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Valvulopatias Cardíacas

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Editado por: Flávia Batista

Valvas CardíacasEditar

A função das valvas cardíacas baseia-se na promoção do fluxo direcional de sangue pelas câmaras do coração. suas disfunções podem ser devidas a defeitos congênitos, traumas, danos por isquemia, inflamações ou processos degenerativos. As valvas mais comumente acometidas são as valvas mitral e aórtica.

Distúrbios Hemodinâmicos Editar

Os folhetos das valvas cardíacas podem ser lesados ou tornarem-se o local de um processo inflamatório, podendo deformar sua linha de fechamento. A cura desse processo ocorre com uma maior quantidade de colágeno, levando à formação de cicatrizes. Isso faz com que os folhetos sofrem encurtamento e ficam mais rígidas.

Existem dois tipos de ruptura mecânica que podem ocorrer nas valvulopatias: estreitamento de abertura da valva e a distorção ou insuficiência da valva. No primeiro caso ela não abre o suficiente e no segundo não ocorre seu fechamento adequado.

Esse estreitamento do orifício valvar pode aumentar a resistência do fluxo sanguíneo. Isso faz com que ocorra a conversão do fluxo laminar, aumentando o volume e o trabalho da câmara que se esvazia pela valva com estreitamento.

Uma valva que apresenta insuficiência (valva incompetente) permite que o sangue volte para o coração, ou seja, ela permite que ocorra um fluxo retrógrado, enquanto que deveria estar fechada.

Obs.: O surgimento de muitas valvulopatias podem levar ao aparecimento de sopros cardíacos, devido ao fluxo turbulento de sangue da valva doente.

Distúrbios da Valva MitralEditar

Cor.png

Alteração hemodinâmica em uma Estenose da valva Mitral. Karol, Porth. 7° Edição. Fisiopatologia.

Essa valva controla o fluxo entro o átrio e o ventrículo esquerdo. Ela é um valva atrioventricular, portanto tem paredes mais finas, com relação às paredes das valvas semilunares.                                                               

Estenose da Valva MitralEditar

Caracteriza-se pela abertura incompleta da valva mitral no momento da diástole, apresentando distenção atrial esquerda e distúrbio do enchimento do ventrículo esquerdo. A principal causa da estenose mitral ocorre pela Febre Reumática e, como causas secundárias temos, defeitos congênitos, manifestando-se no período neo-natal ou no início da infância.

Ocorre pela substituição fibrosa do tecido valvar e pelo aparecimento de rigidez e fusão do aparelho valvar. As cúspides mitrais fundem-se nas bordas, juntamente com o envolvimento das cordas tendíneas, puxam as estruturas valvares mais profundamente para o interior dos ventrículos. Como resultado do aumento da resistência valvar, ocorre a dilatação da do átrio esquerdo e a elevação da pressão atrial esquerda, como consequência da maior pressão atrial esquerda leva à congestão pulmonar.

Com o avanço do quadro, a diminuição do débito cardíaco exibe seus sintomas em casos de esforços físicos extremos ou em outras atividades que causem taquicardia, reduzindo o tempo de enchimento diastólico.

Os sintomas gerais desse quadro são: congestão pulmonar, palpitação, dor no tórax, fraqueza e fadiga muscular. O sopro característico da estenose mitral é ouvido durante a fase de diástole, no momento em que o sangue flui por meio do orifício estreito da valva, caracteriza-sae por ser um sopro surdo e prolongado, de baixo tom, sendo ouvido de melhor forma no ápice do coração.

Regurgitação da Valva MitralEditar

Também chamada de Insuficiência da Valva Mitral, resulta do fechamento incompleto da valva mitral. Associa-se a uma valva rígida e espessa que não consegue se fechar adequadamente. Pode decorrer da ruptura das cordas tendíneas ou músculos papilares, devido à dilatação do ventrículo esquerdo ou do orifício da valva. Também pode ser causada por um prolapso de valva aguda de volume, fazendo com que a pré-carga ventricular esquerda aumente, gerando um aumento no volume sistólico do ventrículo esquerdo. O volume sistólico que é regurgitado leva a uma rápida elevação na pressão atrial esquerda e, consequetemente, a um edema pulmonar.

As alterações hemodinâmicas presente no quadro possibilitam o aparecimento de mecanismos compensatórios. O aumento do volume diastólico ventricular esquerdo faz com que ocorra um aumento no volume sistólico total. Com isso, o aumento da pré-carga e a diminuição da pós-carga faz com que a ejeção ventricular esquerda ocorra de maneira facilitada. Da mesma forma, ocorre outra alteração - o aumento gradual das dimensões do átrio esquerdo faz com que haja uma acomodação do volume de regurgitação a uma menor pressão de enchimento. Esse aumento no trabalho de volume, associado à regurgitação mitral é, de certa forma, bem tolerado, por esse motivo, muitas pessoas permanecem sem sintomas por mais de 10 anos, sendo que a taxa de aumento do ventrículo esquerdo é que demonstra a gravidade do quadro.

