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Micoses sistêmicas oportunistas

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Editora: Ana Gabriella Tessarollo

Colaboradoras: Andressa O. Coiradas e Laíssa Mara R. Teixeira

Micoses sistêmicas oportunistasEditar

São infecções cosmopolitas causadas por fungos de baixa virulência, que convivem pacificamente com o hospedeiro, mas ao encontrarem condições favoráveis, como distúrbios do sistema imunológico, desenvolvem seu poder patogênico, invadindo os tecidos. Atingem indivíduos de ambos os sexos, de todas as faixas etárias e de todas as raças. 

Os fatores que as predispõem podem ser classificados em:

- Fatores intrínsecos - neoplasias, diabetes, hemopatias, síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), todas as doenças que alteram a imunidade celular, velhice, gravidez, prematuridade, dentre outros.

- Fatores extrínsecos - antibióticoterapia, corticoidoterapia, antiblásticos, cirurgia de transplantes e ambientes hospitalares contaminados.

A maioria dos fungos que produzem micoses oportunísticas são saprófitos do meio ambiente, de crescimento rápido e que geralmente não são patogênicos.


CriptococoseEditar

É uma infecção fúngica oportunística, ocorrendo com grande frequência em pacientes imunodeprimidos, com uma "doença de base" (neoplasia, diabete, hemopatia grave, etc), quase sempre sob a forma de lesões, principalmente, para o lado dos pulmões e sistema nervoso central. Esse fungo é um saprófito que vive no solo, em frutas secas/cereais e nas árvores; é isolado nos excrementos de aves, principalmente pombos.

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Criptococose







TransmissãoEditar

Transmissãooo.jpg

Transmissão da criptococose

A infecção natural ocorre por inalação de propágulos presentes no meio ambiente, sob a forma de leveduras desidratadas ou sob a forma de basidiósporos produzidos no ciclo sexuado. No entanto, até o momento a fase sexuada só foi reproduzida “in vitro” e ainda não foi verificada em natureza. Microfocos relacionados a habitats de aves, madeira em decomposição em árvores, poeira domiciliar, outros habitats como de morcegos e outros animais onde houver concentração estável de matéria orgânica, podem representar fontes ambientais potenciais para a infecção.


Agentes etiológicosEditar

A criptococose é provocada principalmente por duas variedades do gênero Cryptococcus:

1. Cryptococcus neoformans var. neoformans (sorotipos A e D);

2. Cryptococcus neoformans var. gattii (sorotipos B e C) - plantas Eucalyptus sp;

Na C. neoformans var. grubii os sorotipos são: A,B,C,D,AD.


EpidemiologiaEditar

Devido ao seu caráter predominante de infecção oportunística, a ocorrência de criptococose por C. neoformans var. neoformans é cosmopolita e acompanha a prevalência dos casos humanos de condição de risco, principalmente imunodepressão por AIDS, linfomas, leucemias e uso de corticoides.

A criptococose por C. neoformans var. gattii ocorre em regiões tropicais e subtropicais, em indivíduos sem evidência de imunodepressão, comportando-se como agente patogênico primário, de comportamento endêmico ou focal. Nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, predomina a criptococose associada à AIDS, em homens, causada pela variedade neoformans, sendo a letalidade de cerca de 35 a 40%.

Diagnóstico diferencialEditar

Cript.jpg

Lesão cutânea por criptococose

1. Criptococose meningoencefálica: meningite;

2. Criptococose pulmonar: indistinguível;

3. Criptococose cutânea: molusco contagioso, carcinoma basocelular e carcinoma escamoso;



DiagnósticoEditar

É clínico e laboratorial, sendo a confirmação feita com a evidenciação do fungo pelo uso de “tinta da China”, que torna visíveis formas encapsuladas e em gemulação em materiais clínicos. Essa técnica é a consagrada para o diagnóstico das meningites criptocócicas (exame do líquor). Pode-se isolar o criptococo também na urina ou no pus, em meio de agar Sabouraud. A sorologia no líquor e no soro, além da histopatologia podem ser úteis.

Referências bibliográficasEditar

JAWETZ, E. et al. Microbiologia Médica, 21a ed., ed. Guanabara - Koogan, 2000.

LACAZ, Carlos da Silva, et al. Tratado de micologia médica Lacaz. 9. ed. São Paulo, SP: Sarvier, 2009.

MORETTI, M. L. et al. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Junho/2006

PEREIRA, A. G. T. Anotação da aula da Disciplina de Microbiologia e Parasitologia. UNIVILLE. 14/11/2013

Links relacionadosEditar

Criptococose, micro e imuno.wmv 

Criptococose pulmonar

Diagnóstico laboratorial da criptococose

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