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Psicossomáticas das Doenças Pulmonares

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Psicossomáticas das doenças pulmonares

Doenças pulmonares – asmaEditar

Considerada uma das sete doenças psicossomáticas sagradas, junto com a artrite reumatoide, colite ulcerativa, hipertensão essencial, neurodermatite, tireotoxicoses e úlceral péptica. Alexander (1950) propôs a etiologia da asma como psicológica, tendo a seguinte sequência: trauma na infância, conflito inconsciente, não aceitação, manifestação somática do conflito, asma.

Como associação de depressão e asma, “os psicanalistas (...) chegaram a ver os sibilos como repressão do choro de uma criança pela sua mãe.”. Outros eventos que precisavam de tratamento eram o nascimento de um irmão, aborto de uma irmão durante a gestação, morte de um familiar.

Também se relacionou a suscetibilidade à asma de acordo com a personalidade do indivíduo, como a extrema inibição, agressão retraída, dependência, carentes e neuróticos, depressão, ansiedade e distúrbio da autoestima. A proteção das priores sequelas da asma foi conferida pela extroversão.

Outro fatores envolvidos com o desenvolvimento de asma são as perdas em um relacionamento pessoal intenso e íntimo, vida conjugal precoce, intenso estresse associado com suporte limitado.

Constatou-se que a combinação de influências somáticas e psicológicas da asma têm fatores multideterminantes. Sendo três precipitantes comumente citados: infecções, alérgenos e estressores emocionais. Com isso, a ocorrência simultânea dos precipitantes foi considerada passível de induzir uma crise asmática.

Doenças pulmonares – DPOCEditar

Um sintoma comum de DPOC é a dispneia, a qual pode ser aumentada ou mantida por estados de depressão, ansiedade ou de histeria. Pacientes com DPOC ou asma podem interpretar a dispneia que ocorre durante o intercurso sexual como um anunciador de recaída da doença.

A dependência ventilatória crônica gera queixas psicológicas nos pacientes com medo da morte, medo do abandono e da separação, estresse financeiro e alterações na autoimagem. Tais efeitos podem levar a uma nova ou continuada necessidade de ventilação mecânica, sendo que a família e o paciente encaram melhor a experiência do tratamento ventilatório por meio de motivação, otimismo, flexibilidade e impedimento de extremos emocionais.

“Psychosocial distress as a rick fator of asthma mortality”Editar

A prevalência da asma tem aumentado no mundo todo, afetando 300 milhões de pessoas pelo mundo e causando 250 mil mortes por ano. Com isso, diversas propostas têm sido sugeridas como causadores desses efeitos, tais como a poluição do ar, aeroalérgenos, dieta, infecções e tabagismo.

No estudo de Wareham et al. (1998) destacou-se que fatores psicossociais têm contribuído para a morte de 71% dos pacientes com asma. E em Rea et al. (1986) demonstrou-se que havia relação entre a mortalidade dos pacientes com asma e problemas psicossocias.

Sugere-se que o estresse possa afetar a morbidade da asma por interações com mecanismo comportamentais, endócrinos e neuroimunológicos. Tais como citocinas e inflamação, desgaste acumulativo e sistema imune, vias metabólicas e vias comportamentais.

Mortalidade por asma na Rússia de 1975 a 2005:

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Em 1991 houve o colapso da União Soviética o que fez com que cidadãos russos passassem por grande desordem psicossocial. Tal instabilidade política e colapso econômico tiveram efeito dramático nas mortes por suicídios, causando uma crise financeira no sistema de saúde. Conforme os gráficos, percebe-se que o homens foram mais vulneráveis as mudanças socioeconômicas, instabilidade política, desemprego e empobrecimento.

Concluiu-se que distúrbios psicossociais são fatores diretamente relacionados com o aumento da mortalidade de asma. Sendo o padrão relacionado ao estresse, levando ao choque/colapso e adaptação. Além disso, os resultados apontam para uma associação positiva entre a taxa de suicídio e mortalidade dos pacientes asmáticos na Rússia entre 1975 e 2005.  Além disso, apoia-se a hipótese de que o estresse psicossocial é um fator de risco de asma em nível individual.

Outras causas que aumentam o número de morte de asmáticos é o alcoolismo, o tabagismo, a poluição do ar e a dieta.

“Ajustamento psicológico de doentes com insuficiência respiratória crônica em
ventilação mecânica domiciliar”
Editar

Insuficiência Respiratória (IR) é definida como a incapacidade do aparelho respiratório manter as trocas gasosas em níveis adequados.