Então, as principais características da Regurgitação da Valva Mitral são: aumento de tamanho do ventrículo esquerdo e sopro pansistólico. Em casos graves, a cirurgia valvar pode ser feita.

Distúrbios da Valva AórticaEditar

Valv.png

(A)Estenose da valva aórtica. (B)Insuficiência da valva aórtica. Karol, Porth. Fisiopalogia, 7° Edição.

A Valva Aórtica fica entre a artéria Aorta e o ventrículo esquerdo. Ela possui 3 cúspides e não apresenta cordas tendíneas. A localização dos orifícios das duas principais artérias coronárias fica atrás da valva, em um ângulo reto em relação à direção do fluxo de sangue que sai da aorta, dessa forma,é a pressão lateral da aorta que bombeia sangue para essas duas artérias. 

Estenose da Valva AórticaEditar

Representa uma maior resistência com relação a ejeção de sangue do ventrículo esquerdo em direção da aorta. Devido a essa resistência aumentada, as exigências de trabalho do ventrículo esquerdo aumentam e, consequentemente, o volume de sangue que vai para a circulação sistêmica, ao ser ejetado na sístole, diminui.

Como causas mais frequentes, temos: febre reumática, má formações congênitas da valva e alterações degenerativas - causadas por aterosclerose em idosos.

Uma obstrução indicada como significativa pode levar a diminuição do volume sistólico, assim como pode reduzir a pressão sistólica e a diferencial. O coração demora mais para ejetar o sangue dos ventrículos, a frequencia cardíaca torna-se lenta e o pulso passa a apresentar baixa amplitude.

As pessoas que apresentam esse quadro costumam permanecer assintomáticas por muitos anos. Os sintomas que aparecem são: angina, síncope e insuficiência cardíaca. A hipotensão de esforço pode levar a "escurecimento" durante a prática de exercícios. Dispnéia, fadiga, cianose e outros sinais normalmente aparecem tardiamente na evolução da doença.

Como meios de tratamento, faz-se a valvuloplastia percutânea com balão, como também a substituição da valva aórtica.

Regurgitação da Valva AórticaEditar

Também chamada de Insuficiência da Valva Aórtica, resulta do refluxo indevido de sangue da aorta para o ventrículo -durante a diástole. Isso ocorre devido ao não fechamento adequado da valva. Como consequencia desse processo, ocorre um aumento de volume sistólico do ventrículo esquerdo, para fazer com que o sangue proveniente dos pulmões possa chegar ao coração e para que o sangue que sofre regurgitação possa ser incluído no volume ventricular.

Essa doença pode ser causada por meio da formação de cicatrizes nos folhetos da valva ou devido à dilatação do orificio valvar. 

Ff.png

Localização dos orifícios coronarianos em relação a valva aórtica e a direção do sangue durante a sístole e diástole. Karol, Porth. 7° Edição. Fisiopatologia.

Apesar de o coração responder a um mecanismo denominado de "mecanismo de Frank-Starling" e com o aumento da frequencia cardíaca, ocorre que a presença desses mecanismos compensatórios não são suficientes para manter um débito cardíaco adequado. Ocorre, então, uma grande elevação da pressão diastólica terminal do ventrículo esquerdo e às veias pulmonares. Há também uma diminuição do débito cardíaco, levando à estimulação simpática, assim como a um aumento na frequencia cardíaca e na resistência vascular periférica. Podendo levar a casos de edema pulmonar, arritmias ventriculares e a colapsos circulatórios.

Muitas pessoas permanecem assintomáticas durante o período compensatório, podendo continuar assim durante mais de 10 anos. O único sinal evidente dessa doença durante esse período de tempo é o sopro sistólico aórtico baixo.

Com o decorrer da doença, podem aparecer sintomas como insuficiência ventricular esquerda, dispnénia de esforço, ortopnéia, dispnéia paroxística noturna, baixa anormal da pressão diastólica, diminuição da perfusão coronariana, angina, desconforto torácico devido ao forte batimento do coração, taquicardia, pulso hipercinético (pulso de "martelo d'água")

Como tratamento tem-se: a substituição ou o reparo da valva aórtica, indicada após o aparecimento de sintomas.

Referências:Editar

1. Porth C, Matfin G. Fisiopatologia. 7ªedição. 2- Alfredo EG, Heloisa HSM, Massayuki Y. Febre - Fisiopatologia e Tratamento. Pediat. (S. Paulo)1982, 4:183-201.

2. HALL, John E.; GUYTON, Arthur C. Tratado de Fisiologia Médica. Elsevier, 12ª edição, RIO DE JANEIRO, 2011.

3. Harrison T, Fauci A. Harrison. Medicina Interna. 15º.Ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2002.

Links sugeridos:Editar

1. http://www.youtube.com/watch?v=B1V49eygsLo

2. http://www.youtube.com/watch?v=4Izf4MlGD7Q

3. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0066-782X2011002000001&script=sci_arttext

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