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Psicossomática das Doenças Reumatológicas - 10/09/2013

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Editor: Jessé Vinicius Lana

Colaboradores: Ana Santin, Leandro Rosin, Nicolas Dominico, Renata Mazzuco

DOENÇAS REUMATOLÓGICAS

São doenças que atingem múltiplos órgãos (osteo-muscular) e tem evolução principalmente crônica. Para a maioria das pessoas quando se fala de reumatismo, a referência encontrada é de doenças típicas dos idosos. Esta ideia é muito difundida, mas equivocada. As doenças reumáticas não são exclusivas de uma

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Fonte: http://2.bp.blogspot.com/-SAeY-EytbyA/TuN-HP8p28I/AAAAAAAABbw/TFXv5TmWzco/s1600/Sem+t%25C3%25ADtu11lo.jpg

 determinada faixa etária, podem acometer crianças, jovens, adultos e idosos, porém é mais comum entre 40 e 50 anos.

Apesar de apresentarem alguns sintomas semelhantes, como dor nas articulações, cada tipo de doença reumática tem características próprias, as doenças reumáticas provocam dor e incapacidade, mas raramente são fatais.

A pessoa poderá começar a suspeitar de uma doença reumática na maioria das vezes quando apresenta dores articulares. As dores articulares podem ser com presença de inflamação ou na ausência dela, podem ser de uma só articulação ou de várias ou ainda podem-se apresentar outros sintomas relacionados a outros órgãos como o sistema digestivo, nervoso, vascular e sanguíneo. É por isso da importância de avaliar o mais precocemente qualquer sintoma fora do normal e procurar seu médico para determinar a melhor abordagem e diagnóstico.

As doenças reumatológicas são o 2º motivo de consulta ambulatorial (10% dos cuidados de saúde primário).

Problemas Psicossociais

• Capacidade de trabalho

• Limitações funcionais

• Dor

• Reflexo na vida sexual

• Relação Conjugal

• Cuidados Familiares

Principais Doenças

• Osteoartrose

• Artrite Reumatóide

• Hiperuricemia (gota)

• Bursites

• Febre Reumática

• Tendinite

ARTRITE REUMATÓIDE

É uma doença reumatóide inflamatória crônica, incurável e sem causa primária, sendo a incidência maior no gênero feminino (variação 2:1 a 4:1).

Artrite reumatoide sintomas.jpg

Fonte: http://2.bp.blogspot.com/-lJ6nVWt_ni0/TnyEqvPk9RI/AAAAAAAAS1o/NoI3v5SsY9o/s1600/artrite+reumatoide+sintomas.jpg

O depósito de células inflamatórias na sinovial conduz à destruição irreversível de tendões, cartilagem e osso, e origina deformidade das articulações atingidas, frequentemente simétricas. Os sinais inflamatórios locais constituem os sintomas mais precoces, nomeadamente a dor articular e o edema. Embora as mãos, pulsos, joelhos e pés sejam usualmente as articulações mais afetadas, formas mais graves da doença podem atingir outras articulações, como as dos ombros, cotovelos e coluna vertebral.

A artrite reumatoide causa dificuldade na marcha e no uso das mãos, comprometendo a qualidade de vida. Devido a essas limitações, as atividades do dia a dia ficam comprometidas e a pessoa geralmente é afastada do trabalho, pois sua produtividade fica comprometida.

Transtornos psicológicos

Os transtornos psicológicos podem ser agravados por estresses diários. Entre os indivíduos cronicamente doentes, a tensão decorrente de um casamento problemático e outras tensões interpessoais podem provavelmente causar um aumento de transtornos psicológicos e biológicos. Por exemplo, os conflitos familiares têm sido associados a um pobre ajustamento à doença crônica e especificamente à A.R, assim como a uma disfunção do sistema imunitário.

A depressão é o transtorno mais frequente dos doentes com

 A.R. A associação entre A.R. e depressão tem sido relatada ao longo do tempo. Uma extensa revisão sobre a prevalência de depressão na A.R revela que esta pode ser de 7,5% a 17%, dependendo dos critérios utilizados ou das características da amostra.

Parker e Wright (1997) identificaram numa percentagem significativa de doentes com A.R perturbações emocionais secundárias a múltiplos estressores, como dor, perdas econômicas, perda de papéis sociais e restrições nas atividades diárias, confirmando a associação de depressão e dor, muito frequente em indivíduos com quadros de dor crônica.

