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Psicossomática das Doenças Endócrinas

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Editor: Nicolas Dominico

Colaboradores: Ana Santin, Jessé Lana, Leandro Rosin, Renata Dal Bó Mazzuco

Doenças endócrinasEditar

O Sistema endócrino produz hormônios, que são sinais químicos enviados para fora ou secretados através da corrente sanguínea.

Diabetes mellitusEditar

Diabetes 2.jpg

Diabetes. http://drasharon.site.med.br/index.asp?PageName=DIABETES

Tipo I: diabete juvenis, caracterizada pela destruição das células beta do pâncreas, produtor as de insulina no organismo. Além disso, há uma elevação do nível de glicemia e degradação dos lipídios e proteínas corporais.

Tipo II: caracterizada por se manifestar em idade mais avançada, pessoas acima do peso. Nesse tipo de diabetes há resistência à insulina.

Relação entre fatores psicológicos e a Diabetes mellitusEditar

Thomas Willis (1684) escreveu sobre o assunto no, relatando a doença como “tristeza, ou melancolia prolongada, assim como convulsões e outras depressões e distúrbios dos espíritos dos animais são usados para gerar ou fomentar essa disposição mórbida”.

Outros autores como Maudsley, Menninger e Dunbar, especularam que o diabetes mellitus é causado por ansiedade mental.

Fatores psicológicosEditar

O estresse crônico atua como provável gatilho no desenvolvimento do diabetes mellitus.

Cerebro.jpg

Psicológico. http://respondae.com.br/quiz/2408-qual-o-seu-perfil-psicologico/

Analisando a fisiologia da resposta ao estresse eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, podemos perceber que os estressores estimulam o hipotálamo a liberar CRH, este, por sua vez, estimula a hipófise a liberar ACTH, que estimula a adrenal a liberar catecolaminas e corticoide.

Essa liberação do cortisol tem alguns efeitos crônicos, como o acúmulo de gordura abdominal e obesidade, perde de massa magra (músculo), compulsão alimentar por gorduras e açúcares, alterações de humor e perda de memória, podendo evoluir para quadros depressivos, perda óssea, riscos de aborto na gestão, hiperglicemia e alterações do sono (insônia a noite e acorda cansado pela manhã).

Outra doença preocupante é a depressão, seu diagnóstico pode ser dificultado em pacientes diabéticos, pois vários sintomas físicos se assemelham com o do diabetes. Além disso, alguns sintomas podem ser referidos pelo paciente diabético, sem que este esteja deprimido, sintomas como a perda de peso, modificações do apetite e diminuição da libido.

O exame clínico da depressão deve se concentrar nas queixas psíquicas, tais como a tristeza, desesperança, perda do prazer, sentimentos de culpa, auto depreciação, apatia, desinteresse e desânimo.

Algumas complicações crônicas do diabetes aumentam em quatro vezes a prevalência de depressão moderada ou grava, tanto em diabéticos tipo I quanto nos tipo II, segundo autores no VIII Congresso Latino-Americano sobre Valvulopatias em 2003. Além do mais, esses pesquisadores compraram 52 diabéticos que apresentavam complicações, como dor neuropática, insuficiência renal ou retinopatia, em estados iniciais, com 66 diabéticos sem complicações. A média de idade dos pacientes foi de 57,9 anos e a média da idade no início da diabete foi de 12,2 anos antes. Ainda nesse estudo, as pontuações no questionário de depressão de Beck mostraram um depressão moderada a grave em 21,3% dos pacientes diabéticos com complicações crônicas, contra apenas 5% dos diabéticos sem complicações.

Outros estudos, como o de Clouse (2003), relata que os efeitos protetores contra a doença coronariana naturais do sexo feminino são diminuídos ou praticamente anulados na presença do diabetes. Já Martins e Cols (2002) estudaram a prevalência da depressão em mulheres diabéticas na pós menopausa, no Hospital do Rio Grande do Sul. Comparando 80 mulheres com diabetes e 45 observaram que as mulheres sadias através do questionário de depressão de Beck, 2,4 vezes maior de depressão em comparação com as não diabéticas.

