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Saneamento

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Editora: Bruna da Silva Ferreira

Colaboradores: Augusto Radünz do Amaral, Felipe Starling Jardim e Fernanda Cristina Zanotti

Controle AmbientalEditar

O controle ambiental envolve uma série de ações necessárias para que se evite a transmissão de doenças, assim como a obtenção de infecções. Essas atitudes abrangem o controle de ratos e vetores, o destino do lixo, o destino de águas residuárias, entre outras. Assim como ações destinadas a desinfetar a água. No controle ambiental, o triângulo sanitário ganha destaque, pois tanto os modelos de história natural da doença como os de mecanismos de transmissão convergem para ele.

Controle Ambiental.jpg

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações de Sala)











Triângulo sanitárioEditar

Triângulo Sanitário.jpg

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações de Sala)












Métodos para lavagem correta das mãos (relembrar)Editar

Métodos para lavar as mãos.png

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações de Sala)

Relembrar os métodos para lavagem correta das mãos é imprescindível. Isso porque essa atitude também se insere naquelas de controle ambiental












Infecções hospitalares - cruzada e ambientalEditar

Limpeza prévia: não há ação seletiva do produto químico; torna os objetos mais seguros para o manuseio, reduz consideravelmente o seu bioburdem (carga biológica, termo utilizado para designar a contaminação dos artigos médico – cirúrgicos durante o processo de fabricação ou após o uso), dessa maneira torna mais fácil a desinfecção e esterilização e com menor probabilidade de carrear material pirogênico.

Sabões: solubilizam gorduras, assim facilitam a remoção com água (faxina); dessa maneira ocorre a desestruturação das secreções, que são veículos de transmissões do tipo diretas mediatas e contaminação ambiental; como os germes formam um biofilme lipoprotéico, os sabões destroem esse biofilme, facilitando a eliminação de germes.

Degermantes:

  • Antissépticos: podem ser aplicados sobre o tegumento, pois possuem baixa toxicidade ao homem. Exemplos: iodóforos, clorohexidina, alcoois glicerinados.
  • Sanitizantes: esses degermantes também possui baixa toxicidade ao homem, em compensação têm pouca eficácia a formas resistentes. Exemplos: hipoclorito, álcool etílico.
  • Desinfetantes: têm ação letal para micro-organismos não esporulados. Exemplos: quaternários de amônio, compostos fenólicos.
  • Esterilizantes: apresentam efeito letal também para micro-organismos esporulados, por isso são os degermantes de maior eficácia. Exemplos: óxido nitroso, glutaraldeído.


Lembrete: a primeira intervenção para infecções localizadas (‘foco’) deve ser cirúrgica: drenagem de coleções purulentas e o desbridamento (limpeza) de tecido morto.

“Não se deve esquecer a concentração das substâncias utilizadas para desinfecção.”

Tempo de contato para desinfecçãoEditar

  • Uso geral: 10 minutos;
  • Artigos semicríticos: entram em contato com e pele não íntegra, por isso necessitam de desinfecção de alto nível ou esterilização, 30 minutos;
  • Lactários: estabelecimentos para lactação, 60 minutos;
  • Esterilizantes: conforme especificação do fabricante.

Como desinfetar a água?Editar

Etapas.jpg

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações de Sala)

Cinco etapas (pode haver variações na ordem):


  • Filtração
  • Aeração
  • Floculação
  • Decantação
  • Cloração


Diluições do cloro ativoEditar

  • Água para ingerir: 2 ppm x 30 min
  • Desinfecção de talheres: 200 ppm x 30 min
  • Desinfecção de verduras: 300 ppm x 30 min
  • Limpeza de cisterna: 200 ppm x 2h
  • Limpeza pós-enchentes: 200 ppm x 2h

Diluições do cloro ativo – traduzindo para uma linguagem informalEditar

Diluição Cloro Ativo.png

Fonte: Guilherme Lima, 2013 (Anotações de Sala)











Limpeza correta da caixa d’águaEditar

Guia de Vigilância Epidemiológica.jpg

Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE, Guia de Vigilância Epidemiológica.











Ciclo da ÁguaEditar

Ciclo da Água.jpg

Fonte: Elementos de Ciências do Ambiente, 1987

Esses processos constituem a dinâmica hidrológica. O conjunto dessas águas no planeta desenvolve uma interdependência. É através desse ciclo que ocorrem fenômenos como a variação climática, condições para o desenvolvimento de plantas e animais e a dinâmica de rios, lagos e oceanos.







Lençóis freático e artesiano e diferentes tipos de poçosEditar

Lençois.jpg

Fonte: Cartilha de Saneamento, USAID

Lençol freático: lençol subterrâneo de água, alimentado pelas águas da chuva. A profundidade varia de 500 a 1000 metros. A importância está no fato de o seu volume de água ser cerca de 100 vezes maior do que todo o volume de águas superficiais, incluindo as dos rios, lagos e lagoas.


Lençol artesiano: pode ser alcançado através de poços tubulares de pequeno diâmetro. A profundidade pode variar de algumas dezenas de metros até centenas de metros. Durante a perfuração pode haver diversos lençóis sobrepostos com diferentes capacidades e qualidades da água. Quando se encontra um rico lençol artesiano, geralmente é suficiente para o abastecimento de bairros, indústrias e até para irrigação. A água, no geral, é de boa qualidade, porém em casos de poços profundas a água pode ser salobra.