Ventilação Mecânica Domiciliária (VMD) pretende melhorar a qualidade de vida, reduzir a morbilidade e promover uma melhor relação custo/eficácia no tratamento de doentes crônicos. No aspecto da adesão ao tratamento, uma má qualidade de vida está relacionada com sintomas de abatimento e depressão, propiciando o desenvolvimento de psicopatologia e comprometendo os esforços terapêuticos.

Inventário de Depressão de Beck II [BDI-II]: questionário de auto-avaliação com categorias de sintomas e atitude, que se referem aos principais sintomas da síndrome depressiva. Aborda alguns sentimentos, como Tristeza, o pessimismo, a auto-depreciação, a ideação suicida, o choro fácil, a agitação, a perda de energia, as alterações do sono e do apetite, as dificuldades de concentração.

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Os doentes de IR crônica apresentam mais queixas sintomáticas de psicopatologia que o grupo controle. Então, os resultados sugerem que a insuficiência respiratória crônica aumenta o risco de desenvolvimento de sintomatologia depressiva e ansiosa.

Uma detecção e tratamento eficaz resultam numa melhoria simultânea do estado psíquico e físico do doente. Sendo que tanto a psicofarmacologia como a psicoterapia parecem obter benefícios semelhantes. Entretanto, em pacientes graves, a perda funcional respiratória está associada a um desinvestimento nas atividades da vida diária, o que reforça o isolamento e o desenvolvimento de atitudes negativas perante a doença e os tratamentos.

Estudos recentes, globalmente, têm documentado elevada co-morbilidade psiquiátrica nestes doentes, sendo as perturbações depressivas, a perturbação de ansiedade generalizada e a perturbação de pânico os quadros mais frequentes, atingindo taxas muito superiores às da população normal.

“Asma e doença pulmonar obstrutiva crônica: uma comparação entre variáveis de ansiedade e depressão.”Editar

Alguns aspectos importantes são que pneumopatas crônicos têm frequência elevada de transtornos de humor e de ansiedade. E entre os asmáticos há uma prevalência de 30% para ansiedade e de 9% para depressão. Além do mais, os sintomas de depressão e ansiedade influenciam negativamente nos scores de qualidade de vida em pacientes com asma e DPOC.

Entre os resultados significativos do estudo, pode-se perceber que entre os pacientes asmáticos não controlados foi maior a prevalência de ansiedade moderada e grave quando comparados com aqueles portadores de DPOC (p < 0,001). Já em relação à ansiedade, o grupo de asma controlada apresentou resultados maiores quando comparado ao grupo com DPOC (p < 0,05).

Com isso, concluiu-se do estudo que pacientes asmáticos possuem uma frequência maior de sintomas de ansiedade se comparados com indivíduos com DPOC. Além disso, a ansiedade pode causar aumento da frequência e amplitude respiratória, que nos casos de asma, pode amplificar os sintomas de dispneia. Esse estudo também nos mostrou que pacientes asmáticos apresentam uma maior frequência de ansiedade e depressão, sendo a prevalência de depressão e ansiedade é mais comum em mulheres.

Asma e DPOC: aspectos psicológicosEditar

Alguns estudo demonstraram que a asma associa-se principalmente com o pânico. Sendo a que provável etiologia dessa ansiedade é a hipóxia cerebral, resultante da hiperventilação

“Avaliação da qualidade de vida em pacientes com câncer de pulmão através da aplicação do questionário Medical Outcomes Study”Editar

Percebeu-se nesse estudo, que a qualidade de vida é afetada por vários fatores, tais como o estágio da doença, características do tratamento e aspectos relativos a cada indivíduo.

Entre os aspectos físicos, percebeu-se que existe redução da função pulmonar e dispneia de esforço – 54% dos pacientes com câncer - limitações na realização de atividades da vida diária e laborais. Quantos as aspectos emocionais, destacam-se o impacto de aspectos psicológicos no bem-estar do paciente, o impacto do diagnóstico de neoplasia, o medo da morte, o sofrimento não apenas pelos sintomas físicos - crise existencial; depressão – diagnóstico frequente (principalmente na doença avançada e com limitações funcionais).

Curiosamente, constatou-se discreta melhora dos escores associada à doença mais avançada, provavelmente pela melhor aceitação do diagnóstico de câncer e maior conforto associado aos cuidados adjuvantes inerentes à progressão da doença.



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