Ansiedade e debatesEditar

Dezoito estudos nos últimos 20 anos que envolveram uma população de 2.584 diabéticos e 1.492 sem diabetes encontraram 14% de ansiedade em não diabéticos contra 40% nos diabéticos.

Síndrome MetabólicaEditar

A OMS propôs, em 1999, o diagnóstico da Síndrome Metabólica em pacientes que apresentassem evidências de resistência à insulina, antes mesmo da obesidade, e pelo menos mais dois fatores de risco cardiovascular.

Relação entre a Síndrome Metabólica e a depressãoEditar

A depressão pode contribuir para a instalação de um quadro de Síndrome Metabólica, além disso, a depressão está relacionada ao aumento do cortisol no sangue que, aumenta a resistência à insulina, aumento da pressão arterial e ganho de peso.

Doença de GravesEditar

Também conhecida como “gota exoftálmica”, é uma doença autoimune, que gera uma anomalia no funcionamento da glândula tireoide. Alguns sintomas dessa doença são a ansiedade, dificuldade de concentração, olhos saltados (exoftalmia, insônia, nervosismo e tremores.

Winsa, (1991) fez um estudo populacional do tipo caso-controle, ele sugeriu que eventos de vida negativos pode ser fatores de risco para a doença de Graves. Porém, há evidências insuficientes no presente para sugerir que fatores psicológicos possam afetar o curso de doença de Graves.

Síndrome de CushingEditar

Cushing.jpg

Síndrome de Cushing. http://dinhopimenta.blogspot.com.br/2012/07/sindrome-de-cushing-nem-todos-medicos.html

É uma doença que está associada a altos níveis do hormônio cortisol. Apresenta alguns sintomas, como acne ou infecções cutâneas, marcas roxas geralmente nas coxas e nos seios, alterações mentais (depressão, ansiedade ou alterações no comportamento), rosto redondo, vermelho e cheio.

Gifford e Gunderson (1970) lançaram a hipótese de que a doença de Cushing representa uma reação fisiológica à melancolia em indivíduos predispostos. Segundo eles, “sob condições psíquicas especiais, os indivíduos podem adquirir uma cronicidade suficiente para levar ao tão conhecido complexo sintoma da doença”.

A doença de Cushing está associada ao desenvolvimento de uma variedade de fenômenos neuropsiquiátricos. Porém, há uma dificuldade em determinar qual é o fator desencadeante – a instabilidade psíquica ou o distúrbio da secreção endócrina.

ConclusãoEditar

Há um número insuficiente de pesquisas sobre fatores psicológicos afetando transtornos endócrinos. Ainda mais, há uma necessidade de pesquisas bem delineadas para estudar os efeitos dos fatores psicológicos que possam ter relevância clínica.

ReferênciasEditar

1. NEVES, C. et al. Doença de Graves. Rev Assoc Med Bras 2008.

2. PORTH, C.M. Fisiopatologia. 6ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.

3. . STOUDEMIRE, Alan. Fatores psicológicos afetando condições medicas. Porto Alegre: Artmed, 2000.

4. Disponível em: <http://www.psiqweb.med.br> Acesso em: 28 de agosto de 2013.

5. Sociedade Brasileira de Diabetes. Disponível em: <http://www.diabtes.org.br> Acesso em: 27 de agosto de 2013.

Links ExternosEditar

Associação Brasileira de Medicina Psicossomática

http://www.psicossomatica.org.br/home/default.asp American Psychosomatic Society

http://www.psychosomatic.org/home/index.cfm 22º Congresso Mundial sobre Medicina Psicossomática - 12 Set. 2013 - 14 Set. 2013 - Lisboa

http://www.newsfarma.pt/agenda/22%C2%BA-congresso-mundial-sobre-medicina-psicossom%C3%A1tica

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