Essa direção é chamada de eixo elétrico médio ventricular ou vetor QRS médio, que é cerca de 59°. 

Condições anormais, Ventrículos que causam desvio do eixo elétrico médio ventricular (Vetor QRS médio)Editar

-> O vetor QRS médio pode oscilar, mesmo no coração normal, cerca de 100° para a direita e 20° para a esquerda.-

> Hipertrofia Ventricular: O eixo é desviado para o lado hipertrofiado, pois existe maior quantidade muscular, a qual permite a geração excessiva de potencial elétrico neste lado, também é necessário maior tempo para que ocorra a despolarização. Portanto, o ventrículo normal despolariza antes que o ventrículo hipertrofiado, provocando um forte vetor (do lado normal para o hipertrofiado), desviando o eixo.

-> Bloqueio do ramo do feixe (Sistema de Purkinje): As paredes laterais dos ventrículos despolarizam quase que ao mesmo tempo. Se um dos ramos é bloqueado, o impulso se propaga pelo ventrículo normal muito antes do que no ventrículo afetado. Assim a despolarização ocorre em momentos diferentes, sendo que o ventrículo normal despolariza duas a três vezes mais rápido, ficando este eletronegativo, enquanto o ventrículo afetado permanece eletropositivo, devido a isso, um forte vetor projeta-se do lado normal ao afetado, desviando o eixo para o mesmo lado que sofreu o bloqueio do ramo do feixe. Neste caso o complexo QRS torna-se mais longe devido a condução lenta.

Voltagens anormais do complexo QRSEditar

Aumento da voltagem geralmente é decorrente de hipertrofia ventricularEditar

-> Voltagem diminuída normalmente é decorrente de uma série de infartos arteriais miocárdicos, com a consequente redução da massa muscular. Também faz uma diminuição da velocidade da onda de despolarização, prolongando o complexo QRS

-> Voltagem diminuída por condições que circundam o coração é principalmente causada pela presença de liquido no pericárdio

Condições causadoras de complexos QRS bizarrosEditar

-> São causadas em maior frequência devido a destruição do músculo cardíaco em várias áreas ventriculares, com substituição desde por tecido cicatricial. Bloqueios pequenos, múltiplos em vários pontos do sistema de purkinji também é um fator. Tornando a condução do impulso cardíaco irregular e provoca variações na voltagem. Com frequência isso causa picos duplos ou mesmo triplos.

 Corrente de lesãoEditar

->Devido a anormalidades, principalmente que lesam o músculo cardíaco como traumas mecânicos, processos infecciosos, isquemias, provocam que determinada área permaneça parcialmente ou totalmente despolarizada. Devido a isso a corrente flui das áreas despolarizadas (patológicas) para as áreas polarizadas, que ocorre no intervalo T-P, em que toda a musculatura ventricular deveria estar polarizada, neste caso uma corrente negativa anormal flui da área afetada para a normal, despolarizando as conseguintes.

Ponto ZeroEditar

-> Também chamado de ponto J.

->É o momento após o termino do complexo QRS, em que todo o ventrículo encontra-se despolarizado, portanto não há corrente. Nesse instante a voltagem é zero

Desvio do segmento S-T Editar

-> Intervalo entre o fim do complexo QRS e o início da onda T. O ponto J, encontra-se no início do segmento S-T, cada vez que uma corrente de lesão ocorre em uma das derivações eletrográficas, verifica-se que os segmentos S-T e T-P não estão no mesmo nível.

Links ExternosEditar

http://www.youtube.com/watch?v=9M_IxhG5Zn0

http://www.youtube.com/watch?v=OGPhFn5cna8

http://www.youtube.com/watch?v=v3b-YhZmQu8

ReferênciasEditar

CONSTANZO, Linda S. Fisiologia. Guanabara Koogan, 4ª edição, RIO DE JANEIRO, 2008

HALL, John E.; GUYTON, Arthur C. Tratado de Fisiologia Médica. Elsevier, 12ª edição, RIO DE JANEIRO, 2011

MUEHLBAUER,Lucas Andrei. Anotações da disciplina de Fisiologia. Univille 2013

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