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Introdução à Psicossomática - 06/08/2013

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Editor: Jessé Vinicius Lana

Colaboradores: Ana Santin, Leandro Rosin, Nicolas Dominico, Renata Mazzuco

Introdução à Psicossomática

Alguns conceitos têm sido utilizados no meio médico-psiquiátrico de forma imprecisa. Sendo assim, apresentaremos abaixo alguns conceitos que, apesar de estarem inter-relacionados representam fenômenos distintos. E por fim será introduzido o conceito de Psicossomática.


  •    Somatização
  •    Conversão
  •    Transtornos somatoformes
  •    Hipocondria
  •    DNV – Distúrbio neuro-vegetativo
  •    Psicossomática

SomatizaçãoEditar

A somatização corresponde a uma tendência de experimentar e de comunicar distúrbios e sintomas somáticos não explicados pelos achados patológicos, atribuí-los a doenças físicas e procurar ajuda médica para eles. É usualmente assumido que essa tendência torna-se manifesta em resposta a estresse psicossocial acarretado por situações e fatos da vida particularmente importantes para o indivíduo.

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Fonte: http://blu.stb.s-msn.com/i/68/59983D16B1FFE618723A1F038BCA0.jpg

A somatização pode ocorrer em variadas formas:

a) como um modo de expressar-se (uma variação individual normal);

b) indicando uma doença orgânica ainda não diagnosticada;

c) como parte de outras patologias psiquiátricas (ex: depressão);

d) como um transtorno somatoforme.

As somatizações são muito frequentes (muito mais do que os transtornos somatoformes propriamente ditos, com os quais não devem ser confundidas), sendo responsáveis por um número desproporcionalmente alto de consultas médicas e gerando importantes gastos no sistema de saúde.

Qualquer pessoa pode somatizar, se certo limiar de desconforto psíquico for ultrapassado. Os somatizadores típicos tendem a se mostrar bastante “concretos”; indicam pobreza da vida afetiva e raramente relatam seus sonhos. Frequentam mais os serviços médicos de atenção primária e não os serviços psiquiátricos. Existe uma maior prevalência no sexo feminino.

Conversão

Conceito originário da psicanálise, corresponde a um mecanismo de formação de sintomas próprio da histeria. Consiste numa transposição de um conflito psíquico (e numa tentativa de resolução) em sintomas somáticos, basicamente tomando lugar nos sistemas neuromuscular voluntário (paralisias) ou sensório-perceptivo (anestesias).

Sua característica básica é ter uma significação simbólica, ou seja, o corpo exprime representações que foram reprimidas. Freud introduziu esse termo referindo-se ao “salto do psíquico para a inervação somática”.

Transtornos somatoformes

Os transtornos somatoformes correspondem a uma categoria diagnóstica introduzida recentemente (1980) nas classificações internacionais de doenças. Na CID-10 compreendem 7 diferentes entidades clínicas:


  •   F 45.0 Transtorno de somatização
  •   F 45.1 Transtorno somatoforme indiferenciado
  •   F 45.2 Transtorno hipocondríaco
  •   F 45.3 Disfunção autonômica somatoforme
  •   F 45.4Transtorno doloroso somatoforme persistente
  •   F 45.5 Outros transtornos somatoformes
  •   F 45.9 Transtorno somatoforme, não especificado.

Os transtornos somatoformes caracterizam-se pela presença por longo tempo (meses ou anos) de queixas frequentes de sintomatologia física, que sugerem a presença de um substrato orgânico, mas que não são totalmente explicadas por nenhuma das patologias orgânicas conhecidas.

Também não são totalmente explicáveis pelos efeitos diretos decorrentes da utilização de uma substância (drogas, álcool) nem por outro transtorno mental (transtorno do pânico, por exemplo). Mesmo na presença de doenças orgânicas comprovadamente diagnosticadas, não existe uma explicação lógica para toda a sintomatologia referida.

Existe dificuldade de um vínculo médico-paciente positivo, em decorrência de um questionamento  pelo paciente em relação às assertivas emitidas pelo profissional, referentes à provável inexistência de substrato orgânico detectável. Em muitos casos existem transtornos de personalidade associados.

Hipocondria

Atualmente a hipocondria é categorizada como uma das sete entidades clínicas dos transtornos somatoformes. Ela está relacionada também a outros quadros psiquiátricos (depressão, por exemplo) ou mesmo como um traço de personalidade presente em maior ou menor grau na população geral.

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Fonte: http://www.babyboomers.com.br/img/upload/noticias/escala/dc39077f98308214d3b4e419b79a4ef3.jpg

Como transtorno psiquiátrico, a hipocondria diz respeito a uma interpretação errônea de sensações corporais corriqueiras, que são percebidas como anormais, levando ao medo e à crença de se estar gravemente doente. Já foi descrita como a “paranóia das vísceras”, estando o perseguidor dentro do próprio corpo do paciente.

