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Introdução à propedêutica

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Editor: Danilo Burko

Colaboradores: Airton J. Camilotti Jr., Luiz Brandão, Guilherme Garrido, Oquesana Silva, Larissa Fabri

IntroduçãoEditar

A propedêutica médica, como o próprio nome nos fala, é o ensino relacionado às técnicas médicas servindo-nos como ferramentas para a prática de uma consulta à fim de obter um diagnóstico preciso sobre determinado paciente adoecido, tendo como principais fundamentos a entrevista com o paciente, o exame físico e consequentes exames complementares.


Relação médico-pacienteEditar

Conversa medico e paciente.jpg

fonte:http://sentirbem.uol.com.br/?p=9585

Uma das principais técnicas de obtenção de dados para se chegar a um diagnóstico é a entrevista com o paciente, ou a anamnese, que compreende  uma série de quesitos básicos, que se bem trabalhados, podem fornecer cerca de 80% do caminho rumo ao diagnóstico correto de um paciente. A principal arma do médico nesta etapa é a sua facilidade de conduzir a entrevista, tendo acima de tudo ética, mas também sensibilidade para entender as necessidades da pessoa que está a sua frente, que provavelmente procurou ou chegou até o médico por necessitar de seus serviços. Ter uma boa técnica de se conduzir uma entrevista adequada vêm com a experiência de cada um, e principalmente com treinamento para que alguns paradigmas possam ser deixados de lado. Chamamos de relação médico-paciente todo tipo de envolvimento que ocorre durante uma consulta médica, desde o cumprimento entre as partes, até o fim da consulta quando o paciente se despede do seu médico. Quanto melhor for a relação existente entre médico e paciente, melhores serão as chances de se adquirir dados referentes ao caso investigado, podendo abordar detalhes da vida pessoal do entrevistado, que podem ser de muita valia no momento de preparar a conduta médica cabível.


Otimizando a entrevistaEditar

Existem alguns aspectos que devem ser lembrados pelo médico, e colocados em prática em toda consulta que for realizar para que a relação médico-paciente seja a melhor possível, são elas: 1) A habilidade de começar; 2) A habilidade de olhar e “ver”; 3) A habilidade de ouvir; 4) A habilidade de conduzir a comunicação; 5) A habilidade de perguntar; 6) A habilidade de imaginar-se no papel do paciente; 7) A habilidade de confirmar e reformular; 8) A habilidade de explicar; 9) A habilidade de resumir; 10) A habilidade de fazer acordo; 11) A habilidade de concluir.


1.    A habilidade de começar: desde a entrada do paciente no consultório, o médico deve ser bem receptivo e mostrar-se prestativo ao paciente, evidenciando a sua preocupação com a situação em que o mesmo se encontra, pois “à toa” o paciente não está ali procurando-lhe. Deve inicialmente cumprimentar da maneira que for costume local ou cultural, acomodar o paciente para uma melhor observação e certificar-se de que nenhum ruído interno ou externo possa prejudicar o bom andamento da consulta. Chamar o paciente pelo nome é algo que pode ser encarado de forma muito positiva, uma vez que é um dos preceitos de uma relação de respeito mútuo. Olhar diretamente nos olhos reagindo ao que o paciente diz, e mostrar- se interessado.


2.    A habilidade de olhar e “ver”: o médico deve estar atento ao seu paciente desde o início da consulta, observando o andar, o olhar, as expressões faciais, ou seja, a linguagem-não-verbal, e também dar especial atenção ao timbre da voz, entoações e desordens na fala, que é a linguagem-para-verbal, podendo a partir daí, ter um caminho para iniciar o pensamento diagnóstico.


3.    A habilidade de ouvir: é sabido que os pacientes que se sentem ouvidos e que tiveram tempo suficiente para falar e se expressar adequadamente, sentem-se mais satisfeitos com a consulta realizada. É por isto que o médico deve deixar um espaço livre para que o paciente se manifeste e não vá embora com o sentimento de que “faltou algo”.