Tipos de poços

  • Escavado: aberto manualmente, com uso de pá, por exemplo; mais utilizado pela população rural brasileira.
  • Cravado: funciona somente em aquíferos muito rasos; a água pode ser retirada através de bomba de sucção; muito utilizados em obras de engenharia civil para o rebaixamento do lençol freático.

Posicionamento do poço em relação a fossas e sumidourosEditar

Posicionamento - Poço.jpg

Fonte: Guia Básico de Saneamento, 1986

Fossa sumidouro: também chamada fossa absorvente; caracterizam – se como escavações nos terrenos para receber efluentes da fossa séptica ou mesmo do vaso sanitário. A fim de evitar a contaminação do lençol freático, esse deve ser construído a uma distância correta dos poços e se possível em nível de terreno mais baixo.





Soluções para esgoto sanitárioEditar

Esgoto Sanitário.jpg

Fonte: Epidemiologia e Saúde, 1999

Fossa seca: caracteriza – se como solução para o saneamento rural, consiste em uma escavação no solo, na qual as fezes e o material de asseio são depositados. Como diz o nome, essa não deve receber água de descargas, de banhos, de lavagem, de enxurrada ou mesmo água do solo quando o nível da água subterrânea for alto; permite a decomposição aeróbica. (Figura ao lado)


Fossa séptica: Serve como alternativa para residências sem sistema público de coleta e tratamento de esgotos. Recebem o esgoto doméstico e iniciam a purificação da parte líquida. São essenciais no combate às doenças, pois evitam o lançamento dos dejetos humanos de maneira direta em rios, lagos ou mesmo na superfície dos solos, permite a decomposição aeróbica.


Fossa negra: recebe excretas ou esgoto, cujo fundo fica a uma distância pequena do lençol freático, acarretando contaminação do lençol freático e decomposição anaeróbica, dessa maneira é possível a poluição da água utilizada para consumo doméstico. Portanto é uma solução condenável para o destino dos dejetos e excretas.

Tanque Séptico 2 .jpg

Fonte: Epidemiologia e Saúde, 1999


Tanque séptico ou fossa séptica estanque ou fossa séptica: caracterizado como um tanque impermeável, o qual pode ou não estar enterrado.




Filtro.jpg

Fonte: Epidemiologia e Saúde, 1999

Filtro anaeróbico ascendente: consiste em um leito de pedras que acumula na superfície os microrganismos que removem a matéria orgânica dissolvida. Recebe o efluente do tanque séptica, fazendo o escoamento para a drenagem pluvial.



Fossa Imhoff.jpg

Fonte: Manual de Saneamento, 1981

Fossa Imhoff: destinada ao tratamento primário do esgoto, semelhantes aos tanques sépticos comuns. Possui compartimentos internos (de sedimentação e digestão) que auxiliam na decantação e a retirada do lodo.








Ciclo do carbonoEditar

Ciclo do Carbono.jpg

Fonte: Elementos de Ciências do Ambiente, 1987









3 R's do desenvolvimento sustentável Editar

Desenvolvimento Sustentável.jpg

Fonte: emjdlima.blogspot.com.br/2012/07

Reduzir o consumo: reduzir volume de lixo. Exemplo: usar bolsa não descartável para fazer compras.

Reutilizar: utilizar uma peça para função parecida ou distinta sem destruí–la.

Reciclar, Reutilizar e Reduzir.jpg

Fonte: purareciclagem.com.sapo.pt/







Reciclar: decompor a peça e reintroduzir os constituintes na cadeia de produção, diminuindo o extrativismo dos insumos da natureza.

Ciclo BiogeoquímicoEditar

Ciclo Biogeoquímico.jpg

Fonte: Elementos de Ciências do Ambiente, 1987

Observa-se a presença de três compartimentos: aeróbico, anaeróbico e depósito fóssil (sequestro).

É importante lembrar-se dos produtores quimiossintetizantes e da quelação (remoção de metais pesados) como processos necessários.







Aterro sanitárioEditar

Aterro Sanitário.jpg

Fonte: Guia Básico de Saneamento, 1986










ReferênciasEditar

1 - BRAGA, Benedito et al. Introdução à Engenharia Ambiental: o desafio do desenvolvimento sustentável. 2 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.

2 - BRAILE, P. M. et al. Manual de Tratamento de Águas Residuárias Industriais. São Paulo: CETESB, 1979.

3 - NUNES, J. A. Tratamento Físico-Químico de Águas Residuárias Industriais. São Paulo: Signus, 1996. 4 - PEREIRA-CARDOSO FD, ARAUJO BM, BATISTA HL, GALVÃO WG. Prevalência de enteroparasitoses em escolares de 06 a 14 anos no município de Araguaína - Tocantins. Revista Eletrônica de Farmácia 2010; 7(1):54-64.

5 - SENADO FEDERAL. Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (1992: Rio de Janeiro), Agenda 21. Subsecretaria de Edições Técnicas,Brasília, 1996.

Links externosEditar

1 - Meio Ambiente por Inteiro - Saneamento básico

2 - Legislação e Controle Ambiental

3 - Plano Nacional de Saneamento Básico é tema em debate no Cenas do Brasil

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