Na Artrite Reumatóide, a dor surge como um dos principais sintomas que acarreta limitações funcionais e diminui a qualidade de vida. As características patogênicas, clínicas e epidemiológicas da Artrite Reumatóide determinam alterações dramáticas nas atividades dos doentes, dificultam o relacionamento interpessoal e conduzem ao afastamento precoce da vida profissional. O impacto psicossocial da A.R encontra-se relacionado com: a postura do doente face aos cuidados de saúde, as alterações sofridas no desempenho profissional, as dificuldades de adaptação à doença, o reflexo destas na vida pessoal, familiar e social e as mudanças no desempenho sexual.

Todos esses problemas gerados, como dificuldade no relacionamento interpessoal, problemas na função social, etc, estariam relacionados ao desenvolvimento de depressão.

DOR MIOFASCIAL

É uma causa comum de dor no músculo caracterizada pela presença de pontos gatilhos. Ocorre em ambos os sexos e é mais comumente observada em atletas e nas pessoas acima dos 30 anos de idade.

São locais bem delimitadas, podendo-se manifestar como um nódulo ou local de contração do músculo. Este, quando estimulado, causa uma dor em uma área distante (dor que ¨corre¨ para outro local).

Miofascial.png

Fonte: http://www.dtmeoclusao.com.br/wp-content/uploads/2013/05/miofascial.png

O mais comum é a dor em determinada região do corpo, geralmente mal localizada, sobre os músculos ou juntas. A síndrome tende a piorar ou aparecer com esforço físico. No entanto, ela pode ocorrer mesmo ao repouso, quando não for tratada precocemente.

O diagnóstico é clínico e comum, porém a dor miofascial não costuma ser investigada e delineada. Os sintomas mais comuns são mialgia disseminada, ponto desencadeante de dor e distúrbios do sono.

Fator desencadeante mais comum é dor na borda superior do trapézio ou na segunda junção costocondral. Angústia emocional e sentimentos de depressão são universais entre os pacientes e isso se deve principalmente à carência de explicações e tratamentos adequados à moléstia.

“Entre 10 e 56% dos pacientes têm um distúrbio no sono não-REM, manifestado como fadiga de dia”. (Hardin, 1986). O sono não –REM (movimento não rápido dos olhos) representa a fase de adormecimento e intensa atividade metabólica. Após entrada na fase REM, ocorre um ciclo de alternância entre as duas fases durante todo o período do sono.

Em diversos estudos, pacientes parecem apresentar níveis elevados de depressão nos testes psicológicos. Distúrbio do sono geralmente tratado com ADT’s funciona para a maioria dos pacientes. Além disso, agentes ativos serotoninérgicos e sedativos também são recomendados.

Parentes de primeiro grau tendem a desenvolver quadro de “equivalente depressivo” (alta prevalência de “características depressivas”). O termo “equivalente depressivo” permeia o limite entre o psico e o soma.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Figueiredo, Margarida, Soares,Vera, Cardoso, Mota,Rui, Alves, João, Maria, Dias, Sandra. Artrite reumatóide: um estudo sobre a importância na artrite reumatóide da depressão e do ajustamento psicossocial à doença. Revista Portuguesa de Psicossomática. Disponível em:<http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=28760102. Acesso em 18/09/2013.

2. BERBER, Joana de Souza Santos; KUPEK, Emil; BERBER, Saulo Caíres. Prevalência de depressão e sua relação com a qualidade de vida em pacientes com síndrome da fibromialgia. Rev. Bras. Reumatol.,  São Paulo ,  v. 45, n. 2, Apr.  2005. Disponível em:   <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0482-50042005000200002&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 18/09/2013.

3. Costa, Antonio Filipi Coimbra et al. Depressão, Ansiedade e Atividade de Doença na Artrite Reumatóide. 13 de agosto de 2007, Revista Brasileira de Reumatologia v. 48, n.1, p. 7-11, jan/fev, 2008.

4. Lana, J.V. Anotação da aula da disciplina de Psicologia Médica. Univille. 10/08/2013.

LINKS EXTERNOS

1. Associação Brasileira de Medicina Psicossomática  http://www.psicossomatica.org.br/home/default.asp

2.American Psychosomatic Society: http://www.psychosomatic.org/home/index.cfm

3. 22º Congresso Mundial sobre Medicina Psicossomática - 12 Set. 2013 - 14 Set. 2013 – Lisboa: http://www.newsfarma.pt/agenda/22%C2%BA-congresso-mundial-sobre-medicina-psicossom%C3%A1tica

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