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Revisão - Delineamento de pesquisa científica

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Editores: Augusto R. Amaral e Bruna S. Ferreira

Colaboradores: Felipe S. Jardim e Fernanda C. Zanotti

Níveis de evidência científicaEditar

Scientific Evidence.jpg

Cardim, CA. Anotação em sala, 2013












Relatos de casos & Séries de relatos de casosEditar

Trata-se da descrição de um caso clínico, a qual inclui idade do paciente, sinais, sintomas, complicações, fatores de risco e causas. É um estudo descritivo muito importante quando se tem em mãos doenças de baixa incidência ou raras.

Estudos ecológicosEditar

Pesquisa que visa a comparação de estatísticas de populações. Nesse caso específico a unidade de estudo não é o indivíduo, mas um grupo. Os indivíduos são mais frequentemente agregados em função de fatores geográficos ou temporais.

Aspectos positivos do estudo:

  • Facilidade operacional;
  • Rápida execução.


Aspectos negativos do estudo:

  • Não se pode testar hipóteses;
  • É altamente dependente da qualidade das informações existentes.

Estudos de coorte (cohort studies)Editar

O estudo de coorte começa com a indivíduos expostos, ou seja, uma determinada característica que se deseja avaliar. O pesquisador então acompanha os indivíduos ao longo do tempo e indentifica quais daqueles selecionados desenvolverão determinada doença. Perceba que nesses estudos, afora a característica pelas quais foram selecionados, os indivíduos apresentam outras qualidades que os diferenciam (ex: sexo, idade, raça). Isso é extremamente valioso uma vez que o desfecho, nesse caso, a doença, poderá se desenvolver em indivíduos mais velhos ou em determinado sexo com maior frequência. Isso é especialmente importante, pois em um estudo de coorte é possível identificar outros fatores de risco além do fator expositivo através dos quais os indivíudos foram selecionados.

Aspectos positivos do estudo:

  • Mede a incidência;
  • Capaz de mensurar a exposição antes do início da doença;


Aspectos negativos do estudo:

  • São demorados e caros;
  • Não servem para doenças raras;

Estudos caso - controle (case - control studies)Editar

O estudo caso - controle começa com um desfecho de interesse (doença, por exemplo) e trabalha de maneira retrospectiva até as causas. Os indivíduos são divididos em grupo caso (possuem a doença) e grupo controle (não possuem a doença). O pesquisador irá averiguar se os indivíduos do grupo caso e os indivíduos do grupo controle apresentavam determinado fator de risco. Perceba que os indivíduos são escolhidos pelo desfecho e então verifica - se se eles apresentavam os fatores de risco (causas) do desfecho. É uum tipo de estudo muito interessante quando se trata de uma doença rara, visto que seria extremamente dificil e caro selecionar sujeitos com um fator de risco e esperar que ele desenvolvesse uma doença que, como mencionado, apresente baixa incidência e baixa prevalência.

Aspectos positivos do estudo:

  • Custo relativamente baixo;
  • Útil para doenças raras.


Aspectos negativos do estudo:

  • Exposições são no passado;
  • Não mede prevalência nem incidência.

Estudos de corte transversal (cross - sectional studies)Editar

Também chamado de estudo de prevalência, tem o objetivo de avaliar a frequência (número de casos) de uma determinada característica (desfecho ou evento). O estudo se caracteriza pela transversalidade, ou seja, o pesquisador tem contato uma só vez e então registra as informações pertinentes ao seu estudo.

Aspectos positivos do estudo:

  • Rapidez;
  • Baixo custo;


Aspectos negativos do estudo:

  • Não são adequados para doenças raras;
  • Não medem incidência.


Ensaio clínico controlado e randomizadoEditar

FASE 0: Estudo exploratório que procura expor minimamente o ser humano à droga, sem objetivos terapêuticos ou diagnósticos.

FASE 1: Introdução à investigação de uma nova droga em humanos. Podem ser conduzidos em pacientes, mas geralmente são realizados em voluntários sadios. Tem como objetivo verificar as ações farmacológicas (como a droga é metabolizada e excretada), farmacocinéticas, metabólicas e os efeitos adversos associados ao uso de doses crescentes.

FASE 2: São os primeiros ensaios clínicos controlados, realizados sob “condições ideais”. O objetivo é a obtenção de dados preliminares sobre eficácia para uma indicação particular da droga em pacientes com a doença/condição.

FASE 3: Ensaios clínicos ampliados, controlados e não controlados. Tem como objetivo acrescentar informações sobre efetividade e segurança, necessárias para avaliar a relação risco-benefício geral da droga. Esses estudos permitem extrapolar as conclusões dos resultados para a população geral e transmitir as informações sobre o uso para os médicos. Uma droga registrada é considerada “on label”. Sem esse registro, diz-se que ela é “off label”.

FASE 4: Estudos que ocorrem depois que a droga é registrada e aprovada para a venda. É realizada uma comparação com outras drogas semelhantes, que tem como objetivo conhecer mais sobre os efeitos colaterais e sobre os riscos e benefícios em longo prazo.

ReferênciasEditar

1 - AMARAL, Augusto Radünz. Anotações da aula da Disciplina de Epidemiologia Geral. UNIVILLE. 03/07/2013.

2 - CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em ciência humanas e sociais. São Paulo: Cortez, 2006.

3 - GRIMES, David, SCHULZ Kevin. An overview of clinical research: the lay of the land. The Lancet 2002; 359:57-61.

Links externosEditar

1 - Conceitos Básicos em Epidemiologia e Bioestatística

2 - OpenIntro Statistics

3 - Elaboração do Projeto de Pesquisa

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