Os hipocondríacos estão exageradamente atentos ao próprio corpo numa atitude auto-erótica, mas também o vivenciam como doente, demonstrando aspectos auto-agressivos.

Distonia Neurovegetativa (DNV)

A DNV é uma das designações recebidas por um considerável grupo de pacientes com queixas psíquicas e físicas frequentemente entrelaçadas e imprecisas, sem diagnóstico preciso.

São chamados pejorativamente de “peripaque” ou “poliqueixosos”. O termo corresponde a uma formulação sindrômica e não a uma entidade clínica isolada. Engloba indistintamente transtornos de ansiedade, de ajustamento, somatoformes e conversivos.

Psicossomática

O termo psicossomática provém dos vocábulos gregos 

“ psykê” = alma

“ soma “ = corpo

É, portanto, uma ciência que tem como objeto os mecanismos de interação entre as dimensões mental e corporal da pessoa, uma atitude de medicina integral que concebe o ser humano como ser biopsicossocial. Compreende uma ideologia sobre a saúde (com suas práticas e suas doenças), um campo de pesquisas sobre esses fatos e, ao mesmo tempo, uma prática de medicina integral.

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Fonte:http://4.bp.blogspot.com/-uYlWWtW2nFg/TjnCFCPhffI/AAAAAAAACTk/IpLg63jRg-g/s320/cerebro-Neuromarketing.jpg

A princípio, o conceito mais amplo de psicossomática obriga a existência de um referencial teórico para o estudo do psiquismo. Pode ser o psicodinâmico, o comportamental, o existencial, etc. Um referencial teórico que entenda a dinâmica grupal e social do indivíduo, que pode ser o referencial da antropologia cultural, da sociologia, entre outros.

Se juntarmos o referencial teórico de estudo do corpo, com o referencial teórico de estudo da mente e com o referencial teórico de estudo do grupo, montamos uma visão psicossomática em sentido amplo. Sendo assim, a proposta da psicossomática é o exercício da integração destes referenciais como um caminho para se atingir um objetivo maior, que é a compreensão da pessoa.

Reação Psicossomática

A reação psicossomática é o modo de responder a uma situação definida que exija um trabalho de simbolização. Ex.: Uma dor de cabeça causada pelo estresse, ou, em visão mais complexa, uma personalidade introvertida que contribua para que um paciente desenvolva câncer.

Entretanto, o contingenciamento sociocultural inibe a exteriorização das "fraquezas", da necessidade de ser objeto e de cuidados.

Fenômeno Psicossomático

É uma mudança física, causado por um agente psíquico, cuja etiologia foge ao conhecimento médico.

O fenômeno psicossomático seria assim a marca do consentimento do sujeito à razão que determinou o trauma. Seria a maneira do sujeito se representar em consequência da erupção traumática.

Considerações Finais

Todos nós somatizamos, mesmo que disso não nos demos a menor conta ou não aceitamos. Fato de sentir palpitações e suar frio quando prestes a nos apresentar em público ou as dores de cabeça que nos acometem quando algo de desagradável ocorre ou nos preocupa, são exemplos corriqueiros de somatização.

Na verdade, todas as doenças são psicossomáticas, inclusive as infecciosas. Um exemplo disso são as pesquisas que mostram que nem todas as pessoas adoecem em época de epidemias, mesmo em contato com doentes.

Sendo assim, o objeto da psicossomática é o fenômeno psicossomático, é dele que a psicossomática se ocupa, é dele que o paciente se queixa, é por ele, para ele e em torno dele que todas as articulações são feitas.

Referências Bibliográficas

Lana, J.V. Anotação da aula da disciplina de Psicologia Médica. Univille. 06/08/2013.

Mello Filho J. Introdução. In: Mello Filho J, editor. Psicossomática hoje. Porto Alegre: Artes Médicas; 1992.

Organização Mundial da Saúde. Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10. Porto Alegre: Artes Médicas; 1993.

Bombana, José A. Somatização e Conceitos Limítrofes: delimitação de campos. http://www.unifesp.br/dpsiq/polbr/ppm/atu2_01.htm. Acesso em 07/09/2013.

Links ExternosEditar

1. Associação Brasileira de Medicina Psicossomática  http://www.psicossomatica.org.br/home/default.asp

2.American Psychosomatic Society: http://www.psychosomatic.org/home/index.cfm

3. 22º Congresso Mundial sobre Medicina Psicossomática - 12 Set. 2013 - 14 Set. 2013 – Lisboa: http://www.newsfarma.pt/agenda/22%C2%BA-congresso-mundial-sobre-medicina-psicossom%C3%A1tica

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