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Trabalho Teórico Complementar à Prática de Proteína C Reativa

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Editora: Ana Laura Milhazes

Colaboradoras: Ana Carolina Simoneti, Beatriz Cernescu, Gabrielly de Araújo e Sophia Barbosa

Questões Resolvidas do Estudo DirigidoEditar

1. Defina SRIS e justifique o porquê da dificuldade em diferenciar SRIS infecciosa de não infecciosa.Editar

     SRIS é o termo usado para designar Síndro­me da Resposta Inflamatória Sistêmica. Essa síndrome é a ativação sistêmica imune inata do organismo a uma série de agressões infecciosas, térmicas, traumáticas ou processos inflamatórios estéreis como a pancreatite.

     A dificuldade de se diferenciar SRIS infecciosa de não infecciosa se faz porque os critérios clínicos disponíveis para o diagnóstico claro e precoce de sepse são inespecíficos. Um marcador ideal de sepse deveria permitir diagnóstico precoce, diferenciar inflamação sistêmica de origem infecciosa e não-infecciosa de maneira precisa, ser capaz de avaliar prognós­tico e ser de fácil acesso e de baixo custo. Até então, não temos disponível nenhuma substância que satisfaça todas essas condições.

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2. Quais critérios clínicos e laboratoriais instituídos na conferência de consenso de ACCP-SCCM. O paciente deve apresentar todos os sinais clínicos e laboratoriais para fechar diagnóstico de sepse?Editar

     A SRIS é definida quando pelo menos duas dentre as se­guintes alterações estão presentes:

- temperatura corporal > 38 ºC ou < 36 ºC;

- freqüência cardíaca > 90 bpm;

- hiperventilação evidenciada por freqüência respiratória > 20 ipm ou   PaCO2 < 32 mmHg;

- leucócitos > 12000 células/mm3 ou < 4000 cé­lulas/mm3.

 

3. Diferencie sepse, sepse grave, choque séptico e SDMO.Editar

     Sepse é definida como SRIS associado a um pro­cesso infeccioso comprovado; Sepse Grave quando se associa manifestações de hipoperfusão tecidual, hipotensão ou disfun­ção orgânica; Choque Séptico como sepse associada à hipotensão refratária à reanimação volêmica adequada; e por fim, SDMO como uma síndrome que consiste na disfunção seqüencial de dois ou mais sistemas orgânicos no paciente agudamente doente que não responde às medidas terapêuticas instituídas.

 

4. Justifique como a PCR pode ser um indicador (biomarcador) de SRIS infecciosa (sepse).Editar

     A Proteína C Reativa (PCR) é uma proteína de fase aguda sintetizada principalmente pelo fígado, geralmente em resposta a estímulos da IL-6, TNF Alfa e IL-1B, ou seja, a citocinas produzidas quando há processo inflamatório. Assim, quando o indivíduo apresenta uma uma Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SRIS) infecciosa, ocorre produção de citocinas pró-inflamatórias pelas células fagocitárias, e essas substâncias estimulam a produção da PCR pelas células hepáticas.

     O valor da PCR em pacientes sépticos tem sido avaliado em diferentes situações clínicas. Apresenta sensibilidade que varia entre 71,5% e 98,5% e especificidade de 66,6% e 87,3% de acordo com o método usado. Estudos demonstraram que uma única medida de PCR realizada den­tro das primeiras 24 horas do diagnóstico de SRIS pode ser usada para auxiliar no diagnóstico de sepse. A PCR, por ser um indicador inespecífico, não deve ser utilizada isoladamente para o diagnóstico de sepse, devendo-se levar em conta as alterações clínicas apresentadas.


5. Por que o aumento dos leucócitos circulantes (leucocitose) é um dado limitado para auxiliar o diagnóstico de sepse?Editar

     Pois não é somente sepse que aumenta o número de leucócitos circulantes, outras infecções também o fazem. A leu­cocitose ou a leucopenia estão mais associadas com a reação inflamatória do que com a presença de infecção bacteriana. Isso é demonstrado em alguns trabalhos que mostram que a procalcitonina (PCT) é mais sensível do que a contagem de leucócitos e a temperatura corporal na diferenciação entre SRIS e sepse. No entanto, a PCT não pode ser utilizada como fator de fechamento de diagnóstico, pois não existem valores um valor aceito universalmente como indicador de sepse.


====6. O que é procalcitonina e por que é utilizado como biomarcador de sepse?      ====      A procalcitonina é o pro-hormônio da calcitonina e nor­malmente é produzido nas células C da tireóide. A PCT é totalmente clivada por proteases específicas mantendo o seu nível sérico extremamente baixo (< 0,1 ng/ml). No entanto, durante infecções sistêmicas a PCT é produzida por teci­dos extra-tireoideanos e  seu nível pode atingir 100 ng/ml, o que não leva a um aumento nos níveis séricos ou atividade da calcitonina. Diversos estudos têm avaliado a PCT como indicador de infecção bacteriana, e embora condições não-infecciosas (pancreatite, grandes cirurgias, trauma e colapso circulató­rio) possam determinar o aumento da procalcitonina, em condições associadas à infecção, o seu nível se encontra bem mais elevado. Alguns autores sugerem que esta elevação de PCT em situações de SRIS seja devida a translocação bac­teriana.

     Em ambiente de Terapia Intensiva, níveis de PCT > 1 ng/mL estão associados a processos sépticos, sendo que concen­trações maiores que 10 ng/mL ocorrem quase exclusivamente em pacientes com sepse grave e choque séptico, lembrando que não há valor aceito universalmente para interpretação dos níveis de PCT como indicador de sep­se.

 

 

7. A PCR é utilizada para avaliar gravidade de sepse? Justifique.Editar

     Apesar da PCR ter menor custo e melhor disponibilidade de realização, a PCT tem uma melhor correlação com a gravidade da sepse. Estudiosos ainda afirmam que não seria a comparação de um indicador com outro, mas sim a associação dos dois indicadores. Nesta abordagem, a PCT e a PCR são igualmente eficazes no diagnóstico de complicações infecciosas, porém a PCT é superior na identi­ficação da gravidade da doença e no acompanhamento evo­lutivo, sendo que a combinação dos dois indicadores torna o diagnóstico mais específico.


  8. Como o trabalho avalia a utilização de PCR x procalcitonina no diagnóstico e monitoramento de terapia para sepse?

====      O trabalho avalia que a PCR é tão sen­sível quanto a PCT no diagnóstico de sepse, sendo que talvez o mais apropriado seria a combinação dos dois indicadores para se obter um diagnóstico mais específico. A PCT pode apresentar certa vantagem, permitindo o diagnóstico de sepse com antecedência de 24-48 h, no entanto a PCR apresenta a vantagem de ser mais barato e mais acessível. De maneira geral o estudo sugere utilizar a PCR (pela facili­dade de sua realização e baixo custo) para o diagnóstico e, se necessário, complementar a avaliação com PCT de forma evolutiva. ====

ReferênciasEditar

  • MILHAZES, Ana Laura. Trabalho Teórico Complementar à prática de Proteína C reativa da disciplina de Imunologia, UNIVILLE 2013.
  • CERNESCU, Beatriz; SIMONETI, Ana Carolina. Trabalho Teórico Complementar à prática de Proteína C reativa da disciplina de Imunologia, UNIVILLE 2013.
  • ARAÚJO, Gabrielly de; BARBOSA, Sophia.Trabalho Teórico Complementar à prática de Proteína C reativa da disciplina de Imunologia, UNIVILLE 2013.

 



 

 


 


 

 

 

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