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Linguagem farmacológica

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Editora: Lisiane Martins.

Colaboradores: Amanda Lewandowski da Silva, Giovani Meneguzzi de Carvalho, João Francisco Petry, Mariana Ribeiro e Pâmella Kreling



Segue como material complementar alguns conceitos farmacológicos que podem ser úteis no decorrer das aulas:


Droga: Matéria prima de origem mineral, vegetal ou animal da qual se pode extrair um ou mais princípios ativos. Substância química capaz de modificar as funções do organismo (provocar alterações somáticas ou funcionais em um organismo).

Remédio: Qualquer meio, substância química ou não, utilizada com o propósito de cura.

Ex.: chá de boldo

Fármaco: Substância química de constituição definida, com aplicação farmacêutica (preventivo, curativo, agente diagnóstico), capaz de produzir efeito farmacológico (causar alterações somáticas ou funcionais em um organismo visando uma ação terapêutica).

Medicamento: Preparado farmacêutico podendo ser formado por uma só substância ou pela associação de várias substâncias químicas. É o mesmo que fármaco, sendo constituído de uma forma farmacêutica específica.

Placebo: Substância inativa, sem atividade farmacológica, que pode fazer efeito por auto-sugestão. Usados em ensaios clínicos controlados para determinar a eficácia de novos medicamentos.

Risco/benefício: Avaliação do efeito terapêutico do fármaco em relação ao risco sobre uma determinada função orgânica.

Ex: Uso de antibióticos durante a gestação.

Eficácia farmacológica: Efeito máximo do fármaco, produzido sobre uma função orgânica.

Potência de fármacos: Quantidade de fármaco (dose) que produz efeito farmacológico. Quanto mais potente, menos efeitos colaterais.

Tolerância Farmacológica: Processo pelo qual só se consegue o mesmo efeito farmacológico com a administração de doses cada vez mais elevadas.

Interação Medicamentosa: Efeitos oriundos do uso concomitante de mais de um fármaco.

Indução Enzimática: Interação medicamentosa em que um fármaco “a” aumenta o metabolismo de um fármaco “b” quando administrados juntos.

Inibição Enzimática: Interação medicamentosa em que um fármaco “a” diminui o metabolismo de um fármaco “b” quando administrados juntos.

Afinidade: Interação entre um fármaco e um alvo farmacológico (receptor).

Atividade Intrínseca: Interação entre o fármaco e o receptor com desencadeamento do efeito farmacológico.

Biodisponibilidade: Fração de dose do fármaco que atinge a circulação sistêmica quando administrada oralmente e comparada à administração endovenosa.

Ex.: Na via endovenosa a biodisponibilidade é de 100% (não se perde nada). Já pela via oral não se sabe quando exatamente irá chegar na corrente sanguínea.

Bioequivalência: Fármacos que apresentam biodisponibilidade comparáveis e tempos para alcançar picos de concentração sanguínea semelhantes.

Ex.: No medicamento de “referência” e medicamento “genérico”. Já no “similar” a bioequivalência é diferente.

Excreção: Remoção do fármaco do organismo com o envolvimento de alterações químicas.

Efeitos Colaterais: Reações esperadas e explicáveis após o uso do fármaco devido a sua não seletividade (com o receptor). Aparecem lateralmente com o efeito terapêutico.

Efeitos Adversos: São reações inesperadas e inexplicáveis após o uso do fármaco

Efeito Terapêutico: Relaciona-se à eficácia dos medicamentos, corrigindo uma função alterada pela doença.

Ações Farmacológicas: Relaciona-se a eficácia dos medicamentos e ao surgimento das reações adversas. -> Efeito terapêutico + efeito colateral

Dependência Física: Capacidade que uma droga ou fármaco tem de passar a fazer parte do metabolismo, da vida do organismo. Ocorre quando o organismo necessita do fármaco para prevenir efeitos punitivos decorrentes de sua falta.

Dependência Psicológica: Relação estreita e dependente que um usuário tem com um fármaco ou droga psicotrópica em virtude da representação inconsciente e superdimensionada que a droga tem em sua memória.

Síndrome de Abstinência: Conjunto de sinais e sintomas decorrentes da falta de drogas/fármacos em usuários dependentes.

DE50- Dose Efetiva Média: Dose capaz de produzir efeito farmacológico em 50% de indivíduos de uma amostra populacional.

DT50- Dose Tóxica Média: Dose capaz de produzir um determinado efeito tóxico em 50% de indivíduos de uma amostra populacional.

DL50- Dose Letal Média: Dose capaz de produzir efeito letal em 50% de indivíduos de uma amostra populacional.

Índice Terapêutico: Razão entre a DL50 e DE50 (IT= DE50/ DL50).

OBS: Quanto maior este índice, maior será a segurança terapêutica do fármaco.

Janela Terapêutica: Intervalo entre efeitos parcialmente eficazes (limite mínimo) e potencialmente tóxicos (limite máximo).

Referências BibliográficasEditar

1- FUCHS, Flávio Danni; WANNMACHER, Lenita. Farmacologia clínica: fundamentos da terapêutica racional. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.

2- GOODMAN, L.S; GILMAN, A. (eds.). As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 12. Ed. Porto Alegre: Editora McGraw Hill, 2012.

3- MARTINS, Lisiane. Anotação da aula da Disciplina de Farmacologia. UNIVALI. 12/03/2008.

4- RANG, H. P.; DALE, M. M. Rang & Dale Farmacologia. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

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