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Mecanismos de Transmissão de Doenças (MTD)

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Editora: Bruna da Silva Ferreira

Colaboradores: Augusto Radünz do Amaral, Felipe Starling Jardim e Fernanda Cristina Zanotti

IntroduçãoEditar

O modelo de História Natural da Doença de Leavel e Clark representa o mecanismo geral das doenças. Entretanto existem variações, entre essas as Doenças Transmissíveis, cujos mecanismos serão discutidos adiante. 

O que torna diferente o estudo das doenças infecciosas?Editar

  • Existência de um microorganismo com capacidade de multiplicação maior do que de transmissão. Por isso o contato com o reservatório contando um agente transmissível possibilita a propagação indefinida do agente

Modelo de Leavel e Clark para doenças transmissíveisEditar

Modelo de Leavel - Clark.jpg

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações de Sala)












ParasitismoEditar

  • Conceito Ecológico: Definido como a relação lenta ou prolongada de um organismo (parasito), que se aloja na intimidade ou na superfície de outro (hospedeiro), alimentando - se às suas custas. Essa relação resulta em benefícios para o parasito e em prejuízos para o hospedeiro, o que determina o caráter unilateral do binômio agente - hospedeiro. A estrita dependência do parasito ao hospedeiro, em situações extremas, pode conduzir a morte do último e, consequentemente do primeiro.
  • Uso médico: Indicadores sanitários para análise da qualidade das águas.

Triângulo BiológicoEditar

Triângulo Biológico.jpg

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações de Sala)

Esse triângulo representa as necessidades de todos os parasitas. Dessa maneira se algum dos elementos for retirado ocorrerá a quebra do ciclo do parasita.










Ciclo vital e cadeia de transmissãoEditar

Ser humano como Ecossistema.jpg

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações de Sala)

O ser humano garante todos os componentes do triângulo biológico do parasita, pois constitui - se de água (70%), matéria orgânica (30%) como alimento e abrigo (calor, proteção contra raios Ultra Violetas).










Mecanismos de transmissãoEditar

Mecanismos de Transmissão.jpg

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações de Sala)

Direta:
  • Imediata: Relação sexual, transmissão vertical, transplante e transfusão sanguínea, ingestão do hospedeiro, mordida com destaque para a raiva e transmissão aérea por gotículas de Flügge.
  • Mediata: Por meio das mãos, por meio de fômites (retirada da chupeta da boca de uma criança gripada e a introdução na boca de outra criança susceptível.






Indireta

  • Vetorial: O vetor pode ser mecânico ou biológico. Lembrando que o vetor é valido somente para invertebrados, geralmente artrópodes
  • Contaminação Ambiental: Ingestão de água ou alimentos contaminados

Doenças transmissíveis - contagiosas - infecciosasEditar

Doenças Transmissíveis.jpg

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações de Sala)

As doenças transmissíveis abrangem as doenças contagiosas e inserem - se nas doenças infecciosas.











Elementos da cadeia de transmissãoEditar

  • Susceptível
  • Agente
  • Fonte de infecção: pessoa, animal, objeto ou substância da qual um agente infeccioso passa diretamente
  • Veículo: meio mecânico de transporte
  • Reservatório: hospedeiro ou meio inanimado no qual o agente se reproduz
  • Hospedeiro: ser parasitado
  • Vetor: hospedeiro artrópode, fonte ou não
  • Vias de entrada
  • Vias de eliminação

Classificação das doenças transmissíveis (eliminação e fontes de infecção)Editar

Classificação.png

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações de Sala)











Tipos de HospedeiroEditar

  • Intermediário: apresenta o parasito em fase larvária ou assexuada. (ex: na esquistossomose, o caramujo é o hospedeiro intermediário do S. mansoni)
  • Definitivo/Final: apresenta o parasito em fase de maturidade ou em fase de atividade sexual. (ex: na esquistossomose, os humanos são hospedeiros definitivos do S. mansoni)
  • Terminal: não transmite o patógeno, sendo a infecção restrita à exposição a uma fonte comum. (ex: na leptospirose, os humanos são hospedeiros terminais da bactéria Leptospira interrogans)

Período de incubaçãoEditar

  • Extrínseco: ocorre no organismo do artrópode, como exemplo dengue e arbovírus.
  • Intrínseco: ocorre no organismo do hospedeiro vertebrado.

Infecção hospitalarEditar

  • Transmissão cruzada: as mãos da equipe podem ser fonte de transmissão, assim como objetos contaminados recentemente pelo paciente, através de contato com sangue, secreção ou excretas eliminados.
  • Transmissão ambiental:  infecções transmitidas diretamente pelo ar do ambiente contendo microorganismos.
  • Infecções endógenas: causadas por microorganismo do próprio paciente.

Símbolo do perígo biológicoEditar

Perigo Biológico.jpg

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações de Sala)














Agentes patogênicosEditar

  • Primários: também chamados de invasores primários, esses organismos são capazes de iniciar uma infecção em hospedeiros por si próprios, mesmo o hospedeiro estando sujeito a estresse pouco intenso.
  • Secundários: também chamados de invasores secundários, esses organismos somente expressam sua atividade patogênica quando o hospedeiro encontra - se em um estado de debilidade, assim sendo condicionadas. Ex: saprófitas, oportunistas.

Método para lavar as mãosEditar

Importância: A higienização correta das mãos é a principal prática em programas de prevenção e controle de infecção hospitalar. Pois reduz consideravelmente as taxas dessas infecções nosocomiais (infecções obtidas após a entrada do paciente no hospital ou sua alta quando estiver relacionada com sua internação).

Métodos para lavar as mãos.png

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações de Sala)

















ReferênciasEditar

1 - FERREIRA, Bruna da Silva. Anotações da aula da Disciplina de Epidemiologia Geral. UNIVILLE. 20/03/2013.

2 - FORATTINI, O.P. Ecologia, epidemiologia e sociedade. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo- EDUSP, 1992. 529p.

3 - LEAVELL, H.R., CLARK, E.G. Medicina preventiva. São Paulo: McGraw-Hill, Fename, 1976. 744p.

4 - PEREIRA, M. G. Epidemiologia: teoria e prática. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1995. 5 - ROUQUAYROL, M.Z.; FILHO, N. A. Epidemiologia e saúde. 5 ed. Rio de Janeiro, MEDSI,1999.

6 - SOBEL, J. Novas tendências em vigilância das doenças transmitidas por alimentos e segurança alimentar: vigilância ativa e epidemiologia molecular. Revista CIP, São Paulo, v.1, n.2, p.20-26, 1998.

Links externosEditar

1 - Vigilância Sanitária

2 - Modelação da Transmissão da Doença

3 - Doenças Tropicais

4 - Campanha de prevenção de doenças transmissíveis por via aérea

5 - ANVISA - Lavagem das Mãos

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