4.   A habilidade de conduzir a comunicação: em alguns momentos é necessário saber o momento certo de interromper o paciente e proceder com a continuação da entrevista, focando nos aspectos de maior importância, para que flua bem a história à ser colhida. Sempre é bom reenfocar os assuntos de maior apelo emocional e logo após, retomar a consulta com perguntas que reorientem o paciente na exposição da sua situação.

Medico paciente.jpg

fonte:http://paposdebar.blogspot.com.br/2011/01/vai-e-volta.html

5.    A habilidade de perguntar: saber perguntar é um dos pilares principais no processo de comunicação verbal, ainda mais quando se trata de alguém que possui a função de fazer uma entrevista. Perguntar sem ser parecer ofensivo exige um certo cuidado, assim como evitar de induzir o paciente a responder, fornecendo perguntas abertas e dando liberdade para o paciente responder. É vital na obtenção de dados.


6.    A habilidade de colocar-se no papel do paciente: um dos maiores obstáculos no processo de comunicação é a ausência de compreensão. Entender o que pode estar passando mentalmente na cabeça do paciente, colocando- se em seu lugar, pode ajudar a aumentar a compreensão por parte do médico.


7.    A habilidade de confirmar e reformular: estes dois quesitos ajudam a mostrar ao paciente o seu interesse em sua situação, e a certeza de que foi compreendido pelo médico. Pode também ajudar o paciente a se reorganizar na maneira de se expressar, transmitindo com mais qualidade a mensagem que necessita passar. Permite que o paciente enxergue a situação de outros pontos-de-vista, podendo amenizar o sofrimento do mesmo ou elucidando melhor a situação. Exige bom-senso, sensibilidade e prudência por parte do médico.


8.    A habilidade de explicar: estabelecer uma linguagem clara e objetiva para que o paciente, na maioria das vezes, leigo na linguagem formal médica, não precise pedir para que o médico repita a informação, levando sempre em consideração o nível de instrução de cada paciente. Usar de imagens, analogias e metáforas podem ser úteis neste processo. É importante também estar preparado para algumas perguntas corriqueiras, que embora possam ser individuais para cada paciente, podem ser respondidas de maneira semelhante se o médico perceber que são melhores recebidas de maneira geral.


9.    A habilidade de resumir: em histórias complexas, onde existem grandes quantidades de informações a serem organizadas e que se confundem entre si, nada melhor que proceder com breves resumos que visem trazer de volta fatos que ficaram lá para trás, no início da anamnese, podendo fazer com que o paciente lembre-se de outras situações a serem acrescentadas na sua história.

Medico-e-paciente-verificam-detalhes-de-.jpg

fonte:http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/2871/saude-publica/projeto-de-goias-ganha-premio-por-atendimento-a-pacientes-com-dpoc


10. A habilidade do acordo: fornecer ao paciente ações que sejam exequíveis, levando em conta aspectos sócio-econômicos-culturais, realizando algumas negociações, acatando as preferências do paciente, evitando dar ordens ou proibições, podem ser muito eficazes na adesão ao tratamento proposto, obtendo melhores resultados clínicos.


11. A habilidade de concluir:  saber encerrar uma consulta pode ser tão importante quanto a inicialização ou a condução da mesma, sendo que esta será a última impressão que o paciente levará consigo na sua volta. Mostrar que ouve entendimento total do que foi abordado e mostrar interesse na resolução do caso são muito importantes, assim como perguntar ao paciente se algo mais tem a dizer, e quando elucidado as eventuais novas situações, proceder com uma despedida  cordial encerrando o processo comunicativo.                 



Referências bibliográficasEditar

  1. PORTO, Celmo Celeno. Semiologia médica, 2º edição, Guanabara Koogan, 1994. 
  2. CARRAPIÇO, E., Ramos, V. A comunicação na consulta: uma proposta prática para o seu aperfeiçoamento contínuo, Rev Port Med Geral Fam 2012;28:212-2. 
  3. ROMEIRO, V. Semiologia médica, 11º edição, Guanabara Koogan, 1968 


Links relacionadosEditar

  1. A relação paciente-médico
  2. Guia da relação médico-paciente
  3. Propedêutica médica

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